14.11.07

Pirataria Selvagem

Sem querer posar de boazinha, e assumindo na cara-de-pau: Copio meeeeeesmo. Baixo no e-mule meeeeeesmo. DVDs, CDs, e livros inteiros. E ainda distribuo. Dou de presente, disponibilizo links, na boa.

E no piratão de DVDs no centro da cidade, tenho me surpreendido com a variedade. Porque há pouco tempo atrás, só se encontrava (aqui em Ilhéus, pelo menos) filmes de grande bilheteria, só sucessos de público. E nada nacional. Semana passada dei uma olhada... e o senso de comércio pirata está mudando. Já pode-se encontrar uma gama de filmes pelo módico preço de 5 reals, ou às vezes até mesmo "3 por 10". Eu não abomino a pirataria nem crucifico quem vai lá defender seu feijão-com-arroz. Posso até receber um milhão de comentários censuradores e que queiram me fazer sentir envergonhada e culpada, mas não vão.

O único cinema da cidade passa 1 semana com cada filme em cartaz, e geralmente meses depois da estréia nacional. As locadoras são péssimas, cansei de procurar filmes e a única cópia estar locada. Cansei. Parti quente pro piratão. Ah, não tão quente, porque tem outras coisas mais importantes pra fazer com os reals que não tenho. Mas quando posso... compro meeeeeesmo.

Hoje fiquei feliz quando encontrei a cópia digital de um livro que comecei a ler na livraria do Hiper: Travessuras da Menina Má, de Mário Vargas Llosa. Falando nisso, tem também A menina que roubava livros, A cidade do Sol, e outros tantos, é só dar uma olhada no e-snips, que pode-se achar de tudo. Ou quase.

Ultimamente tenho lido bastante, pra desopilar a cabeça (existe isso?) depois da agonia da mono. O último foi A Cidade do Sol, do mesmo autor de O Caçador de Pipas. Tem muito em comum, também se passa no Afeganistão, traça a linha da vida de duas mulheres, desde a infância, até o momento em que elas se cruzam sendo as duas esposas do mesmo homem. É tocante, dolorido, e mostra mais do que o outro livro a realidade do Afeganistão com a aliança soviética, depois o domínio talibã e depois a "libertação" norte-americana. Acho que as escolas podiam aproveitar esse tipo de livro para o estudo de história, geografia, política... Fica tão mais fácil entender as situações se elas são mostradas com a habilidade de um escritor que desenha o mundo com palavras!!!

Ah, eu ia falar do livro de uma amiga, que vai estar disponível para leitura na net... mas esqueci que ainda é segredo, tenho que esperar o dia do lançamento, não é, Geo?

Pronto, já mudei de assunto como quem muda de canal de TV... Ah, faz de conta que estou zappeando. Até a hora de desligar. Boa Noite. (Com voz de William Bonner.)

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