3.4.08

Eu admiro.

E ponto. Admiro quem adota bebês sem ficar querendo brincar de Deus e fazer mil e um procedimentos para ter os seus próprios filhos, da sua própria barriga. Não me interpretem mal, não estou dizendo que está errado desejar ser pai/mãe biológico, é uma experiência fascinante. Mas quando a coisa não acontece, qual o mal em aceitar e resolver adotando um bebê abandonado?

Acabei de ler que Angelina Jolie está grávida (tá, eu sou lerdinha, pelo tamanho da barriga ela já deve estar quase parindo) - de gêmeos - e admirei ainda mais a criatura. Além de linda e talentosa, é desprendida. Já adotou três crianças, sei lá por que motivos chegou a tanto. Mas tem dinheiro, pode sustentar, tem amor e carinho pra dar? Manda ver!

Eu tive dificuldades para engravidar e manter a gravidez, tomei estimulante de ovulação, sim... mas pararia por aí. Aliás, pararia da primeira vez. Depois de Line, o marido ficou querendo outro bebê, eu fiz os exames, comprovei que não tinha hormônios suficientes e despachei: "Nada de tomar mais remédio. Já sou mãe, você já é pai, chega. Se tiver que vir, vem no tempo de Deus. Se não... estou satisfeita." Fico até com vergonha de dizer: um mês depois, estava grávida. Mas foi assim. Ainda com dificuldades de levar a gravidez até o fim, mas sabia: mesmo que essa não dê certo, é a última.

Confesso que nunca pensei em adotar. Não sei se é medo ou o que é, mas sou sincera em dizer que não pensei. E é exatamente por isso que admiro quem age assim. Vai que a Jolie não queria estragar o corpinho no início da carreira, e queria muito ser mãe. Adotou. E olha que ela nem estragou, continuou perfeita. E adotou crianças que realmente precisavam, de uma etnia diferente da sua, sem se preocupar com aparências. Ah, sabe aqueles casais que querem adotar, mas escolhem: "Quero menino, parecido comigo, e recém-nascido"? É piada, é querer brincar de Deus, de verdade.

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