25.7.08

Filme infantil? Que nada!!!


WALL-E. A nova animação da Disney-Pixar. (O nome é, na verdade, a sigla para Waste Allocation Load Lifters-Earth - "Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra".) O Santa Clara ontem recebeu um público homogêneo: mães/pais com seus filhotes. Inclusive eu.

Ah, a ilusão de que as animações da Pixar são infantis! Pra começar, só está na sessão das 17h. (Eu ainda vou ter um cinema, pra fazer o povo entender como tratar um filme e o público!!!) E tem gente que não vai assistir, porque é "filme de criança". Tsc tsc tsc...

A saga começou com Toy Story, em 1995, que trazia não só o tema da auto-estima, como o do ciúme, pra serem pensados por quem assistisse. Em Monstros S.A. o assunto foi o medo. Procurando Nemo trouxe inúmeros toques: morte, "deficiência" (não lembro agora do nome politicamente correto pra usar), adoção, perda de um ente querido, coragem pra realizar um sonho... e Ratatouille fez pensar sobre auto-confiança e realização de sonhos, além de aceitação do outro.

Pois os filmes da Pixar fazem exatamente isso: Pensar. Claro, quem fazem apenas a quem se dispõe. Porque eu tenho certeza de que muita gente assistiu WALL-E sem nem imaginar que ele toca fundo na questão da preservação ambiental, em como o mundo pode ficar se o homem for apenas acumulando lixo indiscriminadamente, ao ponto de precisar usar o espaço para morar, já que a terra está coberta de lixo. E olha que isso está explícito lá... mas é muito mais fácil simplesmente deixar a historinha acontecer sem ficar pensando em nada!

Bem, não quero dizer mais nada sobre o filme, pra não estragar o prazer de quem ainda vai assistir. Só não posso deixar de dizer: É LINDO!!! Lindo demais. Quase sem palavras, já que o robozinho não fala, só os poucos humanos que aparecem, da metade pro final do filme, é que falam, mas mesmo assim, muito pouco. Aliás, esse é um dos motivos de você ter que parar MESMO e assistir prestando toda atenção. Pra conseguir ver as referências feitas aos outros filmes, à cultura geral (tipo: só uma barata sobreviveu), à emoção transmitida pelas expressões dos robôs... Pronto, tenho que ficar por aqui, senão sai spoiler.

Quem não assistiu... Não perca tempo. Vá lá. Eu vou correndo no piratão ver se já chegou... porque esse é o tipo de filme que é pra se ter em casa. ;)

Veja o trailler:






Ah, acabei de ver no blog de Carol que hoje é o Dia Nacional do Escritor. Sim, e daí? Daí, é que eu acho que blogueiro é escritor também. Então... parabéns pra nós todos que sentamos diante da telinha e colocamos pra fora o que está na cabeça e no coração, muitas vezes deixando os dedos quase com vida própria, a ponto de nos perguntarmos depois: "fui eu mesma quem escreveu isso aí?"

Um comentário:

Gorro disse...

Bem legal seu blog, gostei dos textos. Realmente os filmes da PIXAR tem sempre um fundo filosófico a ser explorado. E no caso do WALL-E é um desenho que não tem quase falas mas ao mesmo tempo diz tudo perfeitamente!
"muitas vezes deixando os dedos quase com vida própria, a ponto de nos perguntarmos depois: "fui eu mesma quem escreveu isso aí?"
Nessa frase eu me identifiquei, tem horas que faço a mesma pergunta : "Será mesmo que fui eu que digitei isso aí?" ..rs

sucesso!

www.blogdogorro.blogspot.com