30.5.08

Final de "Duas Caras"

Não, eu não acompanho novela. Faz tempo que não gasto tempo com isso. Mas na verdade nem precisa. Passando pela frente da TV uma vez por semana e ouvindo as chamadas, você sabe exatamente o que está acontecendo.

Mas o que me chamou atenção neste final de novela específico, é que o grande vilão da história vai se dar bem no final - e com o apoio do grande público. Eu sempre fui muito radical em termos de querer ver quem age mal se dar mal. E fico angustiada quando acontece o contrário.

Ás vezes penso que sou dura demais em meus julgamentos, mas creio que é tudo uma questão de princípios, de formação, de caráter. E essa mudança toda nos valores da sociedade me fazem sentir um misto de impotência com sensação de ser um ET, estar completamente fora da realidade.

Tenho visto, no dia-a-dia situações em que tenho vontade de "oferecer a recompensa devida" (entenda-se bater com um gato morto até o gato miar) - para não usar a palavra "punir" ou seus correlatos "castigar", "disciplinar", etc - e é a mesma sensação. Será que sou eu que estou errada, e o mundo todo está certo? Ou será que parei no tempo, num tempo em que existia o certo e o errado, o bem e o mal, o bom e o ruim?

Desde ontem tenho presenciado cenas que me entristecem, me amedrontam, me deixam assustada... e tenho vontade de tomar uma atitude drástica, mas ao mesmo tempo penso que preciso me adequar a esta "nova realidade", a este mundo onde cão come cão, e se quiser sobreviver ou me finjo de morta ou entro na dança. É, não me peçam explicações, mas a coisa tá preta.

E pensando no final da novela, não sei se a vida imita a arte, ou se a arte é só um desenho da vida.

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