17.12.14

O horror, o horror.

Banco da Vitória

Nessa hora ainda era pouca gente. Fiz uma foto e a bateria do iPhone (Tim) morreu. Depois o número de pessoas aumentou bastante.

Moradores do Banco da Vitória tiveram as casas tomadas pela água e pararam a Rodovia Jorge Amado para chamar a atenção (de quem, eu não sei!). Queriam "a imprensa". No celular da oi não tinha os contatos do "povo da TV", só consegui falar com um radialista, mas eles não aceitaram. Foram quase três horas na pista, morrendo de medo que a coisa piorasse. Colocaram pneus, tocos de árvores e tijolos, liberavam passagem de alguns carros no sentido Ilhéus - Itabuna, mas não deixavam ninguém passar para Ilhéus. Até agora não consegui compreender a lógica.

Só passei pq convenci um policial (várias viaturas estavam lá) que eu poderia fazer contato com a TV se chegasse em casa.

Bem, nem consegui. As colegas não atenderam quando liguei, mas depois de tanta grosseria que os manifestantes me disseram/fizeram, confesso que não fiquei com remorso.

Ouvi coisas do tipo: "Nós não temos casa pra voltar, então vc também não volta pra sua. Vamos ficar aqui até de manhã!"

Não sei como a coisa se resolveu. Quando o policial fez com que eles me deixassem passar, outros dois carros vieram junto, e só.

Tenho dó, mas tive muito medo do que aquelas pessoas poderiam fazer ali. Só não queimaram os pneus pq chovia muito e não conseguiram atear fogo. Na maioria eram adolescentes, e me lembrou muito as manifestações de junho/2013, quando percebi mais farra do que anseio por algo, de fato.

Fico me perguntando o que tem na cabeça das pessoas, pra parar o tráfego numa rodovia movimentada, única´ligação entre duas cidades irmãs, onde pessoas moram em uma e estudam/trabalham em outra, bem na hora do rush (fiquei lá entre 17:30h e 20h)? O que a imprensa poderia fazer naquela hora? Aliás, nem chegar lá ninguém poderia, a não ser de helicóptero, porque o engarrafamento estava quase em Ilhéus, por um lado e quase na UESC, por outro.

Juro que depois de tentar conversar com alguns que pareciam ser líderes (mas descobri que não eram, pois quando um se aproximava do carro, os outros começavam a gritar, para que não conseguíssemos nos ouvir) e só receber patada, tive vontade de ir chegando o carro devagar, e ir impondo minha passagem, mas não tive coragem. Tive medo que virassem o carro, como estavam ameaçando. E, como disse minha prima Thelma, a turba ensandecida faz coisas que aquelas mesmas pessoas, sozinhas, jamais fariam.

Foi uma sensação horrível de impotência. A internet da oi não funcionava de jeito nenhum,  não conseguia fazer contato com ninguém via facebook, e a espectativa de passar a noite na estrada me desesperou. No carro eu tinha uma garrafinha de isotônico e biscoitos “avoador” que uma aluna havia trazido de Conquista e me deu. Mas o que eu queria mesmo era desmaiar em minha cama, o que não aconteceu quando cheguei em casa, e nem até agora, coisa de quatro horas depois. Não estou conseguindo dormir, apesar de muito cansada e dolorida, a perna esquerda principalmente, por conta da embreagem, pois fiquei bem em cima do quebra-molas, e com um carro colado atrás. Completando a cena, acessos de tosse que me deixavam ainda mais cansada. Chuva entrando pela janela do carro, olhares hostis e cínicos, como se EU fosse a culpada pela chuva, pela não-atuação dos poderes públicos ou mesmo culpada por ter uma casa para ir, enquanto eles não tinham.

Percebi, mais uma vez,  que sou somente humana, com virtudes e defeitos, e que depois de tudo valeram mais os meus defeitos, porque ainda estou com raiva daqueles olhares e daquelas palavras irônicas e cínicas, dos sorrisos enquanto diziam: “olha aquela ali doidinha pra passar… não vai passar nãaaaaaaao!!!” . E lembrei do “Todos nós somos um” da IBAB, mas não me senti “um” com eles. Ou eles não quiseram ser “um” comigo. Mas assumo meus defeitos. Senti raiva e no fim das contas, não colaborei.

Só posso pedir que Deus tenha misericórdia de nós todos!

