26.6.16

Refletindo...

"Uma dessas que tenho aprendido: é que não devo me preocupar muito com o que acontecerá comigo quando eu for memória.
Afinal de contas, quando eu for, não estarei aqui para me lamentar ou para comemorar a boa ou má imagem que deixei. Não sei bem onde, então, estarei. [Eu sei] Ou se esse verbo – estar – terá cabimento. 
A memória é uma preocupação dos que ficam, portanto. E o esquecimento é o legado de todos, mais dia menos dia. Mais século menos século, que seja. Até as pedras. Elas só não esquecem porque nada têm para lembrar. E, lembradas, somente as pedras que permanecem. Isso não é para quem é feito de carne."
Trecho da newsletter do Alessandro Weiner (ex-Alessandro Martins)  desta semana.

Workstation de hoje:



Editando fotos  e vigiando meus velhinhos, que ainda dormem, pela câmera de segurança no quarto deles, pronta para correr diante de qualquer movimento por lá.

Assim, falar sobre memória, eternidade e finitude, vida, morte, consciência e inconsciência... mexe muito comigo.

Eles estão bem de saúde, mas com 87 (ela) e 92 (ele), então, muitas coisas já não funcionam como normalmente, incluindo a consciência. Há uma alternância de consciência e confusão, euforia e apatia... maturidade e infância.

E eu preciso ser a "mãe" dos dois, com a paciência que ainda é desnecessária quando se é mãe de crianças. Afinal de contas, mesmo com a lei da palmada, crianças têm que obedecer. Podem ir pro castigo, podem ser privadas de coisas... e os filhos idosos não podem ser contrariados (abertamente), nem podem ser privados de mais nada (já são privados de doces, gorduras, movimentos físicos, liberdade de ir e vir, de escolher até mesmo as próprias roupas, já que usam fraldas...) e muito menos ir pro castigo.

Enfim... já comentei o quão diferente está minha vida, e como isso tem mexido comigo. Mas esse tipo de desabafo só acontece ao vivo, e virtualmente, aqui, no meu divã (ou no whatsapp cazamigas). Não exponho esse tipo de sentimento ou experiência nas redes sociais. Quem só me vê por lá não faz a menor ideia do que vivo. Contrariando o pensamento de alguns, no feice  eu sou a pessoa mais leve e feliz que se possa imaginar. 
Lá eu brinco, danço, sorrio, vou à praia, como caranguejo, acarajé e abará, tomo água de côco e, esporadicamente, furo a dieta. Fotografo gente bonita e feliz, pores-do-sol, flores e passarinhos. Infelizmente, não posso mais ser a pessoa que viaja. Vivo agora a realidade do plantão permanente.

Disse  acima "contrariando o pensamento de alguns", porque já vi muita gente comentando sobre a "falsa felicidade" exibida nas redes. E, sinceramente? Concordo com Vinícius: "É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe"... e apesar das minhas dores e lutas, não sou nem estou infeliz. Só escolho compartilhar ali apenas a parte boa, apenas o que traz leveza aos olhos  e corações alheios. A vida já está tão difícil (veja os problemas políticos e  preço do feijão!!!), pra que falar mais de coisas que vão preocupar/entristecer? Mentira!!! É egoísmo, mesmo. Não quero ter que responder sobre esse tipo de assunto pra gente que só quer mesmo "curiar", que não tem interesse real. 

É isso. Finalizo o post aqui, antes que eles acordem e fique a coisa pela metade. Bom dia, bom domingo!!

6.6.16

Feminismo até na dança









Se me perguntam se sou feminista (normalmente com aquele sorrisinho no canto da boca, e já colocando como algo pejorativo), respondo: Sim, e desde que nasci! Dependendo da percepção que tiver, na hora, se a pessoa merece uma explicação sobre "ser feminista" e mais ainda "desde que nasci",  eu faço o papo render ou encerro discretamente.

Não gosto de discutir com quem não vislumbra a possibilidade de mudar de opinião, ou mesmo de ouvir a opinião do outro pra avaliar e depois continuar a conversação.

Recentemente, por conta das aulas de dança e de fotos que tirei num evento lá, adicionei "novos amigos" no Facebook. Na verdade, são coleguinhas, que ainda estão na fase de "conhecidos". Normalmente eu dou 24h de prazo pra ver o que o "novo amigo" publica, pra decidir se vou receber as publicações dele, ou não.

Então, apesar de gostar dos moços, e de dançar com eles, percebi que não são "da minha laia", isto é, pensam muito diferente de mim, do básico ao mais essencial. Então, nada de seguir. Mas como a curiosidade é uma merda, e eu fui lá nas páginas deles e li algumas pérolas que não vale a pena reproduzir, fiquei com algumas coisas entaladas na garganta.

