24.3.08

É tudo que se quer

Se me perguntar o que é que eu quero... nem sei dizer direito. Mas achei esse poema sódeussabeaonde, e não é que ele encaixou direitinho??? (Pelo menos anotei o nome do autor: Luiz Belo!)

Os amores que quero... e aqueles que não quero

"Não quero mais saber se vais cumprir
Ou renegar,
As promessas que leio em teu olhar.

Também não quero mais compreender
Ou desvendar,
Os segredos que moram em teus silêncios.

Sei que há verbos de amor que conjugamos
Ou calamos
E bravuras de amor que não ousamos.

Mas sei também que o amor pede firmeza
E clareza
Em todos os tempos e modos que conjuga.

Não quero mais o amor de compromisso
Tão omisso
Nas liberdades que sempre anuncia.

Também não quero o amor instituído
Do marido,
Vítima inerte da monogamia.

Eu quero o amor sinfônico dos grilos,
Que mobilizam orquestras estridentes
Para encantar e amar suas nubentes.

Quero o amor triunfal dos pirilampos
Que iluminam o seu mundo e suas vidas,
Para atrair as suas preferidas.

Eu quero o amor trivial dos namorados
Liberto ou não, secreto, proibido,
Talvez proscrito ou amaldiçoado
Pelas forças que regem, ou que oprimem
As travessuras líricas do homem.

Eu quero amar, como a palavra indica,
Com a mais completa naturalidade.
Eu quero, enfim, viver, inteiramente,
Aquilo que o amor significa. "


Queria poder dizer que este poema tem destino certo, que existe "alguém" pra ouvir isso de mim (ou ler, que seja). Queria poder mandar o link para alguém, dizendo: "lê, é pra você...". Mas infelizmente... nem sempre querer é poder. Então eu fico com meus quereres, sonhando que um dia eles sejam possíveis!

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