2.6.07

Quando Nietzsche chorou


Todas as vezes que ouvi falar em Friedrich Nietzsche, minha mente se voltava para "a morte de Deus" e "assim falou zaratrusta". Ultimamente nas listas dos mais lidos está "Quando Nietzsche chorou", de Irvin D. Yalom. Fiz download do e-book depois de ter lido alguns comentários, mas como é de praxe, não lembro o que esses comentários diziam. No fds de "esquecimento do TCC" achei que podia ser um bom momento pra começar a ler.

Completamente diferente dA Menina que roubava livros, esse eu quero terminar logo. E, não, não é porque não é bom! É porque ele se apresenta a mim como algo que realmente pode me ajudar num problema que toooodo mundo que lê meu blog sabe que eu passo: a enxaqueca!

Pode até não dar em nada, mas está sendo muito interessante ler um romance que junta Freud, Nietzsche e outros personagens fictícios... e tratado como se fosse um verdadeiro diário, em primeira pessoa e não-onisciente. Isto é, parece que o Dr. Beuer não sabe onde vai dar a história enquanto conta. E narra seus dramas íntimos, links entre as enfermidades dos seus pacientes e as suas próprias neuras... estou em 1/4 do livro, e ansiosa por terminá-lo.

Dr. Beuer, um médico austríaco nos idos do século XIX, se vê diante de um conjunto de sintomas que está prestes a levar Nietzsche ao suicídio, após anos sem uma vida decente, passando cerca de apenas 48 dias sem dor durante um ano. E acabou de chegar ao diagnóstico de hemicrania, ou a popular enxaqueca. Ah, se eu já estava gostando, agora é que não paro mesmo.

O subtítulo é "romance da obsessão". E essa obsessão é vista em cada personagem de uma maneira diferente, e creio que por cada leitor de uma maneira particular, também. Procurando link pra o livro, vi que já é espetáculo de teatro, com Cassio Scarpin e Ana Paula Arósio. Ah, que minha ilha desprovida de opções culturais me deixa mal nessas horas... Quem tiver oportunidade não deve perder... se pudesse eu aproveitaria esta noite de sábado sem programa e era esse mesmo o que escolheria! ;)







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