10.3.07

Pescaria

"É manhã, pescador já se lança no mar
Pra pegar o pescado, pra ganhar o trocado para se sustentar.
Sol a sol, com suor, céu e céu, mar e mar...
Quando enfrenta perigo,
Logo lembra do amigo que não pôde voltar.

Meia volta se faz, não dá pra retornar.
Some o sol, some a cor, surge o medo e terror!
E se esquece da dor...
E se esquece do pão, e se esquece o metal...
Sabe que de sua vida,
Se Deus não der guarida, o que vem é fatal."

Guilherme Kerr



Puxada de rede na praia da concha, em 23/02/2007.

7 homens numa canoa. 6 vezes num dia. Haja braço, perna, e pele curtida do sol. E o fruto... Um balaio com pouco mais de meia dúzia de peixes que esqueci o nome. (Não era um peixe conhecido, e começa com b, tem 4 sílabas.) Vendidos a 6 reais o Kg na colônia de pescadores. Ou a 10 reais se for direto ao consumidor. Admirei a força, a coragem e a persistência daqueles homens. Trabalhando sem se importar com quem estava na praia. Banhistas, crianças, curiosos, perguntadores (como eu). Nem um tempinho de descanso. Era a 4ª vez daquele dia. O cesto ainda vazio. Ainda mais dois pontos diferentes pra jogar a rede. E no dia seguinte, 4 da manhã, começa tudo outra vez.

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