31.7.08

Sex and the City

Pois é, finalmente fui assistir. Depois de todas as piadinhas sobre o tempo que um filme leva pra ser exibido no Santa Clara, esse nem demorou tanto! ;) E, quer saber? Pra mim foi no dia EXATO.

O desejo de assistir era mais pela fama do seriado (que eu - pasmem - nunca vi) do que por outra coisa. E, com 1001 opiniões diferentes que já encontrei pelos blogs aí a fora, estava naquela de "quero ver com meus próprios olhos e gostar - ou não - com a minha própria opinião".

Fui com os dois homens da minha vida, assistir um filme bem mulherzinha. E num dia em que falei por telefone com uma das minhas melhores amigas, que não vejo há um tempão. [Entenda-se o estado emocional da pessoa: altamente fragilizada.]

Engraçado foi ter uma percepção clara e instantânea sobre o quarteto (Carrie, Charlotte, Samantha e Miranda) mal o filme começou, mesmo sem ter assistido um episódio que seja da série. Era como se eu as conhecesse desde sempre. Quatro mulheres completamente diferentes, mas perfeitamente encaixadas e complementares. E pra mim, o filme é sobre isso: amizade. O amor, tão falado e tão buscado por elas, chega a ficar em segundo plano diante da amizade.

Desejei assistir a série, agora. É interessante ir para o início sabendo do final. Mas o mais gostoso foi chegar em casa e encontrar um e-mail de :

"Você me dá a alegria de saber da sua felicidade. Depois que nos falamos fiquei assim, quietinha ouvindo música no mp3 e pensando nas coisas da vida.

Eu me lembro bem de muitas coisas que passamos juntas, das barras recíprocas que seguramos, das boas conversas, e de cada detalhe que, aos poucos, foi fazendo o alicerce desta nossa amizade.

Posso dizer que eu bem sei o quanto você merece tudo que a vida tem te dado. E também quero lembrar da tua garra, da força e da coragem com que você enfrentou bravamente cada contratempo, cada dificuldade destes últimos anos.

É amiga, não foram tempos fáceis. Mas foram alegres, disto a gente pode se orgulhar: que vocação pra tristeza a gente nunca teve!

A vida fechava uma porta e lá ia a gente, com uma britadeira se fosse preciso, inventar uma janela! E no fim a paisagem mais bonita era mesmo a que a gente via..."


Ela está, como geralmente, certa, certíssima. Não foram tempos fáceis, mas foram alegres. Isso resume o que a amizade faz com a vida. Torna os tempos difíceis em alegres. E assim a gente vai conseguindo suportar situações que pareciam insuportáveis.

Aí eu fiquei assim... emocionada, com vontade de chorar, e de abraçar meus amigos. Querendo escrever e sem conseguir, e vou terminar publicando este post sem nenhum floreio, sem fotos, sem pensar. Só com o coração cheio de alegria por ter tido a bênção de ter os amigos que tenho.

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