5.6.07

Madrugada no blog, Dia do meio-ambiente, Rss, (blog no orkut), postagens coletivas e a que isso leva

São 4 da manhã e eu estou aqui. Não, não estou de vagaba na net, não. Fui acordada pelo telefone, minha santa mãezinha às 3:37h, perguntando se fui eu que toquei a campainha dela. Explico: Moramos num "prédio" de 3 andares - o 3° ainda inacabado, onde a porta externa tem interfone e porteiro eletrônico, mas só toca na minha casa. (não me perguntem por que.)Depois de abrir a porta de fora, ainda tem porta no meu apto e no dela. Aí no meu não tem campainha, mas no dela tem. Então, para alguém ter tocado a campainha dela, só poderia ser eu, ou alguém a quem eu abri a porta.

Nem preciso dizer que não fui eu, nem abri a porta a ninguém. Então, ou ela sonhou, ou era um "aviso", ou um anjo a acordou pra me acordar, ou sei lá o quê, mas acordei, não era nada (nenhum problema), perdi o sono e tô aqui. Não fui pegar no referencial teórico porque a essa hora, ninguém merece, né? No msn, só a Geo, que estava de saída. No orkut, ninguém on line. Mas, passeando de um lado pro outro, vi o perfil da Poliane, de quem já tinha lido o blog, Rumorejo, no "dia do café". E no perfil dela, uma observação: "Agora o Rumorejo pode ser lido no orkut!"

Como é que é??? Sim, estava o link lá, e na página azulzinha do orkut, todas as postagens do blog. Fui fuçar e já coloquei no meu também. Isso significa que o número de visitas por aqui tende a diminuir... já que podem ler por lá mesmo. E como a grande maioria (quase totalidade) não se digna a comentar... nem vai fazer muita diferença! (uma média de 100 visitas por dia, e 3 comentários, 5, 7...)

Mas em meio a essa visão de visitas invisíveis, ontem tive uma surpresa. Um scrap no orkut: "Vou escrever aqui: Escritora da zoooooooooorra é você! Parabéns desse fanzão!" E um remetente que nunca vi. Mas de Itabuna, cidade vizinha. Fui, gentilmente, perguntar de onde ele conhece meus escritos... e ele: do blog... minha irmã tem seu blog nos favoritos dela. -Hã? Quem é sua irmã? - Fulana, estudante de jornalismo. Vasculhei a cabeça DDA, e nenhuma referência à alguém com esse nome (e sobrenome, já que era irmã do "comentarista")... mas isso não é novidade, né?

O fato é que, assim como ela, que NUNCA comentou - e isso eu tenho certeza, pois passei o "pente fino" no haloscan, tem o "Quer ler? Eu deixo" nos favoritos, sei que acontece com muita gente, também. Tenho um amigo, em especial, que comenta via e-mail, e invariavelmente o "subject" é: "Li seu blog..." E entre nós é tradição o comentário ser via e-mail. Talvez por serem comentários mais profundos, por permitirem uma abertura maior pela privacidade, devem mesmo continuar via e-mail. Mas a resposta que dei ao gentil leitor que mandou scrap foi: É tão gratificante a gente ter o feed-back de quem lê aqui... e é bom saber que "alguém gosta". E é verdade. Comecei a escrever sem ligar pra se alguém viria ler - tinha 2 leitores "garantidos", e hoje, quase 30 mil visitas... não deixa de ser uma realidade nova. (quem lembra da promoção seja o visitante 10.000?)

Bom, mas tudo isso é pra dizer (sei lá se é isso mesmo) que a Poliane comentou de uma blogagem coletiva sobre o "Dia do meio-ambiente". Nunca participei oficialmente de uma - e não estou participando agora, já que isso aqui tá uma colcha de retalhos daquelas bem mal costuradas - mas acho interessante. Algumas já me chamaram a atenção, e terminei postando aqui, por conta de tê-las lido... outras me irritaram pela falta de profundidade, ou por ser um tema sem pé nem cabeça... e outras simplesmente não me disseram nada.

Mas a do "dia do café", que eu não fazia nem idéia de que existia, me levou a comentários com amigos, levantou o assunto "café" numa roda de conversa, me fez escrever e-mails, enfim, mexeu no meu dia. Então, hoje, 5 de junho - amanhecendo - resolvi dar um toque nessa bagunça toda, falando do meio-ambiente.

Não, não sou ecologicamente engajada, oficialmente. Às vezes até corro do assunto... mas as coisas estão num nível tal, que não dá mais pra correr. Efeito estufa, aquecimento global, protocolo de Kioto... esses assuntos não podem mais ser esquecidos, ou relegados a décimo-sétimo plano, depois do futebol, da navalha, do papa e de não-sei-mais-o-quê. Ou a gente pensa no nosso mundo, ou não vai ter mais mundo pra pensar.

Muitas vezes eu agi pragmaticamente, dizendo que "Deus já tem toda história escrita", e que o fim do mundo vai acontecer quando tiver que acontecer, me esquivando de pensar na minha responsabilidade. Não, não deixei de crer na soberania de Deus. Mas aliado a ela, está o livre-arbítrio, o poder de escolha do homem. Dos detalhes às coisas essenciais. E se não for utilizado, ainda assim está sendo: "escolhi não escolher".

Bom, eu ainda teria muito a dizer, mas meu filho que foi dormir às 8 da noite de ontem, pra acordar de madrugada e não disputar o pc comigo acabou de acordar e eu vou sair daqui correndo, pra dar espaço pra ele. Afinal de contas, ontem passei o dia grudada aqui - trabalhando, é verdade, mas ele nem chegou a sentar diante do pc.

Então, depois de toda essa "mixórdia", como dizia a minha avó... tenham um excelente dia do meio-ambiente, e pensem no assunto. Depois retomamos a conversa. Ou não.




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