29.11.16

Da procrastinação eterna

Nem sei quantas vezes abri o notebook com a firme intenção de editar fotos para entregar a clientes e fui parar em outro lugar, seja na internet ou mesmo no Lightroom, mas em outro catálogo que não o devido.

Juro, eu queria muito saber como parar com isso. Estou cansada dessa péssima característica em mim, mas não tenho conseguido dar outro final para as histórias. O que sucede: atraso o trabalho, atraso o recebimento do dinheiro, atraso a vida. E por que??? Porque não estou tendo ânimo de fazer absolutamente NADA. Nem de sair, eu que sempre fui rueira.

Final de semana passado fui a um casamento como convidada e cheguei em casa cansada, como se tivesse trabalhado as 10h que usualmente me consomem num evento desse. (Um amigo, médico, me disse que o cérebro reconhece o "local de trabalho" como tal, mesmo que você esteja lá por outros motivos. Deve ser fato.)  No dia seguinte, acordar [para ir à praia] foi um sacrifício. Só consegui chegar lá às 11:30h. E, atrasando, perdi de fotografar a primeira praia e a primeira piscina de Ceci. Bléh.

Depois disso, fomos à AABB, e meu corpo se contentaria em ficar sentada perto do mar, à sombra, agarrada na minha jarra de água de côco e meu "casal".  Mas meu espírito pedia o sal, o mergulho,  a energia do mar. Depois de umas duas horas sentada, levantei e parti para o destino que o espírito pediu. Entrei no mar sozinha (marido disse que estava com ~frio~) e fiquei lá, com a água batendo na coxa, sem forças pra mergulhar e me deixar abraçar pela delícia da água. Pode isso, Arnaldo?

Só pra resumir a história, mergulhei, sim, e depois fiquei sem querer sair... estou desse modelo: demoro pra começar, demoro pra acabar. Acho que necessito que alguém esteja me empurrando/puxando pra qualquer coisa. E não concordo com isso.

Agora, depois de registrar o fato neste post, vou lá editar fotos, que tem pelo menos 4 trabalhos me esperando.

Domingo, na AABB, sentada, esperando coragem de entrar no mar.

25.11.16

Sobre a escrita

"Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?"
                                  Paulo Leminski 

Primeiro layout personalizado do meu blog, em 2006


Às  vezes tem, meu caro Leminski. Às vezes tem.

Escrevo porque falando, posso me trair. no tom, na expressão do rosto, no embargar da voz, no acelerar da respiração.

Escrevo porque  nas entrelinhas aprendi a deixar registrado o que só eu posso/preciso lembrar/saber.

Escrevo porque  necessito organizar os pensamentos com calma,cindo e voltando, invertendo a ordem e substituindo palavras, deixando claro [pra mim] o que vivi/senti naquele momento.

Não me considero escritora, mas creio que se me exercitar no hábito da escrita, posso aliviar o coração dizendo coisas que a boca não tem permissão de falar.

Poema? Prosa? Música? Imagem? O que seja. Não importa a linguagem, tudo é escrita.

Tudo tem razão de ser, tudo tem, ainda que inconscientemente, um propósito. É assim que eu penso, seu Leminski.

23.11.16

De novo, ela.

Mais uma vez... a morte por perto. No dia de céu mais azul das últimas semanas, meu coração recebe uma sombra cinza de tristeza. Não sei explicar nem dar nome ao sentimento que me invade.  Não derramei uma lágrima [ainda], mas estou quebrada por dentro. O bom é que só consigo lembrar dela em momentos de muita alegria e emoção boa. 

O por-do-sol aí em cima deve ser lindo, amiga. Aproveita pra fotografar muuuuito!!!






Pipa, ano passado.








Eu fotografando de um lado, ela fotografando do outro.








Pipa, este ano.