18.12.07

Linha do tempo do Natal

Todo mundo tem suas opiniões sobre o Natal. Uns gostam, outros amam, e tem aqueles que detestam e os que nem ligam. Eu já passei por todas as fases. Nem sei como estou agora... Fiz uma "linha do tempo" do Natal na minha vida, pra tentar fazer um balanço:

1965 - Com menos de um ano, Natal na igreja com painho e mainha (segundo o meu álbum do bebê, mas que eu sempre chamei meu pai e minha mãe, e sempre me referi a eles como papi e mamis).

Até 1972 - Certamente na igreja, mas sem lembranças na mente nem registro em álbuns.

1973 - Em Salvador, na casa de tia Nina e tio Jair, enquanto meus pais viajavam pro Rio, de férias e em tratamento de saúde de mami. Cheio de alegria, com uma árvore branca com bolas coloridas e um monte de enfeites vindos da Itália, que eu babava enquanto ajudava a arrumar.

Outros natais da infância: Lembro da árvore da casa de vovó Alzira, também com um monte de enfeites diferentes, não somente bolas. Mas esses eram "de quebrar" e a cada ano diminuíam... Cantata de Natal "Eis a Estrela" cantada mil vezes.

1978 - Em Conquista, na casa de tia Jú, junto com uma cambada de primos. Primeira vez que vi bebida alcoólica de perto, e alguém de pileque. Fotografei tio Aécio completamente chapado, usando uma peruca loira!

1980 - em Vitória-ES, com tia Nina, na casa de Neuzinha. Cantata de Natal na Igreja da Praia do Canto, Apresentação dos Vencedores por Cristo... um monte de recordações boas. Amigo secreto com a família do marido da prima... início dos traumas de amigo secreto (assunto para outro post). Primeiro contato com laboratório de revelação de fotografias, paixão à primeira vista! (Exatamente no dia de natal, feriado... fui pro laboratório do primo, adorei!)

1982 - Em Salvador, na casa de tia Nenza. Culto na Igreja Sinai, namorado gato, tudo de bom.

1983 - Comecei a assumir a responsabilidade das programações de Natal na igreja, quando voltava de férias. Daí pra frente, Natal era sinônimo de coral cantando.

1987- Cantata "O Presente de Natal", com coral de crianças da PIB de Ilhéus, eu grávida, uma caixa enoooooorme de geladeira, com um presépio vivo montado dentro.

1988 - Já Ministra de Música na Igreja Batista Memorial, Natal passou a ser também sinônimo de serenata na madrugada, indo na cadeia, hospitais, asilo, creches, casas de quem não poderia assistir ao culto na igreja... Era estresse e realização. Primeiro Natal de Line. Viajamos dia 26 pra Piúma - ES, nem me lembro se decorei a casa.

1991 - Outro sinônimo pra Natal: Confraternizações dos 5 corais que eu regia. Boas lembranças, especialmente dos Amigos Secretos com cartinhas que duravam mais de um mês (detalhes no post sobre Amigo Secreto). Casa arrumada com uma árvore gigante que mami comprou, início das tradições de MINHA própria família, com as crianças ajudando a montar a árvore e enfeitá-la.

1997 - Espírito de Natal em recesso. Fiz cirurgia da coluna dia 13 de dezembro, não regi corais, não enfeitei a casa, não lembro de nada.

2000 - Primeiro Natal sem serenata. Cantata preparada às pressas, já que eu só "acordei" depois da cirurgia feita em abril, no final de novembro. Mas ainda assim, "prestou". As coisas começaram a ser diferentes. Nada de casa decorada. Doei a árvore e nem lembro pra quem.

2001 - Frustração com coral de crianças desinteressadas (ou talvez eu não tivesse conseguido conquistar a atenção delas). Decepção que me tirou o ânimo de repetir a tentativa no ano seguinte.

2002 e 2003 - Misto de saudade (filhotes longe) e desorientação (sem corais pra reger). Casa "pelada". A partir daí, nunca mais passei com os filhos, que iam todo ano pra casa dos avós paternos.

2004 - O pior de todos. Se pudesse, apagaria da mente, da vida e do coração. Infelizmente, ficou gravado a ferro e fogo. Lágrimas que dariam pra encher dez mil daqueles vasinhos que as mulheres do oriente médio usavam. Achei que nunca mais conseguiria encarar o Natal de frente.

2005 - Em Itajuípe, na casa de Regi, muita comida, muita risada e muita folia. Amigo Secreto massa, que fugiu do padrão (detalhes no futuro post já citado). A graça de Deus derramada sobre minha vida e revelada através de amigos queridos.

2006 - De novo na casa de Regi, mas dessa vez em Salvador. Culto na Igreja Sinai, ceia deliciosa, Amigo Secreto legal de novo. Saudade dos filhotes. Desta vez, sem lágrimas externas. Só o coração partido.

2007 - Natal em Natal!!! (Trocadilho que eu sempre quis fazer, e só agora pude). Detalhes só depois que acontecer. Mas sei que vai ser especial!

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Depois da lista feita, estou vendo que foi muito mais positivo, muito mais lembranças boas do que ruins... não tenho motivos de ficar remoendo coisa ruim que passou. Já vivi tanta coisa boa... Melhor focar nelas, não é?

(Não achei fotos, tô sem coragem de mexer nos cds antigos e nos álbuns pra scanear. Sorry...)

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