8.1.07

Hoje é domingo...

Bem, já não é mais, mas como ainda não fui dormir... pra mim, ainda é. E domingo, desde que me entendo por gente, é dia de ir à igreja. Aliás, durante muito tempo, todo dia era dia de ir à igreja. Cada dia por um motivo diferente, mas houve época em que de domingo a domingo eu estava lá. (Ensaios dos vários corais, aulas de musicalização, de técnica vocal, reuniões de preparação de ECC ou EJC, além dos cultos normais...) Mas vou começar do começo:

Desde que nasci, meus pais eram membros ativos numa igreja evangélica. Mas daquele tipo que tratava as atividades da igreja como prioridade máxima e absoluta. O que significava que mesmo com febre, eu criança, ia à igreja. Lembro que bem pequena, dormia cedo, e levava um travesseirinho pra dormir no colo da mãe ou do pai, durante os cultos. O fato é que literalmente "cresci na igreja". Mas não foi algo meramente "imposto"... Eu realmente escolhi estar ali, crer e viver dessa forma.

Depois que terminei o 2° grau, fiz o curso de Música Sacra numa Instituição Batista, em Recife, com especialização em Musicalização Infantil (meu recital de formatura foi linnnnndo, né, Beca?) e a partir de então, a igreja passou a ser também trabalho, além de crença, adoração e serviço. Infelizmente, por algum tempo, foi mais "responsabilidade" do que "adoração". Enfim... coisas que acontecem.

Hoje estou praticamente sem qualquer "responsabilidade", e é unicamente "adoração" o que me leva à igreja. Bem, não unicamente. Porque também recebo "alimento", lá. A cada vez que entro ali... tenho experiências únicas, fortes e profundas. Não me recordo de ter ido à igreja, durante o ano que passou, e não ter saído de lá "diferente de quando entrei". Até de maneira negativa... No finalzinho do ano, cheguei numa quarta-feira, que seria culto de oração, e era relatório dos programas sociais da igreja. Confesso que não consegui ficar. Levantei discretamente e fui saindo... quando passei pelo pastor, que estava à porta, disse, meio sem graça: "eu queria orar, ouvir a Palavra... " e ele respondeu: "eu também!" Rimos... e eu disse: "não vou ficar, não, vou pra casa, viu?" e ele: "vá, querida, vá em paz."

Pra mim, igreja é isso. Lugar de liberdade, de comunhão, de fé. Não de obrigações e formalidades. (É, eu mudei.) Minha igreja é acolhedora, tenho me sentido feliz ali. Encontrei novos amigos, ou melhor, uma nova família, gente que me recebeu sem questionar, sem esperar de mim mais do que eu posso dar, sem me cobrar e sem rótulos.

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Hoje o pastor falou sobre os salmos... e que eles tem "cheiro de suor"... querendo dizer que se referem às situações vividas por nós no dia-a-dia. Pois foi isso mesmo que senti. Se quisesse fazer um diário usando versículos dos salmos... era perfeitamente possível. Hoje, por exemplo, poderia dizer como Davi: "Deus faz que o solitário viva em família." (Salmo 68:6). Mas quantas vezes poderia ter sido: "Não escondas o teu rosto do teu servo, porque estou angustiado; ouve-me depressa!" (69:17) Ou "Tu és o lugar em que me escondo, Tu me vestes com alegres cantos de livramento." (32:7) E "eu me deitei e dormi; acordei porque o Senhor me sustentou." (3:5) E assim, pra quase todas as situações, existe um pedacinho desse hinário delicioso que é o livro dos Salmos, que descreveria poeticamente o que muitas vezes eu não teria palavras pra dizer.

E no exato momento... serve o 127:2 : "pois assim dá Ele aos seus amados o sono." Boa noite.

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