28.6.08

Da vida e da morte.

A vida é estranha. Chega a ser ridícula. Num momento a gente está mais do que feliz, e no momento seguinte, toma uma paulada daquelas certeiras, que nos deixam sem ação.

Passei por isso duas vezes, em menos de uma semana.

No meio do meu "carrossel de alegrias", duas paradas. Duas vidas jovens que se foram, sem explicação.

Uma, escolheu ir. Escolheu, se arrependeu da escolha, mas não encontrou quem acreditasse nela, e a ajudasse a desfazer o mal que tinha feito a si própria. Triste demais.

Outra, não teve opção. Três paradas cardíacas, na quarta, não aguentou.

E eu fico aqui, pensando no vai-e-vem da vida... acabei de fotografar uma barriga de grávida, mal começando a ver crescer dentro de si uma nova vida. E nos abraçamos, sentindo juntas a dor da perda de uma amiga.


E enquanto eu celebro hoje a vida do meu filho... tem uma mãe chorando a perda da sua. Eu me recuso a perguntar "por que?". Nem quero saber a resposta.





"Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria quanto do conhecimento de Deus.
Quem compreendeu os caminhos do Senhor?
Ou quem foi seu conselheiro?
Porque dEle, por Ele e para ele são todas as coisas.
Glória pois, a Ele, eternamente, amém."




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