18.7.07

Palavras e suas consquências

Já há alguns dias estou incomodada em escrever somente sobre "fatos" e não sobre "idéias", ou "opiniões"... isso me deixa pensando que este blog está ficando raso... e que precisa de incentivo pra não se tornar mais uma caixinha colorida onde se guardam bobagens.

Hoje, via msn, conversava com um amigo que relembrou de aulas que ele "cometeu" no início de sua carreira de professor, quando eu era uma iniciante nos estudos acadêmicos também. E lá pelas tantas, ele lembrou de um professor que lhe disse: "espero que o que você fai dizer valha mais que o silêncio." Que porrada!

Mas o professor estava certo... se não for pra fazer diferença, pra quê falar? (Ou pra quê escrever num blog?) Só que "encontrar assunto pra um post" não é algo fácil... especialmente quando existem assuntos que gerariam bons posts, mas não podem, por algum motivo secreto de censura (própria ou alheia), ainda vir a público. Então, como este blog não é uma coluna diária de um famoso jornal, que necessite sair a tempo e a hora... fico esperando que algo aconteça, e gere um texto razoável.

Pois foi esta conversa no msn que me instigou a escrever hoje, tentando fazer com que meu divã público e gratuito volte a ter uma razão, faça pensar e não fique no nível superficial de comunicação, onde apenas se comente fatos. (Olha aí a palavra fazendo acontecer!)

E dizia o meu amigo, ainda citando seu professor, que é meio como um guru de toda uma geração: "palavras geram realidades existenciais, fazem acontecer." E quanto de nossas vidas não foi gerado por palavras, seja positiva ou negativamente?

Não se pode negar que o ser humano tem o poder de livre-interpretação das palavras alheias, o que pode trazer resultados diversos, partindo de uma mesma palavra. Algo que me impele a prosseguir, pode fazer você desistir de continuar, e fazer uma terceira pessoa tomar ainda uma outra atitude diferente.

Além disso, outro fator que interfere é o estado de espírito em que o ouvinte se encontra. Uma amiga, em meio à crise de final de curso, onde não se sabe o que vai fazer após a formatura, ouviu do namorado: "não tem lugar na minha vida para uma pessoa em crise!" Coitado!!! Que péssima hora pra dizer essas palavras, que geraram um rompimento, pois ela pensou: "se ele fala comigo assim, agora, enquanto é namorado, e a crise é algo visivelmente passageiro, como falará daqui a um ano, ou cinco anos, se estivermos convivendo?" Extremamente sensível como está, ela não suportou ouvir palavras, que, em outro momento, talvez não pesassem tanto.

Saló, o cara que sabia das coisas, disse: "palavras suaves são como favos de mel, doçura para alma e SAÚDE PARA O CORPO". Donde se pode concluir que "palavras duras" fazem o efeito contrário. Podem trazer, inclusive, doença. Sim, eu já entrei em crise de enxaqueca logo após uma discussão, ou ouvir palavras grosseiras. E ele ainda diz: "a resposta delicada abranda o furor, mas a palavra dura aumenta a raiva."

Sim, sim, sim, palavras são poderosas, tanto pro bem quanto pro mal. Que minha oração seja como a de Davi: "põe, Senhor, um guarda nos meus lábios..."


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