11.4.07

VIVER NÃO DÓI

É tanta coisa pra dizer que não sei se vou conseguir. Em meio a muita coisa boa, algumas coisas não tão boas estão acontecendo, como eu disse já algumas vezes, minha vida é tudo, menos monótona. A calmaria é substituída por furacões, tempestades, e... já que estou no mar, tonteiras.

Estou vendo o mundo rodar, literalmente. E não, não bebi nada que gerasse essa sensação. Mesmo deitada, é só mover a cabeça em qualquer posição... pronto, roda tudo! E não teve dramin ou vertix que dessem jeito. Hoje fui no Dr. Neurologista, que pediu uma tomografia do crânio, com contraste. Trocou o remédio, acrescentou um "sossega leão" e disse que pelo jeito é uma labirintite (labirintopatologia, na verdade) "daquelas difíceis de tratar", (palavras dele), mas que só vai ter certeza depois do exame. Exame esse que pede 3 dias de "preparação" com anti-alérgicos e corticóides (Meticorten e Alegra), e já deu o desespero, porque se já tô lesa agora, pense aí com essa pancada de medicamentos?

Ele já deu atestado de 4 dias, o que me deixou mais perto do pânico total. "É preciso mesmo, Dr.?" "Não é que seja preciso. É que você não vai levantar mesmo!" E a apresentação da bendita análise videográfica, como vai ficar? A parte escrita já foi adiantada, mas e a apresentação oral? Já tô vendo que minha vida vai complicar levemente. E olha que por conta de eu estar mal ontem, consegui o adfiamento da apresentação pra sexta. Tomara que até lá a situação reverta.

Bom, vou publicar logo isso aqui, antes que eu desista... e não estou aguentando ficar muito tempo sentada, não. Recebi esse texto por e-mail, hoje, e acho que se encaixa por aqui... Preciso acreditar que "viver não dói".



"Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer
por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós
um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado
e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos


Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos, não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.


Sofremos, não porque nossa mãe
é impaciente connosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
e ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos, não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
faz perder também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional."

(Recebi como sendo de Carlos Drummond de Andrade. Não tenho certeza, mas tá aí creditado, por via das dúvidas.)

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