17.12.06

A Rosa

Não, não é uma flor. Ou é... sei lá!

Pedi pra me lembrarem, e a Jady não perdoou. Mas nem é "babado", preá!!! Foi uma coisa boa que só!

Eu queria contar a história todinha, do começo, mas... a cabeça tá fervilhando DDAmente, e não tenho tempo de contar tudo. Vai ser na tora, mesmo.

A expectativa era enorme. 2006 me trouxe muita gente nova ao vivo, depois de ter conhecido na net. E como eu disse alguns posts atrás... ainda faltava. Eu já sabia que ela viria. A viagem estava agendada há meses, da Alemanha pra Ilhéus. Ela vinha rever a família, e os scraps no orkut além de e-mails da Geórgia me preparavam, enchendo de mais ansiedade.

O telefone tocou, e nos falamos como se fosse a coisa mais comum do mundo... ensinei onde era minha casa (fácil, fácil) e no meio da manhã ela chegou, com o marido, um alemão tão branco, que perto dele eu fiquei negra!!!

Ah, eu já tô ficando preocupada... A reação dela quando me viu (abri o portão da garagem, porque não encontrei a chave da porta - que vergonha!) foi a mesma da Amanda: "Você é igualzinha na foto!!!" Juro que tô ficando preocupada. Alguém aí já imaginou um jeito de ser "diferentezinha da foto"???

Mas voltando ao que interessa... Foi bom demaaaais!!! Conversamos um bocado, parecia que nos conhecíamos faz tempo... E até o marido, que não fala quase nada de português, foi bem receptivo, nada parecido com o estereótipo do alemão frio. Fiquei impressionada com a facilidade dela em falar alemão, e a rapidez de dizer tantas consoantes juntas. Minha cabeça realmente não consegue compreender como é possível... Inglês ainda vai, mas alemão... Parece ser difícil além da conta. Admirei a garra de quem deixou o país pra trabalhar no exterior, e ralou sem medo de ser feliz... e foi! Gostei de ver que ela não esqueceu sua origem, e valoriza sua terra, seu povo, sua cultura... apesar de tudo que se diz e faz por aí pra botar o Brasil pra baixo. ("Eu gosto de ser bahiano, ai ai, Bahia... E ando perguntando: quem é que não gostaria?")*

Senti uma emoção gostosa em abraçar a Rosa, e sentir indiretamente o carinho de Geo. Indiretamente? Não. Muito diretamente. Um pacote com presentinhos (pra mim, pra Jady, Line e Abelzinho), que me deixou com os olhos cheios de lágrimas. Como é que alguém pode deixar de acreditar que Deus traça os caminhos da gente? Eu lia as historinhas da tia Geórgia na revista Manancial, quando os filhotes eram ainda pequenos, mas ela parou de escrever porque casou e foi morar na Alemanha. a Rosa, daqui de Ilhéus foi morar na Alemanha... e fez amizade com ela por lá. Ainda tem os links com Tacila (minha colega na uesc) e Sílvia (minha amiga de infância). Sim, o mundo é menor do que você imaginava. Aliás, o mundo é minúsculo!!! Um grãozinho de areia, nas mãos de Deus... "Meu pequeno mundo chamou-te à atenção... nem mesmo posso entender!"

Não, eu nem preciso mesmo entender. Basta ficar feliz de ver o quanto Ele se importa comigo. E ir recebendo esses presentes preciosos, que são as amizades que a cada dia enriquecem minha vida, pedindo a Ele que me faça também bênção na vida dos que me cercam ao vivo ou virtualmente.




Rosa e Jörg aqui na frente de casa

*Quem tiver interesse num arquivo de som com um documentário feito pra rádio, na UESC, "Bahianidade", diga, que eu mando por e-mail.

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