23.4.07

Segunda cultural

Se ontem foi dia de ouvir música, hoje é dia de comentar sobre livros e filmes.

Esse tempinho "de molho" terminou rendendo muito DVD na cama e muita leitura, também.

Vamos aos livros, primeiro. Por indicação da Geórgia, li Os Malabaristas, do Wagner Campelo.

Apesar de grande, (30 capítulos, 2Mb em arquivo .pdf) li rapidinho, tanto por ter tempo, como por desejar chegar logo no final. Ainda não fiz comentários diretamente ao autor, mas vou falar aqui mesmo. É um livro que não foi publicado em papel, somente na net, e admirei a iniciativa do autor. É um livro denso, passional, escrito de uma maneira diferente, "a duas vozes" (um pesronagem mostrado como narrador onisciente e outro com narrador externo), e muito rico em detalhes sobre Amsterdam, que custo a crer que alguém que não tivesse conhecido bem de perto a cidade pudesse escrever assim. Completamente diferente, mas ao mesmo tempo muito semelhante a Budapeste, de Chico Buarque. Não sei se por se passarem ambas as histórias na Europa, e em lugares dos quais tenho pouco - ou nenhum - conhecimento, liguei as duas obras. Não me sinto capaz de traçar um paralelo entre os dois livros, mas acho que quem os ler vai perceber sobre o que estou falando.


Os Malabaristas trata de assuntos difíceis, como amores não correspondidos (embora sabidos), uso de drogas "liberadas" na Holanda (algumas que eu nunca tinha ouvido falar), bissexualismo, ciúmes de amor, de amigo, perdão, decisões envolvendo tudo isso... Livro bom pra ler e refletir sobre.

Também pelas mãos da Geo, cheguei a Catadores de Conchas, de Rosamunde Pilcher. Num estilo bem mais suave, embora aborde também sentimentos, o que o torna também um livro pra pensar sobre, Catadores de Conchas me lembrou um pouco os romances estilo Barbara Cartland, Júlia, Sabrina e afins, que li na adolescência. Bem maior, é claro, (409 páginas) mas que traça cenários belíssimos da Inglaterra e da Espanha, que creio foi o que me fez linkar aos romances de bolso. Ainda não terminei de ler, mas já me apaixonei pela história. Já aprendi a admirar alguns personagens, a ter pena de outros, a detestar um... enfim, ler é mesmo uma viagem!

Quanto aos filmes... essas últimas semanas me fizeram provar de todos os estilos. Para agradar ao filhote, comprei no piratão, um DVD com a trilogia do Senhor dos Anéis. Duvidando - tendo certeza - de que prestasse, afinal de contas, cada filme tem 3h de duração, e um DVD pirata fazer caber os 3... A parte boa, é que rodou bem, sem travar, e estavam os três filmes completos. A parte trágica é que eram completamente dublados em português, sem a menor possibilidade do som original. A maratona de 9h de J. R. Tolkien foi hilária! Claro que não assisti tudo, dormi boa parte (tava meio lá, meio cá...), e ficava perguntando aos meninos quem era quem, como era o nome, se era humano, elfo, hobbit ou seiláoquê, se era do bem ou do mal... eu devo ter enchido o saco dos bichinhos, mas como bons filhos, respondiam tudo que a mamãe perguntava, mesmo sendo pela milésima vez! (São uns heróis!!!) E não consigo imaginar como conseguiam gravar tantos detalhes. Quando peguei o livro pra ler, a cabeça deu mais voltas ainda... mas percebi que depois de ler pelo menos a introdução, prólogo e prefácio do livro, ficaria mil vezes mais fácil assitir ao filme, especialmente patra uma DDA que não se liga muito nesse tipo de obra.

Enfim, me rendi mesmo aos gostos alheios e assisti O Motoqueiro Fantasma. Efeitos especiais bem interessantes, mas o botox da cara de Nicholas Cage tava de matar! Como é que uma criatura se presta a isso? Eu não vi fotos dele em outros lugares recentemente, então não sei se foi retoque digital para o filme, ou se ele realmente fez a imensa besteira de mexer no rosto daquela maneira. A atriz que contracena com ele (não lembro o nome e tô com preguiça de procurar) é uma criatura estranha. Não sei dizer o que é, mas... é estranha. Segundo Abelzinho, "uma beleza diferente", mas eu nem sei se dou o crédito de "beleza" a ela. A história é interessante, apesar de inverossímil e com umas coisinhas que precisariam ser melhor "amarradas". Mas no saldo final, gostei.

Mais pro meu gosto, foi Volver, de Almodóvar, com Penelope Cruz. Um filme tocante, apesar das perversões típicas do cineasta-diretor. Interessante é que no dia em que assistimos, à noite eu fui ajudar a servir um jantar da igreja, e fiquei no "bar"... me senti a própria Penélope Cruz, ai ai... (podem rir, eu deixo!!!)

88 minutos foi outro que apesar de ser "aventura", pra nós foi mais comédia. Al Pacino recebe um telefonema que avisa que ele tem 88 minutos de vida - e esse é o tempo real do filme. Tirando os absurdos - que quando se estuda Roteiro não dá pra aceitar - é um filme razoável. Mas eu não copiei. Ao contrário de Happy Feet, o Pinguim, que além de copiar pra mim e pra Line, já dei "de presente" a umas 3 pessoas! Muuuuito lindo, o filme, que apesar de ser animação, não é filminho de criança. Músicas excepcionalmente bem colocadas - e executadas - traduzem sentimentos profundos de amor, auto-estima, amizade, coragem... É o tipo do filme pra se assistir várias vezes.

Bem, sei que assisti mais um monte, mas a cabeça já está dizendo que funcionou demais por agora, e quer descanso. E eu obedeço, porque senão ela me pega depois e me joga na cama contra minha vontade.

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