5.5.07

Spider Man 3, eu fora da lei, e as atitudes do macho


Não, eu não surtei (mais). Só estava sem ter o que fazer no sábado à noite, e recebi um telefonema de uma colega da facul, perguntando se não queira ir assistir "Homem Aranha 3". Querer, eu não queria, juro. Mas também não tava a fim de ficar em casa. Aí fui, antes das 18h comprar ingresso pra sessão das 20:30h. Fila enorme, já pra entrar, e ingressos esgotados. Liguei, desfazendo o compromisso. Já perto das 20h, ela me liga de novo: Vamos ver "300"? Eu já tinha visto (no DVD, em casa), mas fui assim mesmo, só pra sair.

Chuva, chuva, chuva torrencial. Só pra saltar do carro na porta do cinema e achar um lugar coberto, fiquei ensopada.

Tinha três tipos de gentes: os que estavam saindo da sessão das 17:30, os que estavam entrando pra sessão das 20h (pra assistir 300) e os que estavam na fila/bolo gigantesco pra sessão das 20:30 de Spider Man. E ainda mais nós, eu e a colega, que não tínhamos ingresso, mas que preferíamos arriscar o Spider.

As gentes que saíam da sessão de 17:30h, saíam reclamando que o teto (forro) do cinema desabou, e que molhou tudo e que eles saíram antes do final do filme. A bilheteria tava fechada (a criatura fugiu, não ia querer ficar no meio daqueles vândalos, óbvio.) e não tinha nem a quem perguntar se iria acontecer a sessão, se iriam vender mais algum ingresso, já que algumas gentes desistiram de SM pra encarar os 300... Mas como nós somos brasileiras e não desistimos nunca, encontramos o gerente e a moça da bilheteria, e ficamos lá, de papo, jogando conversa... e conseguimos comprar nossos ingressos, meio que no câmbio negro, mas no preço normal: 4,00 a meia. E ela perguntou: "Será que vcs conseguem entrar, com essa fila tão grande?" "A gente dá um jeito..."

Jeito esse que foi dado rapidinho: Nos inserimos no "bolo" bem pertinho da entrada, ingnorando quem quer que estivesse atrás. É, furei fila, sim senhor. E fomos sendo levadas no meio de um monte de guris (agora fui eu que me senti na ET, Jady!), mas entramos e sentamos na minha fileira (a penúltima) e só não exatamente no centro, mas quase. Hehehehe...

Até começar o filme, tudo que se possa pensar de bagunça: gritos, vaias, aplausos... enfim, sessão de adolescente mesmo! E a colega reclamando que não comprou pipoca. Ah, tá, no meio daquela confusão a inocente criatura queria ter tempo de comprar pipoca. Mas não é que até pra isso se deu um jeitinho? Um carinha que estava sentado à nossa frente levantou, e ela pediu pra comprar. Deu o $, mas ele: "na volta vc me dá". O problema é que não tava trocado. Eram 20,00 e a pipoca 1,50. Pois não é que o menino não quis receber?

O carinha se achou o tal por comprar a pipoca, mesmo estando sem interesse nenhum na garota. (Deu as costas e saiu, não perguntou nome, não quis conversar, nem nada.) Não aceitou de jeito nenhum receber o $$ depois. Tudo bem que não era muito, mas pra uma completa desconhecida que ele nem tentou fazer contato algum???

Conclusão (minha): É da natureza do macho se sentir superior, especialmente pagando coisas. Mesmo que depois reclame que a menina não se mexa pra dividir as contas. Mas ele quer, sim, aparecer como o "provedor". Vá ser incoerente assim lá na esquina!!!

E pegando o gancho no filme, (sem ser spoiler), todo macho tem um pouco do Homem Aranha. Não necessariamente na coragem, na sede de aventuras, mas na indisposição para ouvir o que a gente (mulher) quer dizer. É uma espécie de egoísmo estranho, que parece que está ouvindo, mas na verdade canaliza as palavras para si mesmo, e torce completamente o sentido original da "conversa", que nem chega a ser "conversa", pois é somente a fala dela.

É uma pena, mas é assim. E felizes as que têm seus Homens com o lado feminino desenvolvido, e podem contar com um companheiro, cúmplice e amigo, além de provedor e parceiro sexual simpesmente. É isso, Mary Jane, te vira com teu Peter Parker, que nós aqui, simples mortais continuamos sonhando com o espécime perfeito.

Nenhum comentário: