24.12.06

Salvador, cidade dos anjos

Era pra ter sido ontem, mas a mudança nos planos fez com que fosse hoje. Depois de uma manhã andando pelo cento histórico, curtindo (de novo) essa parte da minha terra natal, almocei uma feijoada deliciosa, e achei que ia morgar a tarde toda. Quem disse??? Deb me chamou pra ir "rapidinho" comprar uma caixinha de madeira, pra fazer o que seria o meu presente de "amigo secreto". A loja já estava fechada, e terminamos indo ao atelier de uma artista plástica maravilhosa, a Jô, e passando a tarde toda lá, deixando renascer minha veia de criatividade artesanal. Uma passadinha rápida no Bompreço, pra comprar chocolates e colocar na caixinha (terminei comprando pronta, liiiinda!!!), cheguei em casa reconhecendo que estava "no limite" da resistência física. Banhooooo e cama, certo? Errado. Banho e... "Vamos assistir o Coral das Crianças de Salvador"??? Nem sei por que, mas respondi de pronto: Claro!!!


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Troquei a roupa, e de sandalinha rasteira, já que as pernas não aguentavam mais quase nada... rumamos pra praça da Sé. Incidente de "estorsão" com um "menor" na hora do estacionamento (gerou queixa na delegacia do turista e no juizado de menores) e a sensação de estar num mar de gente como aqueles que só vi pela TV e reneguei automaticamente. Desisti de levar a câmera, pensando da seguinte forma: "É preferível perder as fotos de uma noite (não tirá-las) do que perder a câmera". Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Então... No pictures!

Praça da Sé. Fiz foto do palco e da decoração de um dos prédios pela manhã, sem nem imaginar o quanto iria me emocionar ali, à noite.

150 crianças cantando, algo semelhante ao "Natal no Palácio Avenida", na sede do HSBC em Curitiba. Mas me emocionou muito mais do que o que vi no sulll. A Jady comentou que quando eu falei em "Coral de Crianças", ela pensou logo em "aqueles filmes americanos, com crianças encasacadas e muita neve... " Nada disso! Crianças brasileiríssimas, uma fila vestida de anjinhos, outra vestida de baianas, e um grupo maior de blusinha vermelha com "babador" branco. Uma turma caracterizada das figuras tradicionais do natal (Jesus, José e Maria, anjo Gabriel, Magos, Pastores) e algo que realmente fugiu do que eu conhecia: tinha uma criança vestida de "árvore" e outra de "estrela".

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A produção foi primorosa. Luzes, fogos, papel prateado picado saindo de canhões de ar, bolas cheias de gás hélio subindo, mais fogos, crianças nas janelas fazendo coreografia enquanto cantavam, mais fogos, (cada vez de um jeito diferente, e saindo de um lugar diferente) mais luzes, que nem sei como se fazia aquilo, coisa mais linda...


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A praça estava completamente tomada de gente. Muuuuitas crianças na platéia, colocadas nos ombros dos adultos faziam com que ficasse ainda mais difícil ver o que estava acontecendo no palco. A qualidade técnica das vozes das crianças coristas estava perfeita. Todos com microfones sem fio, num som que estava sem defeito. Fiquei perto de uma das caixas de som... e se não estivesse BOM mesmo, eu não ficaria lá por uma hora inteira, né? Vários solistas muito tranquilos, deram o recado direitinho. Tudo bem que assisti a última das 10 apresentações, eles já tinham relaxado completamente - se é que criança fica nervosa em momentos como esse, ainda tenho dúvidas. E eu me soltei inteira, em ondas de arrepios de emoção ao ouvir músicas tradicionais de natal, clássicos da MPB e canções de várias religiões.

Acho que o "espírito do natal" estava liberado ali, porque no meio de tanta gente (público estimado em 200 mil pessoas), foi tudo tão tranquilo, as pessoas todas sorrindo umas pras outras, mesmo quando se tentava provar a mentira da lei da física que diz que "dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço".

A cada vez que acontecia algo diferente, e meus olhos passeavam por todo o ambiente, entre o Palácio Arquiepiscopal e a Santa Casa de Misericórdia, eu pensava: "Ainda bem que eu vim... Não me perdoaria se soubesse que era tudo isso e eu não tivesse vindo!" E desejei que os meus queridos estivessem ali... e não somente André, Vanusa, Raquel e Nathan. Pensei no significado do Natal em sua plenitude, e em tudo que ele provoca nos coraçõe das pessoas. Desejei registrar tudo na memória, já que não pude fazer fotos... (encontrei essas nos sites por onde andei.) E é por isso que estou escrevendo agora, apesar de estar um ba-ga-ço completo, apesar de serem mais de 2 da manhã, e apesar de estar disputando o pc com mais um monte de gente.

Não posso negar a emoção, a alegria e o prazer que senti ali, no meio de tanta gente absoluta e absurdamente desconhecida mas que parecia ter uma conexão sobrenatural. É, o "espírito do natal" me pegou. O "bichinho do natal" me mordeu. Amanhã vou à igreja, rever amigos queridos e parte da família paterna. E mais tarde, na hora da ceia, a folia gostosa do amigo secreto (hehehe ninguém sabe quem eu tirei!!!) e sentir que a vinda de Jesus à terra como um bebê é algo muito mais forte dentro de mim, do que eu podia imaginar. As lembranças tristes que a data me traz... ficaram pra trás, e sei que vou colecionar melhores lembranças e fazer novas "associações" com essa época do ano.

Agora, falando sério, amanhã é "recesso de natal", ok?

E pra todos os que entrarem aqui, e vierem ler o que eu deixo, deixo a mensagem que coloquei no cartão que mandei para uns poucos amigos (absoluta falta de tempo, creiam-me!):

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