20.3.07

Aterrissando

Alô mundo da lua... Planeta Terra chamando!

É, tenho mesmo que aterrissar. Colocar o pé no chão e a mão na massa. Afinal de contas, o ano começou há quase 3 meses, as aulas há uma semana (em termos), e agora é hora de acordar.

Está começando a ser uma tradição. Depois de viver momentos emocionalmente expressivos, eu não consigo usar as palavras da maneira certa, e vou empurrando, arrumando justificativas pra não escrever... mas um dia "desencanta". Ou então eu faço uma listinha das coisas que não vou esquecer... e Line vem me dizer que copiei o post dela. Anyway... Vou tentar.

Falar do show é complicado... existem coisas que a gente não consegue dizer. Tá, posso parecer besta, eu estar enchendo o saco com essa história, mas acho que cada um tem aquele seu "preferido", que é responsável por uma possível loucura, na vida. E quando a oportunidade aparece, ou a gente agarra de frente, ou chora depois. Então, me deixem desfrutar ao máximo os efeitos dessa minha coragem.

Chico é tímido. Isso eu já sabia. Mas pude comprovar claramente, quando o vi entrar de mansinho, num cenário (que nós criticamos) "pobre", escondido atrás de uma partitura de Villa Lobos, e cantando "Voltei a cantar" de Lamartine Babo. Emocionante. "Boa noite, Salvador" depois da 4ª música, apresentar a banda (fantástica) e "Obrigado, obrigado" foi tudo que não foi cantado. Duas horas de pura música, e apesar de não estar na frente (o TCA é imenso, eu já havia me esquecido), ainda consegui gravar tudo no mp3, e posso reviver mil vezes!

Sim, o cenário era "pobre", mas a partitura foi só pra esconder a entrada dele. Depois a silhueta dos morros do Rio, em algo que parecia neon, mas acho que não era, num jogo de luz extremamente bem conduzido, deram o toque Carioca ao show. E quando ele cantou "Subúrbio", os morros "viraram", e eu me senti o máximo, por entender: "o avesso da montanha é labirinto..." E em "Imagina", as luzes simularam um eclipse da lua (a lua cris), e cada detalhe desses batia lá no fundo!

O sambinha de "Morena de Angola", a profundidade em "Te Perdôo", o romantismo louco em "Eu te amo", a possibilidade de colar no palco na hora do bis ("Deixa a menina", "Quem te viu, quem te vê", "João e Maria"), os experimentos com a câmera, pra tentar fotografar daquela distância toda... Ah, tudo valeu demais, as lembranças vão ficar pra sempre!

É claro que teve a parte DDA da coisa. Na hora do bis, saí correndo pra perto do palco, larguei a capa da máquina e o celular na cadeira, mas as minhas acompanhantes ficaram lá, né? Acabou o show, fui encontrá-las... "cadê a caixa da máquina e o celular?" Volto no lugar onde estávamos... nada. Um segurança: "a sra. está procurando alguma coisa?" "sim... (explico)" "ah, fulano achou..." Ufa! Entre mortos e feridos, nada se perdeu.

Chocolate trufado em caixinha dourada, delicadeza da TIM (aí, Victor, tô fazendo propaganda e nem é a minha operadora), e propaganda de um celular que não sei qual é (normal): fotos no painel com a capa do CD, e impressão na hora. Como a TIM é uma "mãe", não? (Pelo precinho do show, deviam dar era um celular pra cada um) A Gol também fez seu marketing, colocando uma pulseirinha laranja no braço de quem quis, pra concorrer a brindes no final (mochilas escandalosamente laranjas, que eu, é óbvio, não ganhei).

Camarim? Nem pra quem estava fazendo aniversário. Hotel? Nananinam. O jeito foi a gente se contentar com outro Chico (de verdade, o filho de Vera), e ir comer alguma coisa no PósTudo.

Bem, pula essa parte, que a comida me deixou de cama no dia seguinte, completamente chumbada, com dor de estômago, enjôo de grávida e estraguei o programa de ir "tomar café na feira" e depois caminhar no Parque da Cidade e almoçar por aí... Sorry, Marta, realmente não era essa minha intenção.

Ainda não terminou meu "relatório", não. Falta a maratona cinematográfica, mas só no próximo post. Vou tentar linkar as fotos... e as músicas. Mas acho que vou publicar sem os links, mesmo, pq tô morrendo de sono. E só mais tarde vou conseguir terminar tudo.



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