26.12.06

O Labirinto do Fauno

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Imperdível. Nem era o que tinha programado, mas era o que tinha mesmo que ser.

Fantasia e realidade na medida certa.

A guerra civil espanhola com todas as suas atrocidades, covardias e maldades... ao lado de toda coragem, raça e força interior... e acima de tudo isso, uma mente fértil que criou uma realidade alternativa, e assim conseguiu enfrentar uma fase de tristeza, dor e solidão.

Guillermo del Toro conseguiu dosar todos os ingredientes num filme que é drama, ação, fantasia... só não é comédia.

Falando a verdade, a figura do fauno não era bem o que eu pensava. Assim como não era o fauno das Crônicas de Nárnia. Mas é a liberdade da imaginação... cada um pinta suas figuras como quer...

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Mas foram tantas cenas tocantes, que lembraram outros filmes... Tem um momento em que Ofélia, a menina em torno de quem a história se passa, se veste como Alice (do País das Maravilhas), mas o vestido em vez de azul é verde, sombrio... e os sapatos como os de Dorotyh (do Mágico de Oz), que ficam sujos de lama, mostrando que na vida dela nada é "maravilhoso" nem o caminho é "dourado".

A figura do padrasto vilão é a pior que pode existir... e o castigo que eu daria a ele seria maior ainda. A mãe fraca e subserviente, revelando a preocupação em ver sua filha "bem", mesmo que isso significasse se unir a um oficial fascista e sanguinário... sem perceber que estava fazendo o maior mal à sua menina, demonstra o que muitas vezes acontece na vida...

Ofélia devorava livros de contos de fadas, e sua saída foi mergulhar nesse mundo fantasioso, que, por mais perigoso que pudesse parecer, era infinitamente mais seguro do que o seu "mundo real". A coragem que a menina demonstra a cada passo, a cada tentativa de cumprir as "provas" que lhe foram apresentadas pelo fauno e seu livro mágico (fantástico, as palavras e desenhos aparecendo nas páginas em branco) é simplesmente digna de imitação. A certa altura ela dispara: "Eu sou a Princesa Moana e não tenho medo de você!" Saber quem é lhe dá toda segurança para prosseguir.

A trilha, de Javier Navarrete, é perfeita. A canção de ninar, sem palavras, ficou em minha mente por horas... e o e-mule já está trabalhando para que fique em meu MP3.

Decididamente... é o tipo de filme que não se pode perder. Que cativa os olhos, ouvidos, a mente e o coração.

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