6.8.06

E a Supernanny falhou!!! :(

O Bonitinho chegou com a tia (que chamava de mãe, mas eu sei que é tia), mais dois irmãozinhos, de 7 e 10 anos e um rapazinho que não sei o que é. Não consegui saber o nome da criança. Lindinho, com uns olhos vivos e um sorriso lindo, apesar dos dentinhos deformados pelo uso da chupeta até essa idade. É, ele chegou com uma chupeta enooorme, azul, com bico de silicone.

Sentaram-se todos na fileira de cadeiras à minha frente. (Não sei porque não fotografei, já que dessa vez eu estava com minha câmera!) O santuário estava mais do que lotado. Além das 1200 cadeiras, foram colocadas mais 150. Muuuita gente em pé no fundo e na área lateral. Um telão colocado no salão social, para mais umas 300 pessoas. Não estava fazendo calor, a noite estava fresca, estaria até fazendo frio, não fosse o calor humano.

Tia Anabel começou a se incomodar quando, na hora do louvor, os três fofinhos subiram nas cadeiras, com seus tênis limpíssimos. Detalhe: a mãe-tia estava de saia branca e sentaria na cadeira, em seguida. O lindinho em questão estava sem um lugar pra chamar de seu, por conta da superlotação do templo. (No colo dela, ou sassaricando ali entre as cadeiras.)

Lindinho conversando alto, rindo e atrapalhando a concentração da DDA que já tem sérias dificuldades com isso. Detalhe: Vocabulário muito bom, frases bem formuladas, usando inclusive "por favor" a toda hora. Tão doce... (não é ironia, ele falava com doçura mesmo...)

Shhhhh! Fica quietinho, meu amor!

Continua conversando alto, com a chupeta na boca, o que dificulta o entendimento do que ele diz, ao ponto do *tio* pedir pra ele falar mais alto, porque não estava ouvindo!

Olha, a gente está na igreja... aqui não é lugar de conversar...

Irmãozinhos brincando de bater nas mãos um do outro. Uma doçura, se não fosse na hora do culto!

*Olhar reprovador* que geralmente funciona.

Mãe-tia nem aí.

Fofinho abre um pacote de salgadinhos (tipo cheetos) , tira a chupeta e mastiga com toda falta de cerimônia, como se estivesse diante da TV, no sofá da sua sala.

Chão fica pintadinho de amarelo, quando o Trocinho deixa cair quase metade do pacote.

Tia Anabel (desejando ser a Supernanny e mandar não só o lindinho como a mãe-tia pro tapetinho da disciplina) começa a se remexer na cadeira, com vontade de ela mesma colocar a coisinha fofa no colo... e discretamente lhe aplicar uns dois beliscões.

Fofinho: Quero beber água, por favor! (Claro, comeu salgadinho, normal ficar com sede). Mãe-tia nem aí. Fofinho pega no rosto dela com as duas mãozinhas (ainda sujinhas do lanche) e encosta o nariz no nariz dela, choramingando: Por favor, eu vou morrer de sede, por favor, eu quero beber água!

Tia Anabel se sente no sertão nordestino à beira de uma cacimba seca. A cadelinha Baleia também devia estar ali. Tia-mãe nem aí.

Fofinho descobre, como por encanto que lá embaixo tem um lugar que tem água. E vai beber. Sozinho. Mãe-tia nem aí. Nem aí pras quase 1500 pessoas, nem aí para a possível incapacidade do Fofinho em encontrar o bebedouro, nem aí pra as pessoas que estão sendo prejudicadas em sua intenção de participar plenamente do culto.

Alguns minutos depois, o Bonitinho volta com a boquinha molhada, sinal de que a Supernanny o subestimou. Ele encontrou o bebedouro. E volta já tirando a blusa de gola polo: Estou com calor! A mãe-tia finalmente se pronuncia, e ajeita a blusa. Fofinho insiste: Quero tirar a blusa, por favor! E segura no rosto dela, numa explícita chantagem emocional. Muitos beijinhos (tira e coloca a chupeta de volta à boca, até que ela cai. Ele mesmo pega e colcoca na boca novamente.)

Mãe-tia consegue que ele não tire a blusa. Mas nem aí pra Tia Anabel que insiste: Shhhh! Lindinho começa a brincar com o irmãozinho de 10 anos de dar petelceco na testa. Depois de algumas vezes, a testa dele dói. E o Fofinho, quase gritando, para o tio: ele bateu na minha testa! Bate nele! e começou a choramingar. Vai para o colo da mãe, e continua a bincar de dar peteleco, desta vez, nela.

A tia-mãe pela primeira vez se incomoda.

O tio o coloca no colo, mas ele fica provocando o irmãozinho até que a Supernanny percebe que não vai adiantar nem com jeitinho nem com olhar... e... acaba a mensagem. Supernanny sai quase correndo, mesmo antes do cântico final, para evitar o congestionamento na saída. Muita gente pensou assim.. inclusive a família dos Fofinhos. Supernanny pensa mil vezes se faa com a mãe-tia sobre o acontecido... mas não tem coragem.

Das duas, uma: Supernanny está destreinada ou Fofinho está super treinado. Ou as duas.

Tia Anabel começa com o sofrimento peruzal (do peru, que morre de véspera) só de pensar nas crianças do Lindviver. Será que ela consegue encarar?

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