24.7.07

Completando...

Era pra ter linkado este texto de Martha Medeiros no post de ontem, mas DDA que se preza faz dessas... Em todo caso, como Pollyanna, dá pra pensar: Pelo menos sobrou assunto pra o post de hoje!

E eu recomendo que antes de continuar, você leia o texto Não nos contaram... porque é simplesmente perfeito. É daquele tipo que eu gostaria de ter escrito, e não mudaria uma vírgula.

Porque o "senso comum" diz coisas que vão se tornando axiomas, verdades imutáveis e se a gente sonhar em duvidar delas já somos vistos como anormais. Outro dia fui fotografar a festa de Bodas de Prata de uma amiga, e fiquei me sentindo um peixe fora d'água, além de ser a própria prova de que metade do que se dizia ali não era verdade. "O que Deus uniu o homem não separa", "o amor é eterno", "a felicidade está em ter um casamento que dura para sempre", e outras coisas no gênero, que não me lembro exatamente.

Bem, eu sou a prova viva de que a Bíblia está certa e os espertinhos de plantão, errados. Sim, a frase que está lá é: "o que Deus uniu, não o separe o homem". Precisa explicar que uma letra faz toda a diferença? Muda o tempo verbal de um imperativo negativo "não o separe" para um mísero presente que se arvora em verdade plena: "não separa". Depois, tenho experimentado que é possível, sim, ser feliz apesar de um casamento desfeito. Claro que não é o ideal, é muito mais gostoso estar acompanhada, como a própria palavra "acompanhada" sugere: com companhia. Mas de que adianta manter um casamento onde não se está acompanhada??? Acompanhada não somente nos "programas" do dia a dia, mas nos sonhos, nos desejos, nas preocupações, nos embates da vida...

Não digo no caso específico dessa minha amiga, mas muitos casais celebram com toda pompa os anos que estão juntos, mas ainda estão juntos por mera comodidade, por costume, ou por falta de coragem. Não, nenhum desses motivos foi suficiente pra que eu mantivesse um casamento de ficção. Ou é pra valer, com tudo, ou não é nada. E muita gente por aí não compreende, ou não aceita isso.

Acha que pra se manter o status de "família", vale tudo. Não nego que dá, como falei outro dia num comentário em um blog que não lembro qual, uma sensação de fracasso. Sim, fracasso porque não foi isso que planejei pra minha vida, mas foi o que me aconteceu. Minha família que parecia ser um conto de fadas, algo perfeito e lindo, simplesmente caiu do pedestal e quebrou. E olha, não fui eu que derrubei. Mas tive que pegar os caquinhos e fazer deles algo ainda admirável.

Domingo, no culto, enquanto cantava "minha casa será uma casa de bênção", eu sentia mesmo que minha casa é um lugar abençoado, eu sou feliz aqui, este é um lugar onde milagres acontecem, e a mão de Deus está livre para agir, não somente para abençoar.

Então, tudo isso aqui é pra dizer: Não me contaram nada disso... eu tive que descobrir sozinha, e doeu. Mas eu cresci, e como já disse muitas vezes, "crescer dói." e se algum dia eu tiver que reconstruir meu coração junto com outra pessoa (o que espero que aconteça, sim), já vou entrar sabendo que pra que eu seja feliz, preciso estar bem com Deus e comigo. O resto é consequência.

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