11.5.08

Coisa de mãe



"Se os filhos estão bem alimentados,
É ela que se sente satisfeita.

Se estão risonhos e felizes,
É ela que se pega sorrindo também.

Se estão de roupinha nova,
É ela que se sente bonita.

Se eles vão bem na escola,
Parece que o aproveitamento escolar é dela.

Se arranjam novos amigos,
É ela que se sente popular e querida.

Se viajam para novos lugares,
É ela que curte o passeio, mesmo ficando em casa.

A cada meta que atingem ou troféu que ganham,
É ela que curte a sensação de vitória.

Desnecessário dizer o que ela sente,
Quando alguma coisa dá errado, porque, por tabela,
Ela sentirá em dose dupla (ou tripla, ou quádrupla...)
Cada tombo, Cada perda, Cada rejeição,
Cada fracasso, Cada desapontamento.

Tudo isto são...coisas de mãe !"

Recebi via orkut, vindo de Karol e Felipe, e não resisti em vir colocar aqui.
(Fico incomodada quando vejo que há dias não consigo escrever nada... )

As conquistas ou fracassos dos filhos são os nossos. Porque eles são um pedacinho de nós... apesar de serem eles mesmos. É "coisa de mãe" sentir à distância , enxergar nas entrelinhas, ler nos olhos e nas palavras não ditas. É "coisa de mãe" se sentir responsável até pelo que não é de fato: as decisões tomadas por eles, as escolhas - certas ou erradas. É "coisa de mãe" querer resolver os problemas deles, mesmo que não tenha "poderes" ou "licença" pra isso. É "coisa de mãe" querer prever as consequências - e às vezes até consegue - só pra tentar evitar o sofrimento deles. É "coisa de mãe" ser presente, muitas vezes impondo a presença... e incomodando com isso. É "coisa de mãe" tudo isso e um pouquinho mais. E a gente só entende depois que passa pro outro lado.

E olha que mesmo estando do lado de cá (o lado das mães) ainda sobra um restinho de incompreensão para com as nossas próprias mães. Traumas, problemas mal resolvidos (ou não resolvidos), sabe Deus o quê. Mas eu fico feliz que apesar do meu relacionamento com a minha mãe ser o que é, com os meus filhos é diferente. Existe uma cumplicidade, um desejo nada secreto de concordar, cada um do seu jeito, mas respeitando as diferenças. Sinto uma falta tão grande desse respeito, vindo da minha mãe... que um dia comemorativo assim como o de hoje perde toda a graça quando olho "pra cima", na árvore genealógica. É como se só funcionasse "pros galhos de baixo". Isso deve ser "coisa de filho"...

Sinto uma inveja danada de quem é da minha geração e tem um relacionamento saudável com a mãe. Juro que me esforço... mas me sinto impotente, a barreira é maior e mais larga do que posso transpor. Então me concentro no meu papel de mãe, desejando nunca criar uma barreira dessas entre mim e os meus filhos. Porque aí eu não suportaria.

Nenhum comentário: