26.11.07

O corpo fala?

Na minha adolescência li o livro "O corpo fala" de Pierre Wel e Roland Tompakow. (Download aqui) Aprendi muito sobre a postura e o que ela quer dizer, e isso me ajudou bastante em várias situações da minha vida, não só em me cuidar como me posicionar, mas também em como perceber o que os outros "dizem" com a linguagem do corpo.

Mas hoje não é sobre isso que quero falar, apesar de ser sobre "o corpo fala".

Sábado fui pra casa de praia com algumas amigas, antevendo dois dias de paz e tranquilidade num lugar gostoso, lua linda no céu, o mar quase batendo na porta... me preparando para a semana de tensão que viria, com as apresentações de TCC que começam hoje. (A minha é amanhã).

Sim, paz e tranquilidade... até à madrugada de sábado pra domingo. Acordei às 3:40h da madrugada explodindo de enxaqueca. É óbvio que eu não tinha levado remédio, já fazia umas duas semanas que eu estava bem, sem nem uma dorzinha... e não era exatamente nesse fds que a bendita iria aparecer, né? Pois me enganei. Não teve o que pudesse fazer, a não ser curtir dor a madrugada inteira, esperar amanhecer pra alkguém ir comprar um remédio, e passar o dia todo de óculos escuros, sentada na sombra (não dá pra enfrentar a claridade) sem aproveitar nadinha da praia nem do lugar, nem da comida, já que o enjôo e as náuseas não me deixaram comer absolutamente nada.

Voltei pra casa à noitinha de ontem, pra enfrentar umaa revisão-correção de mono da amiga, e ir dormir ainda mais enjoada.

E só pensava assim: "que droga!!! Eu estou tranquila, meus pareceres foram ótimos, minha apresentação tá pronta - e linda - m eu sei tudo o que vou falar... por que estou assim? Isso é coisa de quem está nervoso e despreparado!" E a todo momento vinha à mente à expressão: "o corpo fala", e eu querendo saber o que ele queria me dizer, já que racionalmente eu estava ótima.

Como coisa ruim nunca vem sozinha, essa madrugada não foi melhor que a anterior. Levantei maisdenãoseiquantas vezes pra ir ao banheiro, com uma diarréia terrível, e uma cólica intestinal de matar. A essa altura o corpo está gritando!!! E quem disse que eu entendo?? Acho que falamos idiomas diferentes, eu e ele.

Tentei conversar: "Cara, eu gosto tanto de você... cuido de você direitinho, dou banho, passo perfume, hidratante, dou uma cama com colchão bom pra você dormir bem, comida saudável (tudo bem, tem a coca, mas isso é um pequeno prazer), dou os remedinhos básicos da tireóide todo dia... por que está fazendo isso comigo?"

Sabe o que o safado me respondeu? "Não faz mais do que a sua obrigação. Segundo Paulo (o apóstolo), você é 'servo inútil'."

É, não conseguimos nos entender... e juro que tentei. Ele quer me dizer algo e eu ainda não entendi. Quem sabe, amanhã depois de tudo passado nós consigamos bater um papo legal?


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Só pra não deixar de registrar, liguei pra confirmar com uma das minhas pareceristas, que deveria vir de Salvador para a banca amanhã, e... ela está doente... não vai poder vir. O gerente de laboratórios da UESC está tentando montar uma vídeoconferência, pra que ela assista à minha apresentação e opine on line. É mole? Isso só acontece comigo...

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