Numa aula, semana passada, a professora nos deixou "livres", pra fazer o que quisermos, de forró, pra ela avaliar se estávamos fazendo os passos direitinho e o que precisávamos melhorar. E ela parou a aula várias vezes para insistir com os cavalheiros que precisavam CONDUZIR as damas. Com delicadeza, mas com firmeza. E que nós não deveríamos fazer os passos se a condução não fosse clara. Okay. Muitas vezes um coleguinha dizia: "agora você vai girar", quando bastava ele afastar e levantar minha mão direita, eu iria saber que era o giro.  E eu fazia o que a professora mandou: dizia pra ele: então me mostre que é pra eu girar, não fale.

A aula seguiu, e fomos trocando de par, até chegar minha vez de dançar com um dos "novos amigos" de pensamento extremamente machista e desrespeitoso. Começamos no balançado básico, e quando foi pra mudar pro vai-e-vem, ele conduziu direito, e acertamos a mudança. e ele soltou: "Consegui!!!"

Como a pessoa aqui não presta... já soltou: Conseguiu o que? Fazer a feminista obedecer? E ele: "Você é feminista???" Depois da resposta padrão, ele quase soltou algo no estilo de "mal amada", "mal comida" ou "falta de rola". Mas se segurou e perguntou antes: "você é casada?" Eu: Sim! E MUITO BEM CASADA! O diálogo prosseguiu:

- Eu tenho uma amiga que era feminista. Quero dizer, ela se dizia feminista. E queria discutir, mas quando a gente apertava, ela ficava sem ter o que dizer, ela não era feminista, nada. Até casar. Casou, o marido manda nela e até no voto dela, porque ela votou em quem ele disse que era pra votar.

- Ah, esse não é meu caso. Não MESMO. Marido e eu pensamos diferente em muitos aspectos. Inclusive politicamente, nunca votamos nos mesmos candidatos.

Coleguinha com cara de espanto. Continuei:

- Ele é católico, e eu sou evangélica, ele vai na minha igreja e eu vou na dele, quando a gente quer. Quando não quer, cada um vai sozinho na sua.

Coleguinha com a cara mais  perplexa ainda. E eu:

- Ah, tipo agora: eu entrei na aula de dança e ele não quis. Venho sozinha.  Claro que eu preferia dançar com ele, mas se ele não quer e eu quero, estou aqui, dançando.

Coleguinha calado, salvo pelo gongo, ops, pela professora, que mandou trocar de par. Detalhe: Durante toda a conversa, fizemos os passos do forró direitinho. A feminista quando quer, se deixa conduzir.



5.6.16

"10 fatos" em duas gerações

Hoje, no Facebook, minha filha postou "10 fatos sobre mim (ela)" e, inevitavelmente me vi comparando os "fatos" dela com o que eu diria a respeito (sobre mim). E resolvi trazer pra cá, dando a minha versão dos assuntos tratados.

1. Ao contrário do que pode parecer, fui criada indo à igreja todo domingo, e até hoje tem uns salmos que sei de cor.
Eu também fui criada indo à igreja, não só todo domingo, mas praticamente todos os dias. Meus pais eram mega integrados na Igreja Batista, e eu fiz essa escolha também. Depois de adulta, além de tudo, trabalhei como Ministra de Música na Igreja, então além dos momentos de culto, ainda estava por lá para aulas e ensaios. Sei de cor músicas, textos bíblicos inteiros, e praticamente todas as histórias bíblicas. Amo conversar sobre o assunto, desde que não haja pressão pra nada. Gosto de comentar sobre as entrelinhas dos registros bíblicos, e trazê-las para a minha realidade.

2. Só aprendi a dirigir com 26 anos, e meio a contragosto. Mas minha baliza no teste da autoescola foi perfeita.
Aprendi a dirigir aos 12 anos, numa C-10 laranja, enooorme pro meu tamanho, com um volante de caminhão, gigante, que precisava dar trocentas voltas pra girar um tiquinho de nada os pneus. Meu pai me ensinou, e confiava em mim, mas eu só fui sair sozinha, sem ele do lado, a partir dos 16. Tirei carteira aos 18, mas não fiz exame. Só fiz o psicoteste, e quando meu pai foi saber o resultado, entregaram a carteira a ele. E ele não pagou nada (acho que esperavam alguma gorjeta, mas ele se fez de desentendido!). Nunca fui multada por falta de documentos, furar sinal ou qualquer outra coisa. Hoje só tomo multa em radar de velocidade (40Km, aqui perto de casa) e falar ao celular (umas 5, já!).

