11.2.16

Alguma coisa está mudando...

Não é novidade que as pessoas mudam, as coisas mudam, as situações mudam. Às vezes para melhor, às vezes para pior... mas invariavelmente MUDAM.

Tenho observado algumas mudanças grandiosas no que se refere ao posicionamento da mulher diante da sociedade e da ocupação de seu lugar nela. Outro dia li algo do tipo: "Se HOJE você vota, veste o que quer, dirige, trabalha em qualquer profissão... é porque ANTES de você muitas outras lutaram muito para que você ocupe a posição que ocupa."  Mas ainda não é suficiente. Precisamos continuar lutando para que as nossas filhas, netas e bisnetas tenham ainda mais poder sobre si mesmas, suas decisões e consequentemente seus destinos.

Nos dias que passamos em Cumuruxatiba pude ter a noção exata de que tem mais coisas mudando em nossa "sociedade patriarcal e machista". Estava lendo na varanda, quando ouvi uma voz de mulher, dando a ordem: "Joãozinho, DEVOLVA o CARRINHO de Marina!"  (nomes fictícios). Suspendi a leitura pra tentar entender a situação.

O CARRINHO era de uma MENINA... um MENINO PEGOU e estava SENDO OBRIGADO a devolver, porque era DELA, pertencia A ELA, e naquele momento ela NÃO QUERIA emprestar. WOW!!!

Continuei observando. A tia insistiu, o carrinho voltou às mãos da dona, e... surpresa! Era um carrinho DE CONTROLE REMOTO! Gente! Vocês já viram uma menina com um carrinho de controle remoto??? Eu nunca tinha visto. Mas, thanks God, vivi para ver. Tudo bem, é um carrinho "feminino", em tons de rosa e azul bebê, e de uma "Princesa da Disney". Mas é um carrinho!!! De controle remoto!!!


Continuando o raciocínio... Palmas pra titia, que na tranquilidade, começou a ensinar ao menino que NÃO, ele NÃO TEM DIREITO sobre o CARRINHO da irmã. Precisa respeitá-la e só vai ter acesso às coisas dela quando ELA permitir. (E aprendendo isso, por tabela ele aprende que o CORPO da mulher também NÃO ESTÁ DISPONÍVEL para quando ELE quiser.)

 Lembrei que ouvi uma tia minha, com mais de 70 anos, relatar com pesar (ou mágoa, sei lá...) que quando era menina ficou mirando uma laranja-lima no pé, esperando amadurecer. Sonhou com ela dias seguidos... e quando finalmente colheu e descascou, meu pai (irmão mais velho, que morava fora) chegou, e pediu a laranja. Imediatamente, minha avó ordenou que ela desse a laranja ao irmão. Afinal de contas, era homem, mais velho, e recém chegado à casa. Ela não conseguiu nem articular a justificativa para não dar a laranja.  E no relato, tantos anos depois, ela finaliza: "O pior, Abel, é que você chupou a MINHA laranja, e nem dividiu comigo!!!"

A titia de Marina e Joãozinho é uma mulher  empoderada, que domina sua vida e de quebra reorganiza
o pensamento cultural da nova geração. Eu não poderia esperar isso da minha avó, nascida ainda no século XIX, que colocava as filhas na escola apenas o tempo suficiente para aprender a ler e fazer contas, depois  elas iriam aprender a lavar, cozinhar, passar, costurar... para os seus futuros homens.

Três gerações depois, Marina grita pelo seu carrinho e Joãozinho é ensinado a respeitá-la.  Aliás, Marina TEM um carrinho. Ganhou no Natal. Não vi Marina com uma boneca, mas vi com um carrinho. (Será que Joãozinho chegou em algum momento a DESEJAR uma boneca de presente? Não, o opressor não deseja os "privilégios" do oprimido.)

Finalizando, deixo a reflexão sobre "a música do carnaval 2016": Paredão Metralhadora. A banda "A Vingadora".

Como uma anônima empoderada metralhou a chapinha de Bell Marques

"De fato, tem alguma coisa errada, Bell. Mas que, de forma lúdica, começa a ser metralhada. Trá-trá-trá!"


"As que comandam vão no trá!"

8.2.16

Faxina sem suar

Aproveitei a noite "livre" do domingo de carnaval e resolvi dar uma "limpeza" na bendita lista de "amigos" do facebook, consciente de que

E que é impossível que eu tenha 2.000 amigos!!! Não observei o número exato quando comecei a faxinar, mas depois de um tempinho ainda estava em 1.877. Ainda não terminei, e o número já caiu pra 1.528. Achei que seria mais fácil, mas até a conexão tá atrapalhando.

