17.7.14

Sol

Não sei, nos útimos cinco dias, quantas vezes (ou se) o sol apareceu. Não vi. Ou melhor, pra mim, foram dias cinzentos e frios, absolutamente sem sol.  O procedimento cirúrgico de sábado foi OK, mas tive complicações no pós-cirúrgico, com reações alérgicas variadas à penicilina e/ou aos antiinflamatórios. Enfim, foi horrível. Mas está passando.

E percebo que está passando, porque já consigo ver o sol. Apesar dos olhos teimarem em ficar fechados, hoje consegui deitar na rede, na varanda, e me permitir o calor gostoso do sol da manhã.

Depois de ler alguns posts aleatórios do blog The Bro Code, e ouvindo um CD antigo de Kris Kristorfenson, fiquei pensando como minha vida é boa.

Tenho um monte de problemas, não nego, e alguns beeeeem grandinhos… mas tenho também um parceiro de vida que me dá suporte (e me suporta, mesmo quando nem eu mesmo me suporto), e me ajuda a levar os problemas, devagarinho, até sua solução.

Em dias como hoje, o bom mesmo é fazer o Jogo do Contente, e pensar no quanto é bom que tudo isso tenha acontecido “nas férias”, isto é, que eu não tenha que me preocupar em repor aulas não dadas por conta de uma pipoca mal mastigada.

Ainda estou naquela de querer ficar só deitada, sem forças pra nada, comendo mal e com a sensação de “morrência”, mas vai passar, tenho certeza. E tenho essa certeza porque posso ver (e sentir) o sol.

9.7.14

De volta pro meu aconchego

Estou com saudades do meu cantinho, aqui. Já há algum tempo, mas hoje, meio sem explicação, senti NECESSIDADE DE ESCREVER.
A vida tem me trazido coisas boas e ruins, numa proporção aceitável. Mas tenho negligenciado coisas que deveriam estar mais acima, na lista de prioridades, tipo escrever no blog, escrever artigos científicos, fotografar "a trabalho" e não somente por prazer...fazer backup dos milhões de fotos que estão somente no meu notebook... Sair pra ver o mundo, tomar sol, voltar pro Pilates...
Mas bem quando estou assim, começo a escrever um post e despenco do alto do Himalaia.
Fraturei um dente há 10 dias, e somente hoje consegui começar a resolver a situeichan, fazendo um procedimento cirúrgico onde estraí o que faltava e fiz um implante de osso, esperando o momento de inserir o novo dente. 
Passei o dia de molho, esperando a dor passar, e agora, depois das primeiras 12 horas, com antibiótico, antiinflamatório e remédio pra dor, acho que vai ficar tudo legal. Se der tudo certo, daqui a 15 dias o Dr. Dentista deve implantar um dente provisório e em seis meses um definitivo. #Oremos.
O dia hoje foi de líquidos e sorvetes, denguinhos de Marido e... Jogo do Brasil. 
Mas dessa parte não vale muito a pena falar, creio que tudo que deveria ter sido dito já foi dito, por uns e outros, pra um lado e pro outro. 
No entanto, quem sabe se eu não reajo a tanta bobagem e colaboro com os meus 20 centavos, em algum momento? Quem viver, verá. Em tempo, sei que estou devendo o post do Padre, da Poeta e da Puta...
Agora vou tentar dormir, porque pela primeira vez discordo de ChicoMeuAmor:

E prefiro ficar com o Antônio:


Boa noite!

21.6.14

“Jejum de informação”

Depois de um longo e tenebroso inverno (ou verão-outono, como queiram), eis que paro para escrever sobre algo que me deixou sem palavras ontem. Ironia, não é? Fiquei sem palavras, e hoje elas brotam pelos dedos, junto com a revolta que senti.

