27.10.14

15 de outubro.

[Eu sei, estou atrasada.]

Ser professor é uma coisa louca.

Você se mata pra preparar aula com consistência, criatividade e amor; estuda pra repartir o que sabe; imagina maneiras alternativas de avaliação do aprendizado, tentando fugir da tradicional e desesperadora PROVA ESCRITA e pede aos pupilos para REFLETIREM sobre um filme a que assistiram.

Durante a aula, precisa enfrentar reações das mais diversas, indo desde a ausência pura e simples, até à cobrança de quem quer mais aula, mais de você, mais de tudo que você sabe e pode compartilhar. Entre essas, passa por quem está na sala mas não está, quem é cínico o suficiente para provocar, perturbar e atrapalhar, pelo simples fato de querer atrapalhar e por quem até tenta, mas não consegue "se ligar" no assunto e na aula, sabe Deus por quais motivos. E, é claro, pelos alunos  que assistem aula, participam e se envolvem desejando aprender.

Quando vai corrigir os textos produzidos pelos alunos precisa parar algumas vezes "pra respirar", tantas que são as aflições provocadas pelo que se lê. Mas aí vem um texto daqueles que faz seus olhos se encherem de água, por um motivo bom. Por ver que "ainda há salvação", que o filme “bateu fundo” em alguém, que você acertou a flecha bem no centro do alvo.

E aí você passa da frustração para a realização em instantes. Abre um sorriso imenso e escreve um e-mail pro aluno em questão, dizendo assim:

Seu texto está perfeito, com uma reflexão profunda e densa. Você está PRONTO!!! E eu me orgulho de dizer que um dia fui sua professora, e lhe apresentei James Natchwey, que você disse tomar para ser uma de suas referências pessoais.

E nesse sobe e desce de tesão por ensinar, o 15 de outubro chega e passa, e a gente ganha um feriado no meio da semana só pra ter mais tempo de corrigir trabalho.

É ou não é uma loucura?

Como disse minha filha, muitos anos atrás, eu tenho “alma de professora” e mesmo quando não é “obrigação”, eu assumo a “função”. Fazer o que? A natureza da gente é o que a gente é…

25.8.14

Use filtro solar

Mais do que a frase repetida naquela mensagem de formatura de 1999 (e que NÃO É DE PEDRO BIAL), a recomendação de usar filtro (ou protetor, bloqueador) solar tem sido uma preocupação real em minha vida.
Papai tem uma pele muuuuito branquinha (chega a ser “cor-de-rosa”, aos olhos de minha mãe) e desde 1986 descobriu que tinha câncer de pele. A primeira vez foi “por acaso”. Numa das minhas longas viagens de ônibus entre Ilhéus e Recife, li um artigo da revista Seleções sobre câncer de pele, e tinha uma foto que era igualzinha a uma lesão que ele tinha no rosto. Parecia uma espinha que foi espremida e nunca cicatrizava. Bem pequena, mas pelo que eu lembrava, estava lá há meses. Quando ele foi me visitar, no meu aniversário (em todos os anos que morei fora eles foram passar meu aniversário comigo!) eu já havia marcado uma consulta com um dermatologista. Mostrei o artigo a ele, e ele nem resistiu. Resumo da ópera: era uma lesão neoplásica que indicava que ele precisaria voltar no mínimo a cada ano, para verificar como estavam as coisas, além da recomendação de usar protetor solar diariamente.
Claro que ele não obedeceu nenhuma das duas recomendações. Demorava a voltar no Dermato, e nunca criou o hábito do filtro solar. Achava que usar boné e camisa de mangas longas era suficiente. Não era. E a cada vez as lesões ficavam (e ainda ficam) piores. Na maioria das vezes, têm aparecido em locais que têm pele para tirar, sem problema. Mas numa dessas, foi no rosto, abaixo do olho esquerdo. Profunda e extensa, fez com que o olho ficasse “caidinho”, levando a uma cirurgia plástica corretora, com um cirurgião oftalmologista. Uma complicação atrás da outra. Mesmo com a correção, o olhinho dele nunca ficou perfeito, sempre tem uma lágrima escorrendo, e fica irritado com facilidade.
Nem me lembro quantas foram as cirurgias, mas ele tem a sorte de ter boa cicatrização e não ficar com marcar feias, porque seria dureza. (É uma contrapartida da pele muito clara: o risco é maior, mas a cicatrização é boa.)
Quanto a mim, já retirei vários sinais que apareceram no rosto, colo e ombros, mas nenhum era maligno. Só que até minha adolescência eu ficava fritando ao sol, tentando ficar mais do que vermelha (nunca consegui), e os efeitos do sol são cumulativos, então mesmo com toda proteção dos últimos anos ainda corro riscos.
Durante alguns anos usei o filtro solar somente na praia, me gabando de “não ter marquinha de biquini” e me achando protegida. Sabe de nada, inocente!!! Estou toda “manchadinha” e fui à Dra. Dermato pra ver se poderia fazer alguma coisa. Não, não pode. Só posso agora me proteger do futuro, usando proteção TODOS OS DIAS.
Line me apresentou à Base 3 em 1 da Shiseido, quando fomos à Europa em 2013, e foi ela que me salvou, já que minha restrição ao uso diário do filtro solar era que “o cheiro me lembrava praia”! Comprei duas, depois mais dois refis (é assim que escreve o plural de refil?)… e assim vou levando o dia-a-dia, ainda com a vantagem de ficar com a pele mais bonita na foto.

