15.12.06

Terapia do riso

Já ouvi mil vezes sobre as vantagens do sorriso, de como faz bem, etc, etc... mas hoje tive uma experiência concreta da ação terapêutica de umas boas risadas.

Já comentei aqui que estou fazendo terapia com uma psicóloga... e que a intenção inicial foi trabalhar o DDA. Só que até agora ainda não chegamos nele... tem outras coisas no caminho, e vamos indo. Mas o caso foi que já tem várias semanas que não dá certo, uma eu tava em Salvador, outra foi feriado, outra vim atrasada de Itajuípe e perdi a hora, e semana passada eu esqueci... O horário seria hoje, às 9h, e eu estava lembradíssima. Acordei cedo, fiz o trabalho que tinha que entregar hoje (e a profa não foi, voltei com ele pra casa e ainda amassou, pq não levei numa pasta!) e estava no msn quando a psi entrou. Dei bom dia, e disse que estava lembrada... e ela disse que só conectou pra me encontrar, e dizer que não poderia me atender.

Fiquei triste, estava precisando do nosso papo... Mas, tudo bem. Se não pode ser, não pode ser. Então ela disse: "Não posso te atender agora... mas você pode ir lá em casa à noite?" Bem, isso nem é muito profissional, mas como ela tem se tornado uma grande amiga, e sua casa tem sido um lugar de abrigo pra mim... disse que iria, achando que a "consulta" seria à noite, ou melhor, que iria lá para um atendimento.

Cheguei na hora marcada, morrendo de dor de cabeça, que nem o banho nem o dorflex tinham feito passar. (A dor foi tão grande que até esqueci que tinha recebido uma caixa de Optalidom da Geo...) Fui recebida por uma família feliz, sentada à mesa de jantar com uma caixinha de Uno aberta e as cartas na mesa. "Noite histórica!" - ela falou, se referindo ao fato do marido, professor de matemática de mil cursinhos estar em casa, e relaxado, brincando com ela e a filhinha. Eu me juntei ao trio, e fomos jogar Uno; uma partida, outra, mais outra... e quando me dei conta, estava com dor... no maxilar, de tanto rir! Não mais com dor de cabeça! Ainda ensinei a jogar "distraído", lembrando da minha infância, quando jogava com os primos, ou de tempos mais recentes, com os filhos e sobrinhos... Mais de duas horas se passaram... e entendi que Deus tem caminhos muito diferentes do que aqueles que imaginamos, para nos fazer trilhar.

Sim, eu precisava do papo com a psi, com a amiga, com alguém. Mas do jeito que estava, tensa e com dor, não conseguiria nem organizar as idéias. Depois que me soltei, brinquei e ri muito, lanchamos (pão com patê de queijo reino e suco de uva - delicioso!), a pequena foi dormir e nós conversamos um tanto... sobre o que Deus tem feito nas nossas vidas, e como tem falado de maneiras tão especiais e tão diversas. E tive as minhas necessidades supridas, tanto a de rir, quanto a de falar as benditas 6 mil palavras diárias que toda mulher precisa despejar senão enlouquece, e até mesmo a do lanchinho!

Nessa conversa, revi com ela como passo pelas 4 estações num dia só. O verão da realização e do trabalho, a agonia do inverno gelado da solidão e das preocupações, o frescor da primavera nas brincadeiras e sorrisos e o outono, tempo de colheita, quando posso olhar pra trás e ver o quanto sou abençoada.

Curioso é que nada disso é novidade... mas a cada vez que acontece, parece que eu "precisava aprender"!!! Será que sou tão má aluna assim, que não passo de ano nunca???

E eu tinha tanta coisa mais a dizer... mas sei que tem gente que vai reclamar que o post está looongo... (mentirinha, tô nem aí... O fato é que o soninho bateu, e eu vou aproveitar que a Amanda me deu uma folga no msn e vou dormir!!!)

Mas me lembrem de contar o encontro com a Rosa, e a reação dela... no próximo post.

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