27.9.06

O que é que eu quero mesmo?

Não saber o que quer. Pensar que é simples fazer experimentos, ir beber em outras fontes... que não sofreria as consequências das escolhas. E pior - ao se confrontar com as consequências, perceber que a troca não valeu à pena.

Que situação!!!

Inverter as coisas, torcer palavras, e achar que a vida tem a tecla revew, e que é como a Oi: simples assim.

Tenho pena...

"O que eu quero, mesmo?" Essa deve ser a grande questão da vida humana. E quando não consegue ser respondida... é problema.

Não que seja "o que eu quero ter?", mas "o que eu quero da vida?" Quais meus reais objetivos? O que eu realmente quero dizer com as palavras que saem da minha boca? Quais as intenções por trás? Se isso fosse claro, como a vida seria diferente!...

E, a bem da verdade, eu bem sei o que quero, mas me enoja, me deixa indignada pensar que pessoas pensam que eu não consigo perceber que existem todas essas incógnitas em cada atitude delas.

Queria que essas pessoas pudessem saber que apesar de parecer avoada, desligada, estabanada... esse tipo de coisa não me passa despercebido. Tô ligada, tô esperta e não sou boba. Que fique bem claro.

Queria escrever um texto leve, bem humorado... mas como disse o sábio Salomão, "a boca fala do que o coração está cheio". Então, o post de hoje que quase não sai, sai bem assim. Duro, tenso e com vontade de rosnar. Sinto muito não poder ser mais clara. Mas tem coisas que não valem nem a pena ser comentadas. Sei que posso até chorar, não de tristeza, mas de raiva ou de perceber minha impotência em certas situações. Mas pelo menos sei que sou sincera, verdadeira e que minhas lágrimas traduzem o que eu quero mesmo dizer. Não estou tecendo uma teia pra prender quem quer que seja com mentiras nem atitudes dúbias. (A dubiedade só se apresenta em mim quando quero aqui deixar somente entrever o que não precisa ser completamente público.)

Perdoem-me, queridos, se usei esse espaço como lugar de expor minha raiva e minha indignação. Com certeza os leitores - a quem permito - não têm culpa alguma de que meu humor esteja nesse nível. Acho que estou assimilando por osmose o inferno astral das amigas de outubro. Se for isso, melhor, está perto de acabar.

O que eu quero? Quero olhar pra frente e enxergar um futuro claro, de sol brilhante e livre de pesos na consciência. Esses, realmente eu não carrego. E em nenhum momento procuro colocar sobre ombros alheios os pesos que realmente me cabem. Da mesma forma, não aceito sobre mim os que não me pertencem.

E depois conversaremos sobre perdões, desculpas, confissões e "assumimentos". É isso. Ou talvez fosse mais. Mas... fica sendo isso.

Nenhum comentário: