23.3.06

Por ela




Gente, amanhã bem cedinho vamos pegar um buzu daqueles... "Viação Novo Horizonte" Ilhéus - Conquista, 6 h de viagem num percurso de 280 Km... quem merece??? Mas achamos que vale à pena dar uma relaxada, espairecer.

Vou aproveitar pra postar hoje algo que escrevi há uns dias atrás, com as devidas explicações.


Eu aqui, "esperando inspiração" pra escrever... abrindo essa página e sem conseguir deixar sair NADA!!!... Aí­ me chega a criatura com um texto no papel, a última redação, pedida pela direção do Colégio onde estudou, para algo tipo uma propaganda disfarçada. Afinal de contas, ter uma aluna que passou em primeiro lugar é muito bom pra imagem do estabelecimento de ensino.

Só que o "controle de qualidade" vetou o texto. Sabe aquele puxasaquismo que não combina com o que se sente? Pois era assim. Disse a ela que escrevesse algo mais real, mais "ela". E a resposta veio pronta: "Eu já escrevi duas redações de 'responsa', passei em dois vestibulares, e agora tenho que escrever mais uma 'encomendada'?" Tive que concordar. Mas sugeri como ela poderia escrever... assim e assim... E veio de lá: "Então escreve pra mim!" Ah, isso não! Nunca fiz trabalho pra filho nenhum! E de novo: "mas eu já fiz um monte de desenho pra seus trabalhos da faculdade!" - o que é verdade, não posso negar. Então... sentei aqui e escrevi como se fosse ela! Não vou postar agora, mas estou escrevendo, antes que esqueça. Vou deixar o texto ser publicado onde eles quiserem... depois "solto" aqui. E seja lá o que Deus quiser!

Hahahahahahaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Taí­:


Não foi a primeira experiência com horário de portão, cartões, provas e cadernos de respostas. Já havia passado por isso no 1º ano do Ensino médio quando fiz a prova do PASES da UFV (Universidade Federal de Viçosa) – tentando escapar da fatídica hora do vestibular. (Mas a UFV não oferecia o curso de Design, que eu sonhava, e descobri que se pra fazer arquitetura precisaria muito das exatas... ali não era minha praia, então nem fiz as provas do 2º e 3º ano.)

Vamos lá, enfrentar o terror pré-faculdade! Sou desligada, desastrada e sei lá mais o que... esqueci de levar pra Recife os documentos necessários... que obrigaram minha mãe a uma ginástica extra pra conseguir arrumar tudo a tempo de fazer a prova da 1ª fase.



Cheguei ao local de prova dormindo... tranquilidade não me faltava. Eu sabia que tinha estudado num colégio legal, onde o objetivo de preparar não apenas pro vestibular, mas pra vida era visível. Também sabia que tinha feito a minha parte. Estudei, sem exagero, mas estudei bastante. Já viram mãe dizer: “menina, sai de casa, vamos pro cinema, vai passear, relaxa...” bem em época de vestibular? Pois era assim comigo.

Então... se estava nesse pé... era fazer as provas e esperar o resultado. Aff! Como demorou pra sair! Fiquei em 12º lugar na primeira fase e em 8º na segunda! Parece simples, mas não foi. Matemática 2, pra mim, que sou das humanas??? E não zerar a prova de física, como consegui na prova da UFV? Foi uma vitória, e das grandes! Recebi o resultado na Segunda feira à tardinha, durante o vestibular da UESC. Fiz a prova das exatas bem mais relaxada, já sabendo que não precisava passar. E o resultado da UESC não me disse muita coisa... Só uma pizza pra comemorar e um “pré-trote” básico, na Fun House, nos brinquedinhos de criança. Mas quando saiu a classificação... Ai ai ai... Primeiro lugar!!! Os gritos de minha mãe, que soube pelo Orkut, assustaram a rua inteira, mas dá pra compreender, né?

Não posso negar, que, mesmo escolhendo não cursar Comunicação Social na UESC, foi das melhores sensações que já senti. É uma comprovação de que todo o tempo de estudo mesmo valeu à pena, que o esforço conjunto, do Fênix, da minha família, e meu teve uma recompensa.



Só me resta agradecer a Deus por tudo que estou passando, por toda alegria – e um pouquinho de receio do futuro – e por tudo o mais que ainda virá. Agradeço aos professores – fiz um anexo especial para cada um – sua participação em minha vida. Agradeço a meus pais – o exemplo, o incentivo e as alisadas diárias ao meu ego. Ah, e agradeço a mim, também, por não ter pirado nesse último ano. Valeu!!!

Aline Silveira Cavalcanti (mas foi a mãe!) 17/02/2006


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