Ontem me atrasei para a sessão de acupuntura, por motivos alheios à minha vontade (a.k.a. trânsito pesado na estrada) e fiquei monitorando, pelo telefone, como estava a situeichan no consultório, se ainda daria pra eu ser atendida, e tal. A previsão era de que SE eu conseguisse chegar antes das 11, daria tempo. E com uma betoneira lerda na minha frente, sem conseguir ultrapassá-la por conta dos poucos pontos de ultrapassagem na Rodovia Jorge Amado, a aflição foi grande. (No fim das contas, consegui chegar às 10:55h).

Mas havia um problema: eu estava com um horário no iPhone, outro no relógio do carro e outro no celular-do-ladrão. O que aumentava ainda mais a agonia da dúvida de “vou chegar antes das 11h”.

Após a sessão, já relaxada, na viagem de volta resolvi ligar o rádio do carro para ter certeza da hora e verificar se algum dos meus aparelhos marcava a hora certa. A primeira estação que foi encontrada pelo dial automático era uma daquelas tipicamente ditas “gospel”, e das quais eu fujo instintivamente.  A outra estava tocando uma seleção de forró-baixo-nível, e achei que não valia a pena esperar pela hora  tratando meu ouvido como penico. Na terceira, deixei rolar, porque ouvi o que me deixou sem palavras.

Era uma convocação feita por um “pastor”, para um “jejum de informação”. A proposta era passar 40 dias (QUARENTA!!!!) sem ver TV, entrar na internet, ler jornais ou revistas que não fossem ligados ao “reino de Deus”. Segundo ele, “não sujar a mente com toda essa informação mundana que é oferecida como banquete pelo próprio diabo”. Isto posto, ele já se oferece para orar pelas pessoas que se decidiram pelo jejum, e iriam começar NAQUELE MOMENTO. Deixa a entender que outras já haviam começado antes, pois falou em “juntar-se ao grupo de filhos de Deus que já entrou nessa batalha contra o mal da informação”.  Quando a pessoa começou a “orar” eu novamente toquei no botão de busca automática por uma nova estação, e foi aí que me faltaram as palavras. Mas, thanks God, não me faltou o pensamento.

Digo que “me faltaram palavras”, porque as únicas que me vieram à boca não eram dignas de ser pronunciadas. Senti vontade de xingar, e xingar muito essa pessoa que se traveste de líder cristão, mas de fato é um manipulador sem limites. A mensagem que recebi, mas que os fiéis que o acompanham não recebem, foi: “não leia nada, não ouça nada, não assista nada que não seja o que EU lhe apresentar”. Lavagem cerebral na cara dura. E quantas pessoas estavam ali, coitadas, ouvindo o infeliz falar, e dedicando “a Deus” seu jejum de informação mundana???!!!

Na contra mão dessa via, o ministro evangélico a quem respeito e admiro, não somente por seu posicionamento teológico, mas lógico e ético, Ed René Kiwitz, publicou em sua página no facebook a seguinte “convocação”:

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O Pr. Ed René é pastor da Igreja Batista da Água Branca – IBAB, em São Paulo, e mantém um ministério altamente “antenado” com a contemporaneidade da comunicação. O site da IBAB é a igreja virtual, vale a visita. As mensagens dominicais estão lá todas as terças, pontualmente às 11h da manhã, disponíveis para assistir em vídeo ou para download do áudio, que é o que eu faço, para ouvir nas minhas idas e vindas pro trabalho, no som do carro.

Nessa sua proposta de “Conversas Pastorais”, fica claro o quanto é necessária, sim, a informação “mundana”. “A Bíblia numa das mãos e o jornal do dia na outra.”.

Admiro o Ed porque ele não se coloca como dono da verdade nem aquele que não erra, não peca, ou como juiz e a palmatória do mundo. Identifico-me com ele nas minhas falhas e no meu desejo de ser uma cristã digna do Senhor a quem sirvo, APESAR de ser como sou. Aproveito para colocar aqui o link de um post antigo, com minha profissão de fé, copiada da querida Fabi Mesquita.

E é isso. Sem querer converter ninguém, mas querendo mostrar quem sou e como vivo, no que creio e em que isso influi na minha vida.