8.5.07

A Menina que roubava livros

Não, não sou eu. No máximo, li em pé, na banca de revistas, ou sentada, nas livrarias da vida, mas nunca roubei.

É o título do livro de Markus Zusak, primeiro presente de aniversário que recebi este ano. Chegou pelo correio, direto da Saraiva, by Rodrigo e estou me sentindo como Clarice Lispector em "Felicidade Clandestina". É incrível... já estava me acostumando aos e-books, e a ler rápido, engolindo às pressas, como se algo fosse acabar... e dessa vez estou lendo aos pedacinhos... saboreando devagar, tentando guardar na mente as frases que de tão perfeitas parecem existirem desde sempre.

Estou a mais ou menos 1/4 do livro, e é tão doce, apesar de tão triste e trágico, que não fico querendo chegar logo no final. Na contra-capa a frase é: "Quando a Morte conta uma história, você deve parar pra ler." Dá pra imaginar um livro escrito pela Morte?

Sempre que leio um livro - qualquer um - fico imaginando se daria um bom filme. Esse, certamente não seria sucesso de bilheteria, mas seria daqueles cults, que só quem entende e ama iria assistir, e assistir mais de uma vez, com certeza. E com os "comentários do diretor" - pequenos adendos no meio da história, como esse:

UMA DEFINIÇÃO NÃO ENCONTRADA NO DICIONÁRIO
Não ir embora: ato de confiança e amor,
comumente decifrado pelas crianças.

Ou esse:

UMA PERGUNTINHA E
SUA RESPOSTA
E quem você acha que era obrigada
a limpar a cusparada da porta, toda noite?
É - Acertou.

A história se passa no interior da Alemanha, em 1939, e por aí já dá pra imaginar que não é nada alegre. E eu nem espero final feliz, vou avisando logo. Só que eu já estou sendo feliz a cada pedacinho de tempo que tiro pra lê-lo.

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