8.3.08

Eu, mulher...

"Desperta, mulher: o mundo geme o parto do homem novo. Está em ti a carga explosiva da nova sociedade; percebe? A humanidade perpassa no teu ventre.

Acorda, mulher: tu és metade da população e mãe da outra metade. Tu conténs a energia geradora que recria e reconstrói o homem; avante, mulher.

Vai, mulher: anuncia aos irmãos que tens valor, dignidade e direitos".
(Desconheço a autoria... mas concordo plenamente)


Muitas vezes amarguei o fato de ser mulher... especialmente nas cólicas mensais, que me jogavam na cama e me levavam (carregada) ao hospital pra tomar buscopan com glicose na veia. (Por isso digo que o meu momento sublime de ser mulher foi quando acordei da anestesia da histerectomia!!!) Mas fora isso, sou feliz por ser mulher. Por ter a liberdade intrínseca de ser carinhosa, amorosa, doce... Por poder repartir com amigas (e amigos) o que vai no coração, sem medo de ser feliz - é provado cientificamente que a mulher tem a língua mais solta e o coração mais aberto.

Sou feliz por ser uma mulher da virada do século XX para o XXI. Não sei se suportaria viver toda minha rebeldia em tempos passados. Afinal de contas, Deus sabe o que faz, e quando me fez nascer no auge do movimento feminista, deve ter tido seus motivos.

Não, não sou feminista. Não sou de levantar bandeiras, ainda mais as radicais. Eu gosto de ser mulher feminina, paparicada, acariciada, valorizada... E nessa valorização, reconhecer eu mesma o meu lugar, e não permitir que me tirem dele. Não quero tomar o lugar de ninguém, seja homem ou mulher. Creio que a competência gera a permanência, em qualquer situação. No profissional, nos relacionamentos, na vida como um todo.

Não concordo muito com a comemoração do ser mulher numa data específica, mas como não quero ser palmatória do mundo, o melhor que faço é me unir na celebração, abençoando a hora em que nasci mulher, e dei à luz dois filhos, que me fazer crer que existe mesmo algo de especial no amor materno.


Gostei da figura usada por um amigo num e-mail que me mandou ontem, e reparto com vocês:

"Pode-se medir a importância das mulheres, pelo fato de termos uma figura feminina a conduzir-nos nos dois momentos cruciais da nossa existência.

No nosso nascimento, através da nossa Mãe, e no momento em que saímos desta vida, para nos encontrarmos com o Criador, através da Morte, também uma figura feminina. Ou seja: no ALFA e no ÔMEGA das nossas vidas, temos uma mulher ao nosso lado." (Carlos Mascarenhas)


Eu nunca havia pensado desta forma, mas não é que ele tem razão?


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"Eu gosto de ser mulher,
Sonhar arder de amor!
Desde que sou uma menina...
De ser feliz ou sofrer
Com quem eu faça calor,
Esse querer me ilumina.
E eu não quero amor nada de menos.
Dispense os jogos desses mais ou menos
Pra que pequenos vícios?
Se o amor são fogos que se acendem
Sem artifícios...
Eu já quis ser bailarina [mentira, eu mesma não]
São coisas que não esqueço
E continuo ainda a sê-la.
Minha vida me alucina.
É como um filme que faço,
Mas faço melhor ainda
Do que as estrelas.
Então eu digo amor, chegue mais perto...
E prove ao certo qual é o meu sabor,
Ouça meu peito agora,
Venha compor uma trilha sonora para o amor...
Eu gosto de ser mulher
Que mostra mais o que sente:
O lado quente do ser,
Que canta mais docemente."
(O lado quente do ser - Maria Bethânia canta, não sei quem escreveu).


E o meu abraço especial hoje vai para a Geo e Aline, duas mulheres maravilhosas, extremamente diferentes uma da outra, mas que fazer parte da minha vida de uma maneira muito forte. Amo vocês!!!

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