3. Na minha infância, tive todo tipo de animal de estimação - cachorro, periquito, peixe, hamster, menos gatos, porque minha mãe odiava gatos.
Na infância, tive um passarinho (Cabocolinho, que um gato comeu), e dois cachorros: Um foi roubado em casa e outa cresceu demais e foi pra roça. Adulta, fui ter animais por conta dos filhos, vide declaração acima. Com o detalhe de que eu não ODIAVA gatos. Só preferia cachorros. E os pelos de gatos me dão alergia, então... Nada de gatos. Hoje fico mais do que satisfeita com os passarinhos na minha varanda.


4. Não sei dançar, sou péssima. Mas AMO a cubana do Bela Vista, e depois de umas cervejas, sou facilmente guiada pelos vovozinhos dançantes de lá.
Eu NÃO SABIA dançar!!! Agora estou aprendendo, e amando. Ainda não conheço a Cubana do Bela Vista, mas estou doida pra me aventurar com os vovozinhos dançantes!!! 

5. Nunca consegui me comprometer a nenhum tipo de exercício físico. Gosto de correr, mas só ao ar livre, e aí na primeira chuva, desisto e quebro o fluxo.
Sempre repeti que era "uma pessoa sedentária", mas na maturidade me afeiçoei ao pilates e ao neopilates. Segundo minha fisio, tenho excelente consciência corporal, muita elasticidade e bastante equilíbrio.
Nunca me dei bem com academia (já cheguei a pagar 3 meses adiantado e não pisar lá nenhuma vez) nem com caminhadas ou corridas, por mais bela que seja a paisagem (e olha que eu tenho aqui, viu?). Também não consigo correr em esteira. Laurinha que o diga, como eu sofria pra fazer 5 minutos na esteira, quando fiz Funcional me preparando pra viajar em 2015. Hoje, além do pilates, encaro a dança de salão como atividade física, como já disse aqui, mais de uma vez. Saio da aula suando em bicas e esbanjando serotonina!!!


Ah, e sempre que dá,  uma remada na Baía do Pontal me faz um bem enorme. Porque afinal... Girls just have sun!!!



6. Nunca fui maquiada por um(a) profissional, e tenho muita curiosidade de saber como é, mas ao mesmo tempo morro de medo do maquiador pesar a mão e me transformar em "outra pessoa".
Já fui maquiada por profissionais várias vezes, na minha vida pré Mary Kay, mas nunca me sentia à vontade. Sempre parecia que tinha um peso extra no rosto. Não gostava. Depois de conhecer os produtos MK, não saio mais de cara limpa. E estou aprendendo makes mais elaboradas, treinando primeiro em mim, claro, mas já maquiando outros! Até noiva já maquiei!!! ;)





7. Nunca dei estrelinha, nem quando era criança. Morro de medo de bater a mão no chão de mau jeito e acabar quebrando o pescoço (?).
Adorava dar estrelinha, e acho que ainda dou. No neopilates faço bem mais que isso... Eu ficava de cabeça pra baixo com tanta frequência, na infância, que minha mãe dizia que meu juízo ia sair pela boca.


8. Já assisti todas as temporadas de America's Next Top Model, e de vez em quando me pego no espelho tentando fazer o ~smize~ de Tyra Banks.
Não sei nem o que é America's Next Top Model, (mentira, sei, sim), mas não gosto. Das poucas vezes que vi, discordei dos jurados. Então, nem assisto. Igual a The Voice (USA ou Brasil).

9. Eu não sabia o que era carnaval até 2009.
Conheci o carnaval em 1987, em Recife. Mas só pra ver. E à vera, só fui numa prévia ano passado, no "eu me vingo de tu no carnaval", com a filha e o genro. Adorei!!!



10. Andar pela cidade carregando desconfortavelmente alguma coisa que só dá pra comprar lá naquele vuco-vuco numa mão, e na outra um caldo de cana bem gelado, do Mercado de São José. Reclamo do calor, reclamo do trânsito, reclamo do preço das coisas, mas adoro esse pequeno momento.
O "Deus me livre" é um lugar que eu também adoro ir, desde o século passado, quando morei lá (em Recife). Não reclamo... mas faz tempo que não vou lá que não seja de carro. Aliás, faz tempo que não vou lá. Ah, o caldo de cana não faz parte da minha realidade ali. Prefiro água de côco.

Bem, já deu pra ver que tem diferenças e semelhanças com a minha filhota... e eu "vi" fotografias de cada tópico desses... mas não faço ideia de onde estão. Quem sabe eu não tomo coragem e procuro, pra ilustrar o post???  Cacei algumas no instagram... ;)

Nós... no meu aniversário do ano passado, na AABB, em plena terça-feira.