28.4.08

Mais um "Dia de Clássicos Republicados "


Num minuto... tudo bem. No seguinte... tudo escuro. Mais um pouquinho... e o sol se abre no coração. E a seguir... desaba um temporal que parece que vai levar tudo na enxurrada. E assim se passa o dia.

A menina bobinha que acordou sem saber o que fazer, reage e se mostra uma mulher forte. Que logo depois cai em prantos nos braços do pai, como um bebê desprotegido. Mas que tem que levantar a cabeça e ir cuidar da vida, que a morte é certa. E que depois de um dia com o carrinho da montanha russa dando loops sem trégua, ainda é "porto seguro" pra alguém que está mais aflito.

A menina/mulher sabe que é assim, mas não se acostuma. Talvez porque o DDA influa tanto, ao ponto de sumir mesmo com a "memória funcional" (a que diz pro cérebro que um problema semelhante àquele já foi resolvido, então esse pode ser, e de 'tal' forma). Ou talvez porque ela seja mesmo muito sensível. Seja por que motivo for, ela sofre e se alegra com tanta intensidade, que a vida, decididamente, não é monótona. Nem pra ela, nem pra quem convive com ela, seja ao vivo ou pela telinha do PC. E no fim das contas, pra quem detesta rotina, isso deve ser bom, não?

O dia dela começa cedo e termina tarde. Esse pode ser outro motivo de ter tanta variação. Mas ela agradece a Deus o fato de sobreviver aos loops sem vomitar, apesar de ficar enauseada às vezes. E quando o parque fecha as portas, ela dorme, pra no dia seguinte estar entrando no carrinho de novo... e não ficar somente vendo a vida passar.


Post escrito em 26 de março de 2007... mas que me diz muito do que sinto HOJE. Um tanto de preocupação porque ela não atende o telefone desde cedo, um tanto de aflição pela prova de inglês de quarta-feira (primeira etapa da seleção do mestrado), um tanto de insegurança pelo futuro incerto, um tanto de saudade dela que acabou de passar aqui como um furacão, um tanto de angústia por ver as contas a pagar e o dindin não é suficiente... é um tanto de tanta coisa, que nem sei. Mas as aulas de capoeira continuam. E hoje eu só queria um colo, um abraço seguro e um ombro pra chorar. Porque quando as lágrimas querem sair, não dá pra colocar uma rolhinha e pronto.

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