26.6.06

Depois de um post deprê...

...e muitas manifestações de concordância (ou não) acerca do frio, mas todas de bons amigos (e novos amigos) querendo me ver up, venho aqui dizer que conseguiram.

Ontem à tarde o sol resolveu dar o dar da graça, e fui caminhar na orla com meu guri... sentir um pouquinho do calor que estava me fazendo falta. Fomos, conversamos, rimos, mas... o sol desistiu, até tomamos um pouco de chuva (ele tomou muita). Cheguei em casa, e encontrei boa companhia no MSN, gente que me fez esquecer o frio e a chuva, de tanto que me fizeram rir. A noite rendeu até tarde... com mil e uma janelinhas piscando (e o MSN 8.0 não agrupa janelas, se alguém sabe como, please, help me), com papo sério em uma, papo de avião em outra, papo acadêmico em outra... mas muita risada em todas. Amigos que me levantaram, literalmente.

E em meio a tudo isso, orkut aberto, e o navegador com outras mil e tantas janelas, blogs, news, etc... abri a página da revista Veja, que apesar de ser assinante, leio às vezes mais na net do que no papel. A coluna de Lya Luft me chamou a atenção. "Ensaio sobre a amizade". Li... e fui tentada a encaminhar o artigo pra esses amigos que têm acompanhado minha vida real, virtualmente. Desisti de encaminhar... pensei em escrever sobre tudo isso, inspirada pela experiência do final de tarde/noite/madrugada e pelas poéticas palavras da escritora. "Agendei" o post pra hoje, e fui dormir, não sem antes receber mais uma ligação que era só pra me garantir: "Vai dar tudo certo, fica bem."

Acordei na correria de muita coisa pra fazer... e a *dona Inspiração* que parecia tão próxima, deu uma passeada em outras bandas. Enquanto eu *cuidava da vida* por aqui, *ela* foi *ali* e passarinhou no ouvido de outra pessoa tudo o que eu tinha pensado na véspera. E a mensagem no MSN: "Vê ali o filho que eu acabei de parir!" Fu ver.(aqui) E enchi os olhos de lágrimas... não porque sou sentimentalóide, acho que não chego a tanto. Mas é porque percebi a sintonia de pensamentos e sentimentos.. e li naquele post o que eu gostaria de ter escrito. (Quem mandou *deixar pra mais tarde*?)

Tá. O dia foi passando, e um trio de blogueiros cariocas ia se encontrar pra um rodízio de massas (fala sério, em plena segunda... ). Pensei que por volta do meio dia, 1h, eu iria receber alguma ligação engraçadinha, SMS, dizendo o que estavam fazendo, me metendo inveja. Nada. Passou a tarde... nada. Tá bom, besta, que é que você tem de ficar esperando demais? Mania de *se achar*! Por que eles teriam de ligar? É a vida real, vc ali é só virtual! Deitei, pra compensar a noite *curta*... e acordo com o celular tocando. "Vai correndo pra net, anda!" E no MSN: "Vê o teu orkut".

Olha o scrap que tinha lá:

Rodrigo: Foi mt bom ir ao rodizio de pizza com vc. Uma ponte aérea show de bola. As fotos do nosso encontro estão disponiveis no meu orkut. Bjs.

Achei que tivessem feito como às vezes faço, deixado uma cadeira vazia e fotografado, dizendo: "Este lugar era o seu!". Mas foi muito mais. Esses amigos reais (brigo com qualquer um que vier me dizer que só porque a gente nunca tocou no outro não é real!) fizeram a maior "gracinha" que alguém já fez pra mim! Três malucos, completamente insanos... imagino a farra que foi, inclusive pra aparecerem os 4 na mesma foto! Rodrigo, Amanda e Lu... Vocês são demais, pra lá de especiais!!! Vou mostrar pra vocês a arte desses fantásticos presentes que Deus me deu.











E assim, o dia lá fora continua líquido e frio (não mais branco, porque já é noite); mas dentro de mim, o coração aquecido fez esquecer todo o resto...

"Nesta página, hoje, sem razão especial nem data marcada, estou homenageando aqueles, aquelas, que têm estado comigo seja como for, para o que der e vier, mesmo quando estou cansada, estou burra, estou irritada ou desatinada, pois às vezes eu sou tudo isso, ah!, sim. E o bom mesmo é que na amizade, se verdadeira, a gente não precisa se sacrificar nem compreender nem perdoar nem fazer malabarismos sexuais nem inventar desculpas nem esconder rugas ou tristezas. A gente pode simplesmente ser: que alívio, neste mundo complicado e desanimador, deslumbrante e terrível, fantástico e cansativo. Pois o verdadeiro amigo é confiável e estimulante, engraçado e grave, às vezes irritante; pode se afastar, mas sabemos que retorna; ele nos agüenta e nos chama, nos dá impulso e abrigo, e nos faz ser melhores: como o verdadeiro amor." Lya Luft, Revista Veja, 29 de junho de 2006.

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