29.8.08

Festa sem bolo, feira sem melancia

(Senta, que lá vem história!)

O que tem uma coisa a ver com a outra? Tudo!

Ontem foi niver de Papi, 85 aninhos do coroa mais enxuto que eu conheço. (Namorado nem chega a ser coroa, viu?) E, nessa época de vacas magras, combinamos mais um encontro de família, um culto de gratidão a Deus pela bênção que é a vida dele, e uma torta, que ninguém é de ferro.

Como semana passada a torta do niver da Tia estava deliciosa, Mami resolveu encomendar uma igual, numa moça que não conhecíamos, e que disse que poderíamos buscar a bendita torta a partir das 15h. No horário planejado, fui no apê de cima buscar o dindin para ir pegar a torta. Ops! Papi não estava. E como ir pegar a encomenda sem pagar, sendo a primeira vez? O jeito foi esperar que ele chegasse. Isso só aconteceu às 19h, com os primeiros convidados já sentados na sala, esperando (ele e a torta).

Peguei o dindin e saí com a companhia das primas (Malu e Maíra - ah, e mais a tartaruguinha Melissa!) para a difícil tarefa de... enfrentar um engarrafamento monstro que estava já aqui na saída da minha rua, indo para o centro. Tive a brilhante idéia de ir pelo outro lado, e já cheguei na subida para o Pontal. Tudo parado. Ninguém sabia dizer o motivo. Como estávamos no alto, víamos que estava sem qualquer movimentação em ambos os sentidos. Daí a pouco, a fila começou a andar, um pouco de cada lado. E achamos que ia demorar, mas dava pra seguir.

Quando tivemos a visão da ponte, era perceptível ver que houve um acidente. E as informações chegavam: Foi um caminhão. Carregado de abacaxi. Quase caiu da ponte. Não passa ninguém mais. Nem a pé. E nesse vai e vem de informações, ligávamos pra casa só pra dizer que ainda estávamos no mesmo lugar, enquanto o bom humor continuava. Maíra (9 anos) era responsável pelas tiradas mais engraçadas (e, é obvio que eu não lembro agora), até a hora em que ficou com vontade de fazer xixi, e não aceitava fazer "no cantinho".

Vimos um batalhão de pessoas passando a pé, é claro, quem ia pra casa na Zona Sul, podia fazer isso. Nós, nem que quiséssemos. As duas de salto alto, e trazer uma torta na cabeça??? O jeito era esperar. Até que veio um telefonema com a notícia de que a "moça" já estava trazendo a torta, e tinha ficado presa no engarrafamento da ponte. Aí foi que deu. Maíra querendo fazer xixi, a torta no meio do caminho, e nenhuma perspectiva de sair dali. Resolvi fazer uma manobra arriscada e voltar pra casa.

Na descida da ladeira, Malu vê o marido da "moça da torta" parado, mas eu já havia passado. Sobe ladeira dando ré... pra ouvir o marido dizer que ela estava "indo pra casa a pé". E a torta???? Tinha sido uma confusão nas informações, a torta continuava na casa dela, e a essa altura... tsc tsc tsc...

Faço outra manobra mais arriscada ainda, pra entrar na fila de novo. Só que... a polícia libera a ponte, e exatamente no sentido contrário. Um carro da polícia seguido por um batalhão de motos vindo, e eu atravessada na pista. Virei voando de volta pra casa, e era uma vez uma torta.

Chegamos em casa pra contar o fim da história e saber que o caminhão não era de abacaxi, mas de melancia, (daí a feira sem elas) e ver o povo todo rindo, e tomando uma salada de frutas, que era o Plano B.

Acordei hoje com a perna esquerda parecendo que foi sozinha à academia (meia-embreagem é osso!) e ainda com a responsa de ir buscar a torta (também, dá vontade de comer tudo sozinha!!!)

Fotos para ilustrar a situeichan:


O caminhão na ponte (foto tirada daqui)

Maíra e a tartaruga
(Melissa, que segundo ela, faz parte da família, até vai aos aniversários)


O aniversariante (fazendo gracinha)



e os (poucos) convidados:


E os retardatários (que estavam no engarrafamento também, só que no sentido Pontal-Ilhéus):



Meus dois "Abéis":

E nós!



A torta... no dia seguinte!!!

Ufa, cansei!

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