8.2.08

Nomes???

Uma das coisas mais importantes na vida de uma pessoa é o nome. É o que é pensado (ou não) antes que ela nasça, na maioria das vezes com carinho e atenção pelos pais.

Houve um tempo em que os padrinhos é quem escolhiam os nomes das crianças, um tempo em que o batizado era logo que o bebê nascia, pra não correr o risco de "morrer pagão". Hoje em dia, ninguém mais é maluco de dar algo como o nome do seu filho para outra pessoa escolher. (Falo de pessoas com um senso de normalidade, no mínimo.)

Recentemente saiu o resultado do vestibular da UESC (lá vem gente cair aqui no blog por conta do Pai Google...) e eu, como sempre, olho todas as listas, procurando nomes dos amigos e conhecidos. Geralmente também reparo nos nomes, como direi... exóticos. Sempre penso em escrever sobre isso, depois esqueço. Mas agora vai.

Enquanto copiei os nomes, peguei também o número de inscrição e o RG, mas como não sou maluca de expor dessa forma pessoas que não tiveram culpa de ter o nome que têm, vou soltar aqui apenas as pérolas, contando o milagre, sem precisar dizer o nome do santo. Bem... no caso, digo o nome do santo, e guardo o milagre.

Muito romântica a mãe que coloca o nome da criança Raidiluar. Resta saber se é menino ou menina... Já Wendeuslelei não tem nada de romantismo. Pense aí, pra alfabetizar o coitadinho???


Daladier Cangussu escapou do pior, porque tem Júnior no final do nome. E aí pode escolher ser Júnior e tentar ignorar o resto.

Flanderrak. Isto é o nome de um campo de concentração??? E Gefiton??? Parece nome de fortificante. Que dizer de Valnair? E Reinedy, Uenita, Anike, Edinelvan, Sinoaldo, Marden Rhanna, Agnovaldo, Nefi,
Nathanna Kyolla?

Ainda tem os que parecem ter sido escritos de maneira incorreta, sei lá, problemas com o funcionário do cartório de registro civil. Alguém já viu uma pessoa se chamar Alax? Ou Duísa? Rayniério? Emelin?
Hllytchaikra!?!? (Acho que está faltando vogal nesse...) Lusiene (deveria ser LuCiene???) Agora... Ulio Macks e Uill Ramoni NO MESMO CURSO (medicina veterinária)!!!

Além disso tudo tem as consoantes dobradas. Marianna, Kelly, Keylla, Camille, Danielle... são de certa forma até "comuns". Mas dobrar o "c" de Veruscca e chamar a própria filha de Jullyanne Katilly é um certo exagero, né não???

Bem, eu fiz minha parte na continuidade da humanidade, tanto na quantidade, como na qualidade. Dois filhos, com nomes "normais" (Aline e Abel), tanto que ela muitas vezes se chateou por ter um nome comum demais. Já houve tempo em que eram 3 Alines na sala de aula. E quando passou no vestibular na UFPE, foram duas Aline Cavalcanti no mesmo curso, dá pra acreditar?

A propósito, quem achar que eu inventei, pode ir fiscalizar os nomes no resultado do vestibular da UESC, aqui.


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