26.3.07

Montanha russa


Num minuto... tudo bem. No seguinte... tudo escuro. Mais um pouquinho... e o sol se abre no coração. E a seguir... desaba um temporal que parece que vai levar tudo na enxurrada. E assim se passa o dia.

A menina bobinha que acordou sem saber o que fazer, reage e se mostra uma mulher forte. Que logo depois cai em prantos nos braços do pai, como um bebê desprotegido. Mas que tem que levantar a cabeça e ir cuidar da vida, que a morte é certa. E que depois de um dia com o carrinho da montanha russa dando loops sem trégua, ainda é "porto seguro" pra alguém que está mais aflito.

A menina/mulher sabe que é assim, mas não se acostuma. Talvez porque o DDA influa tanto, ao ponto de sumir mesmo com a "memória funcional" (a que diz pro cérebro que um problema semelhante àquele já foi resolvido, então esse pode ser, e de 'tal' forma). Ou talvez porque ela seja mesmo muito sensível. Seja por que motivo for, ela sofre e se alegra com tanta intensidade, que a vida, decididamente, não é monótona. Nem pra ela, nem pra quem convive com ela, seja ao vivo ou pela telinha do PC. E no fim das contas, pra quem detesta rotina, isso deve ser bom, não?

O dia dela começa cedo e termina tarde. Esse pode ser outro motivo de ter tanta variação. Mas ela agradece a Deus o fato de sobreviver aos loops sem vomitar, apesar de ficar enauseada às vezes. E quando o parque fecha as portas, ela dorme, pra no dia seguinte estar entrando no carrinho de novo... e não ficar somente vendo a vida passar.

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