29.2.08

Piaf

Ontem à noite achei que estaria me dando um presente, ao assistir "Piaf, um hino ao amor". O filhote não quis ir, depois de ler as críticas (todas elogiosas) que comentavam que seria impossível não chorar ao assistí-lo.

Sendo assim, eu certamente serei alvo de execração nacional (quiçá internacional) por dizer que o filme está longe de ser "O" filme, como proclamado.

A atriz principal (Marion Cottilard) que ganhou o oscar de melhor atriz, realmente mereceu. Porque conseguiu caracterizar extremamente bem a cantora Edith Piaf, bêbada, drogada, doente e aos meus olhos, completamente maluca. Além de prepotente, mal educada, grossa e instável. E ainda conseguiu ficar como uma caricatura, um rosto ruim de se ver... sobrancelha desenhada a lápis, e uma maquiagem puxando os olhos pra dentro, que dava um toque estranho ao rosto... Gostei nãaaaaao!!!

Quanto às atitudes dela, de grosseria e loucuras que levaram inclusive a dois acidentes de carro que ela provocou, talvez alguém queira explicar como fruto de ter sido uma criança rejeitada e abandonada pela mãe, criada por um tempo num bordel dirigido pela avó paterna, depois arrastada pelo pai para um circo e obrigada a trabalhar para ganhar seu sustento. Tudo bem, foi uma vida de desgraças, como a dos "dois filhos de Francisco", mas só por "ser uma artista" ele se dava o direito de ser estúpida e mal educada com todos? A não considerar nem respeitar quem quer que seja?

Quando cheguei em casa, fui procurar a biografia da cantora, de quem nunca tinha ouvido falar, antes do filme (assumo minha ignorãncia...). Lendo tudo isso, dei o desconto ao roteirista. Era coisa demais pra ser colocada, e ele até tentou... mas muita coisa fica ininteligível e inexplicável para quem não tem qualquer conhecimento de sua história.

O filme é apresentado fora do tempo cronológico, num vai-e-vém que exige muito de concentração pra descobrir qunatos anos ela teria, a quantas andava a carreira, e com quem ela estava se relacionando. No filme não dá pra perceber quem era empresário, marido, amante ou sei lá o quê. E nos delírios finais dela, aparece uma filha que ficou "escondida" durante toda a história. Decididamente, só valeu pra eu ter a certeza de dizer: Vi, e não gostei.

E vou piorar ainda mais as críticas sobre mim: Nem a voz nem as músicas da mulher me ganharam. Achei tosco, feio, gritado... horrível. De bom, escapou a interpretação da Edith criança. Um rostinho safado, com olhos expressivos e que quase sem falar disse muito mais do que palavras poderiam dizer.

Segue aqui o "Hino ao Amor", com letra de Edith Piaf, não sei de quem é a música nem a tradução, na voz de Dalva de Oliveira. (E que me lembra a minha infância, com tia Sú tocando piano e cantando...)

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PS: Eu não chorei. Nem por fora nem por dentro.

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Respondendo:

'Tão vendo que EU SOU NORMAAAAAAL??? kkkkkkkkkkkkkkk

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