22.7.08

Vizinhança

Existem alguns pontos comerciais aqui na Minha Ilha que são tradicionalmente mutantes.

Semana passada estava comentando com o Filhote e com Namorado sobre as lojinhas ao lado do Santa Clara, tentando lembrar quanta coisa já foi ali. Lanchonetes, salão de beleza, lan house, "boutique de carne", e mais um tanto de outras coisas que lembramos na hora, mas não lembro agora. Nada dura muito tempo. Deve ter uma cabeça de jegue enterrada ali embaixo, e que não deixa nada ir pra frente. É o tipo do "ponto" que eu não queria mesmo que me dessem de graça, e que não tem motivo aparente pra dar errado, a não ser a tal cabeça de jegue.

Outro na mesma linha, é a esquina da Av. Canavieiras com a Av. Itabuna, que já foi mil lanchonetes diferentes, ultimamente era a "Paradinha do Pastel", agora está fechado. E assim, vários locais têm uma certa "maldição" (ou cabeça de jegue enterrada, whatever) e vivem mudando, mudando, sem nunca dar certo.

Pois é de um outro lugar desse jeito que quero falar. A casa vizinha à minha (à esquerda). Acho que a bendita casa passa mais tempo fechada do que com gente morando nela. A rotatividade de inquilinos é fantástica. Imagino que nunca alguém morou seis meses aqui do lado. E é cada figura que me aparece... Resolvi falar dela, porque desde ontem tenho vizinhos novos. E são "novos" literalmente falando. Uma família com duas criancinhas (pelo menos).

Ainda não os vi, mas os ouvi perfeitamente. Mais perfeitamente do que desejava, confesso.

Na verdade, já ouço os barulhinhos domésticos da casa ao lado desde sempre. Não consigo imaginar como isso acontece, mas mesmo não sendo uma parede única que separa as casas, daqui eu ouço até quando dão descarga, quando ligam o chuveiro, quando brigam, riem, choram, tossem, etc... [E, dessa vez, ênfase no "choram".]

Os vizinhos mirins tem uns pulmões que benzadeus!!! Não consegui identificar os motivos dos choros, mas durante um pedacinho da tarde de ontem eu disse a frase "ai, eu não aguento isso!" umas 5 ou 6 vezes, e isso com algum intervalo entre elas.

Até então, os piores barulhos tinham sido os pagodões que duas famílias atrás ouviam dia sim outro também. Ah, já teve também família com bebê cachorro que chorava a noite toda, como se fosse bebê gente. E adolescente malcriado, que chegava de madrugada e batia boca com o pai como se não tivesse mais ninguém querendo dormir. Mas os choros dos dois vizinhozinhos... está me tirando do sério.

Quero deixar bem claro que não são bebês, não. Porque bebê a gente aguenta, bebê não sabe falar, a única maneira de se expressar é chorando. São crianças maiores, que conversam, gritam, e pelo jeito se estapeiam... e CHORAM. Mas choram MESMO.

Pôxa, eu acho que gente como eu, que não faz barulho NENHUM, que só ouve música de qualidade e num volume mínimo (ao ponto de três pessoas ouvirem coisas diferentes, uma em cada cômodo e não incomodarem umas às outras) não merecia o brinde de vizinhos barulhentos numa casa com paredes de papel!

Fico pensando o que posso fazer pra calar os pequenos. Uma rolha na boca não resolveria. Mordaça? Talvez... Mas acho que o que serviria mesmo era uma dose diária de disciplina, uma mãe e um pai que se importassem com eles, que fiscalizassem se o choro tem motivo ou se é só birra que se tira com umas boas palmadas (não é espancamento não, pelamordedeus!). Ai ai ai, me segurem, antes que baixe a Supernanny de novo e Tia Anabel resolva ir lá, perguntar se precisam de alguma ajuda!!!

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