4.12.14

Rapidinhas do final de semestre

  • Terminei o semestre passado achando lindo! Este não está tão gatinho assim…
  • Antes eu digitava um "d" na barra de URL, e caía no meu blog. Hoje digito num "d" e cai no docenteonline.com.br... [Você está fazendo isso errado!]
  • 4 turmas na faculdade, 4 turmas no PRONATEC. Lembrem-me de JAMAIS repetir este erro gravíssimo.
  • Aliás, lembrem-me de não entrar mais no jogo do PRONATEC, porque já estou na segunda partida e ainda não descobri quem ganha.
  • Red Bull não me dá asas. Malmenos me dá pernas para aguentar 8h de aulas seguidas. [Em outra cidade, batendo volante mais das vezes sozinha. Um salve ao colega Saul e à aluna Priscila, que me dão companhia nos retornos noturnos!]
  • Final de semestre é época de professor adoecer? Não, né? Mas está virando rotina por aqui! Este é o segundo ano em que nessa época eu começo a tossir, ficar toda congestionada e com vários efeitos colaterais. Alguém adivinha o motivo???
  • Delicinha ferveu na estrada na quinta-feira da semana passada (quinze dias atrás) e com muito esforço consegui chegar em Itabuna e deixá-lo na concessionária. Depois de um orçamento de 4.600 dilmas, resolvemos fazer só o essencia para resolver o problema de refrigeração que ficou em 1.086 dilmas, pagos antecipadamente (no cartão de crédito), e ele está lá até hoje. Lembrem-me de trocar de marca na hora de comprar um carro novo.
  • Brinquei no AliExpress em outubro, comprei dezoito ítens e até agora chegou um (um cartão de memória de 64Gb que tem se comportado direitinho #oremos). #Oremos também para que cheguem os outros dezessete.
  • Tenho fotografado um bocado, e cadê tempo de editar fotos? Tem pelo menos uns 4 trabalhos pra terminar, mas já acalmei os clientes postando algumas fotos no Facebook, mas ainda estou dentro do prazo de entrega, relaxem. Próximo final de semana entram mais dois na lista. God save me!
  • Resoluções de final de ano chegando, e essas não são pra esquecer. Lembrem-me de fazer um post sobre isso. (Rá, eu sei que vocês nunca me lembram, então…)
  • Vou voltar pro docenteonline, pra ver se encerro hoje minha labuta burocrática de professorete e ganho minha vida de volta (ou pelo menos parte dela)!!!

30.11.14

Reunião de família

Esses dias li um post de Lile contando sobe a reunião dos Borges, e de como eles riram, comeram e se emocionaram juntos. Comentei lá que ela fazia isso pra colocar na gente o desejo de ser daquela família…

Eu não quis dizer com isso que minha família não é tão divertida, gastronômica ou emocionante. Mas ultimamente tenho sentido falta de estar com os meus. O tempo tem sido curto, saio pra trabalhar às 12:30h e retorno às 22:30h, 23h… durante as manhãs só quero dormir. Até pra ir na casa de meus pais, que é no apartamento acima dos meus, não tenho ânimo. Tenho me sentido “solitária”, mesmo passando os dias rodeada de gente. Sinto falta de papos relaxados ou tensos, divertidos ou sérios, de rir junto ou de chorar com minha família em todos os âmbitos.

Mas esta semana fui premiada com um mini-encontro de família.

Na manhã de quinta, minha prima Marta chegou, e sem condições físicas de realizar a caminhada de sempre [aka cansaço nas pernas], saímos de carro e tomamos banho de mar, na Praia do Cristo. A água não estava tão limpa, mas não liguei. Conscientemente preferi a sujeira que vinha dos rios à “sujeira de energia” que sentia em meu corpo. Papeamos por mais de uma hora dentro d’água, falamos de viagens, de nós e dos nossos.

Na sexta cedinho, uma das minhas “irmãs de coração” que mora no reino de Tão Tão Distante (Montes Claros – MG) veio para um casamento aqui na Capitania, e ficou aqui em casa. Dormimos pouco, mas rimos muito. Conversamos sobre coisas sérias e relembramos vivências passadas. No almoço de sexta tive a alegria de sentar à mesa com minha irmã Lia e minha Cria nº 3, Rebeca Jane,  além de Marido. Mesmo correndo pra não perder a hora do trabalho, pude agradecer a Deus poder ter “minha família” comigo naquela refeição. Foi tão intenso, que nem tiramos foto. Não tem problema. Registro aqui, pra não esquecer!

No sábado, chegou pro casamento, minha sobrinha Camila, já “gente grande”, e com Marido Dela a tiracolo. E como foi gostoso, mesmo sendo super rápido: chegaram às 6h e partiram às 22h do sábado. Foi SÓ isso, mas eu agradeço. Agradeço por mesmo tendo sido tudo tão rápido, eu pude ter uma semana de alimento emocional!

E não por acaso, foi a semana de “ThanksGiving” na outra América. Não comprei absolutamente NADA na tal Black Friday, mas parei pra agradecer a Deus as coisas boas que tenho podido experimentar.  E consegui registrar aqui esses momentos bons, mesmo que somente em palavras, sem qualquer foto.  Smiley piscando