18.10.06

Tudo.

Já escrevi aqui, há um tempo atrás sobre a instabilidade do tempo na minha cidade (no mesmo dia chove e faz o maior sol, depois chove de novo... faz frio, calor, e frio e calor de novo...) e da instabilidade no meu humor.

Ontem o dia começou num marasmo terrível, e era um marasmo interior, porque por fora eu tinha era muita coisa pra fazer e não tava conseguindo fazer NADA. Consegui sair de baixo do edredon (chuuuva e frio!), "do útero" como uma amiga me disse ontem, somente na hora de ir pra faculdade, cheeeia de ânimo (percebam a ironia). A chuva tinha passado, não achei a sombrinha (depois descobri que estava dentro da outra bolsa) e achei que o tempo ia melhorar.

Me enganei. Peguei o 27 lotadíssmo, fui em pé até à UESC, com o texto sobre "Mídia Regional" na mão, tentando não esquecer do que tinha lido, pra a tal da dinâmica GVGO que teria no primeiro horário.

Da entrada do campus até meu pavilhão, tomei uma chuva forte, e sem um pingo de condições de correr, de salto alto, fui deixando acontecer o que tinha de acontecer, pensando: "Não vou ficar gripada, não vou ficar gripada", já que a Márcia disse que o que a gente pensasse ontem teria um milhão de vezes mais força, devido a algo cósmico, que estaria acontecendo. (Deu certo, não estou gripada.)

A tal dinâmica foi razoável, acho que me saí bem, aliás, acho que todo mundo se saiu bem, grazzie Dio. Vi minha primeira nota dessa disciplina: 8,0. Considerando que fiz o trabalho e a provinha sem qualquer espectativa de boa nota... fiquei satisfeita. Aula de Telejornalismo depois, ver as passagens gravadas da turma (eu não gravei, foi a aula que faltei pra levar Jady no aeroporto) e me acabei de rir, foi tosco demais! Que alívio de saber que não sou somente eu que sofro diante das câmeras!

Voltei pra casa debaixo de chuva de novo, mas já mais leve depois de ter recebido a boa nota e dado umas boas risadas. 28 menos lotado, vim sentada, escapei de quebrar o nariz numa freada que o motô deu e por pouco não atropela dois meninos numa bicicleta. Mais uma coisa boa no dia que não era NADA.

Lembrei (milagre!) que tinha uma reunião na casa de uma amiga.. e que tinha que levar o filhote pra outra. Me surpreendi quando vi que a reunião incluía um jantar (escondidinho de carne do sol!) e muita gente legal, muuuuitas risadas e um final de noite perfeito.

É, o dia que não era NADA me surpreendeu com TUDO. Bom saber que coisas boas acontecem.

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