Comprei no free shop do aeroporto de Guarulhos todas as vezes, por 35 doletas o estojo completo e 28 o refil. Na Sephora tem, por 200 Dilmas o refil e mais 69 o estojinho. Caro, né? Então, se você for viajar, fia, compra logo, As atendentes ajudam a escolher a cor. Smiley piscando
E se não for viajar, pede pra alguém que vai. (Pra mim, não, que eu já compro os meus… Smiley mostrando a língua)
Bom, mas tem situações que não rola usar make, então a Dra. me indicou esse lindinho aqui:
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Foi carinho (70 Dilmas), mas como eu uso pouco (uso mais a base), dá pra aguentar. É MARA, sequinho, não deixa a pele oleosa e é absolutamente sem perfume.
Outra opção é o Neutrogena para o rosto, com FPS 110 (Êeeeeeee!!!!), também sem óleo e sem cheiro. Esse, comprei nos EUA por 11 doletas, junto com um igual, de corpo, que não achei agora, FPS 60, por 15 doletas, só que é um pouco maior.
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Para a praia, uso esse aqui, que não é oil free, e tem aquele cheirinho de praia. Mas é muito bom, e eu, que vou à praia [quase] todo final de semana e não tenho uma marquinha sequer de biquini/maiô.
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Enfim, esse bla bla bla todo foi por causa de uma foto da Ana sensualizando na piscina de casa e eu corri pra perguntar: “Passou protetor???” A Juuh foi falar que não usava nada (morando em Juazeiro da Bahia), e rolou um papo que está sendo desenrolado aqui.
Fiquei tentada de colocar algumas fotos de papi e da minha pele aqui, mas preferi colocar dos produtos que uso diariamente, religiosamente, para me proteger.Espero que ajude… e que vocês não passem pelo que estou passando enquanto acompanho meu querido, meu velho, meu amigo.

31.7.14

Viver é divertido

Diálogo entre um casal não identificado:

Ela: Oi, Coração!

Ele: Oi, Fígado!

Ela: Fígado??? Não dava pra ser Cérebro, ou um outro órgão mais interessante?

Ele: Não. Fígado é o melhor.

Ela: Por que?

Ele: Você é meu Fígado, porque o Fígado é que faz rir, e assim faz minha vida melhor!

Ela: …