8.8.18

Livre e Feliz

Hoje não vou fazer como das outras vezes em que abro o blog pra escrever... e primeiro dou uma passeada pelas postagens anteriores (e às vezes nem escrevo... me perco enquanto me leio).

Hoje preciso escrever "de jato".

Tem gente que não valoriza as pequenas coisas... acho que eu não estou entre eles. Tenho aprendido a perceber as pequenas vitórias, e a celebrá-las. Mas isso não é automático. É bem consciente.

Cada vez que passo pela Baía do Pontal, cada vez que olho pela janela e posso ver o mar, cada gole de água de coco, cada mordida nas "comidas de dendê"... Cada pequena coisa dessas me faz parar e agradecer.



Agradeço também quando consigo terminar um trabalho dentro do prazo, quando recebo feedback de um cliente satisfeito, quando vejo meus alunos produzindo imagens bonitas... E vou criando e recriando minha felicidade.

Fico feliz quando tenho a sorte de ver um por-do-sol, e mais feliz ainda quando fotografo um. Se for fotografando com cliente, então... aí o potinho da felicidade fica cheio ainda mais rápido.



Quando consigo passar um tempo comigo... relaxando e sem fazer absolutamente nada... ou quando o dia termina e o cansaço me diz que ele foi produtivo... quando um banho gostoso alivia as tensões, ou quando posso pagar por uma massagem, depilação e limpeza de pele...  quando percebo que passei o dia inteiro sem ligar a TV ou quando a netflix me pergunta "você ainda está assistindo...?"  sinto que ser feliz é possível, e recebo a parte que me cabe!

Hoje, especialmente, pude resolver questões jurídicas e burocráticas... comprar um celular novo (absoluta necessidade)... receber do carteiro minha encomenda de Óleos Essenciais que estava atrasadíssima... ter uma sessão de terapia "daquelas", com  muita reflexão e lágrimas diluindo sentimentos difíceis... e uma boa notícia pra coroar a noite.

Acho que as lágrimas e a boa notícia recebida me deixaram leve... e pronta para receber o que virá. Não sou mística, mas  creio que as pequenas coisas se unem, transformando-se em algo maior... e não à toa.

[Pra vocês verem, até meu Bahêa está ganhando do Atlético Cerro do Uruguay pela Copa Sul Americana. Tudo bem que ainda é só 1 X 0 e ainda tem todo o segundo tempo, mas já vou desligar a TV pra dormir, então vou dormir com o Bahêa ganhando, fico feliz e pronto! ]

29.7.18

Dance dance dance




Hoje o dia foi diferente... especial, cheio de sons e ritmos. Fotografei o segundo dia do Festival Dança Sul Bahia (meu parceiro Kelson clicou ontem) e me vi completamente imersa no universo da dança.

Coques  (de todos os modelos) e sapatilhas preencheram meu espaço e a memória da câmera.  A minha memória também.


Pela manhã acompanhei seis classes de ballet, jazz e dança contemporânea, e foi interessante prestar atenção aos professores... ao estilo de cada um, a maneira como falavam com os alunos (crianças,  adolescentes e uns poucos adultos). Passaram pela minha mente as várias professoras de música que tive... e as várias professoras de música que fui.


Me peguei julgando falas e atitudes... e em seguida me lembrando de marcas que tenho e que devo ter causado.

Refletir é  sempre bom. Penso que hoje eu seria outra professora... (Parei de escrever, mas vou publicar assim mesmo!)

30.6.18

Chorei.

Das coisas que não estavam combinando comigo... é que não estava conseguindo chorar. Talvez culpa da dona sertralina, talvez alguma razão que jamais entenderei... o fato é que as lágrimas se recusavam a sair dos olhos, apesar de o reservatório estar completamente cheio.

Hoje ele transbordou, e finalmente consegui desaguar.

Papai não está bem... o coração batendo pouco e fraquinho... E eu em estado de alerta constante.
Sei lá quantos dias sem conseguir dormir mais de 1h seguida. Passando as noites em "cochilos", acordando mil vezes e olhando na câmera, como estão as coisas lá embaixo.


Cada dia traz a promessa de que "pode acontecer tudo, inclusive nada"... e essa instabilidade me mata. Já perdi a conta de quantas reanimações precisamos fazer... e não temos explicações para as alternâncias entre estado de absoluta lucidez e consciência, com ausência e apatia ou surto total.

Como diria Kátia Cega, "não está sendo fácil". E o que mais me pesa é a "solidão de filha única", que implica em responsabilidade total nas decisões, nos cuidados, na administração financeira, na administração da casa e da "empresa" que conta com 7 "funcionários" fixos, além dos flutuantes.

Pra completar, exatamente nesse período, vieram à tona necessidades urgentes de conservação  da nossa casa. Porta da frente e portão da garagem, (incluindo a parte eletrônica de ambos) infiltrações de água da chuva (que não está dando trégua), limpeza da área do fundo (uma verdadeira mata atlântica)... Eu realmente estou me surpreendendo com  o fato de estar conseguindo dar conta de resolver (meiabocamente) esses pepinos. Nunca fui boa de lidar com certas categorias profissionais, como pedreiros, mecânicos e afins. Nessa hora o mulherão fica murchinho... E me dá vontade de contratar um  "marido de aluguel", pra resolver essas coisas. Mas estou levando. Se estou fazendo bons negócios, em termos financeiros... não quero nem investigar. Só sei que estou tentando.

Ontem tive uma sessão de cinesiologia, que foi determinante para o meu equilíbrio físico e emocional. Certamente, por bondade de Deus, me preparando para o dia de hoje. Eita sexta-feirazinha punk, viu? Passei o dia ao lado da cama dele, achando que se saísse perderia a despedida final. Mas ainda não foi hoje. E meu coração continua dividido... sem saber o que é melhor, pra ele, pra minha mãe, pra nós, pra mim... e apesar de  tudo o que vi e vivi, ainda comprei pacotes de fralda, barbeador e remédios suficientes para um mês.

E segue o baile.