24.6.08

"Mãe, me conta uma história?"

Ela sempre se julgou feliz. Abençoada, sortuda, como queiram chamar. Nunca foi de reclamar da vida, embora nem sempre a vida tivesse sido generosa com ela.

Ela viveu todas as fases da vida intensamente. Foi criança que brincou, moleca, na rua... adolescente com fases de hippie, rebelde e "santa". Namorou... não muito, mas o suficiente. Casou relativamente cedo, apaixonada e realizada. Foi mãe coruja, babona e amiga. Se olhasse em volta, raramente estava sozinha. Foi decepcionada, muitas vezes, mas não perdeu a fé na amizade. Nem no amor. Passou por "poucas e boas" em matéria de doenças, mas deve ser incluída na lista dos "vasos ruins"... porque sobreviveu a todas elas. Sofreu, chorou, descasou, quase pirou... mas não deixou a peteca cair, nem desceu do salto. E nem ficou amarga.

O tempo passou, e ela foi descobrindo que a vida ainda tinha presentes pra lhe dar. Sem se empolgar demais (?) foi deixando um novo amor acontecer... e enxergando que o lado amargo da vida só fez aguçar o paladar para a doçura que viria a seguir.

Ela não tem medo do futuro. Nem nega ou rejeita o passado. Mas está concentrada no presente.

Continua se considerando abençoada, por poder viver essa felicidade madura e calma. Vai vivendo um dia de cada vez, deixando que os planos sejam desenhados sem pressa. Com os pés no chão e a cabeça nas nuvens, ela sabe que não adianta teorizar nem poetizar sobre a vida. É preciso viver.




Por que foi mesmo, que escrevi isso na terceira pessoa???




"Pode me abraçar sem medo...
pode encostar sua mão na minha...
Meu amor, acredite num final feliz!"



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