Pra não ser injusta, fiz  a listinha dos critérios a serem observados. Claro que esses são a base, mas tem gente que se encaixa em um 9ou mais), mas tem atenuantes... e ainda ficou. Tem gente também que entrou na dança pela porta da opção 5: EU QUIS.


Sei que além desses todos tidos como "amigos" pelo Tio Zuck, um tanto já estava no degrau abaixo, como "conhecidos", e já não tinha acesso a tudo que eu postava. Como não gosto de ficar me policiando... melhor cuidar logo de quem pode / quem não pode estar compartilhando (fiscalizando) da minha vida.

Ah, teve outro critério: a pessoa é "meu amigo" no FB e ao vivo não olha na minha cara, faz que não conhece. Hein? 

Claro que,como profissional que precisa ter network, eu aceito meio que indiscriminadamente quase todo mundo que me solicita amizade. Mas agora cansei. Tenho percebido que se for considerar os tais "amigos desconhecidos possíveis clientes" e os que efetivamente se tornam clientes... é mais cansaço do que resultado real. Assim... Sorry, society. Quem ficou, anda pode sair. Quem saiu, só volta se pedir e provar que vai me acrescentar alguma coisa.

Mas ao mesmo tempo em que uns "voam", outros se achegam. Alunos, que, por definição, começavam como ""conhecidos'... de acordo com o nosso relacionamento nesses anos, foram alçados ao status de "amigos"! Passam a ter acesso a publicações que antes não eram permitidas. Ah, isso também porque não são mais "alunos", já que não sou mais professora! ;)



Eu poderia fazer tudo isso quietinha, sem explicar nada, afinal,  a página é MINHA, cabe só A MIM cuidar dela como bem me aprouver. Mas achei que era legal explicar... (até mesmo pra que os excluídos entendam e nem peçam pra voltar :P )

Alguns ficaram, também, por alguns outros motivos:
1. São parte da família... e mesmo sem interagir oficialmente,não quero perder o contato.
2. Sei que a pessoa é pouco frequentadora do FB e, consequentemente interage pouco, é amiga na vida real.
3. Existe interesse MEU em mantê-la ali.

Então foi isso. Noite super produtiva, mas ainda não finalizei o trabalho. 


2.2.16

Começou 2016!!!

Já está meio que virando rotina... janeiro é como um "mês-teste", e meu ano começa em fevereiro, mesmo antes do carnaval.

Em 2016, isso foi muuuuito claro! Janeiro foi mês de férias, começamos o ano em Cumuruxatiba (aprenda como se soletra PARAÍSO) com a linda família Malta, e de lá pra cá, foi qualquer coisa, menos monótono.

O aniversário de Mamis foi celebrado com quatro dias em Cannes (Canavieiras, para os demais, Cannes para os íntimos), com momentos deliciosos de vê-la se divertir dicumforça na piscina do hotel, comer gostoso e barato, praia boa, fotos emocionantes... valeu! (claro que cheguei cansaaada e arriei o dia seguinte inteirinho, com algo que na hora achei que era "queda de pressão", mas deve ter sido só cansaço mesmo).

Fotografei muito (o povo resolveu fazer aniversário e books em janeiro!!!) e tenho zilhões de fotos pra editar. Mas nada me impediu de fazer a viagem programada desde setembro do ano passado: São Paulo, para o Seminário Anual da Mary Kay. Não tenho palavras pra descrever - e nem é agora, vai ter post específico, cheio de fotos - mas foi das maiores e melhores experiências dos últimos tempos. Gerou muita reflexão, motivação e decisões.

Pra finalizar o mês... ou pra começar o ano, ontem foi oficializado meu desligamento da Universidade. Docência Superior foi um rio que passou em minha vida. Trouxe muita coisa boa (mas muito lixo também). Cresci, ensinei e aprendi bastante. Fiz bons amigos e descobri que minhas "primeiras impressões" são realmente confiáveis. Nesse último ano o clima, que era a melhor parte do trabalho, foi ficando estranho... credito na essência à "mãe" da "Pátria Educadora", que fez o ensino superior no país ser esfrangalhado. O fato é que a insatisfação cresceu dentro de mim, e, desde quando entrei na Mary Kay, em abril de 2015, já foi uma preparação para o dia de ontem.

Nunca escondi o quanto creio na ação de Deus em minha vida. e me fazer enxergar um novo caminho ANTES de tirar os dois pés da vida acadêmica formal, foi bênção sem medida.

Enfim... 2016 realmente começou em fevereiro. E para marcar o começo com música, segue o presente que a Karina me mandou, em celebração ao momento de mudança: