19.11.08

Colorindo (?) o calendário

Depois do outubro rosa, agora vem o novembro negro.

Quanto ao rosa, da prevenção ao câncer de mama, eu já participo desde nãoseiquando, tendo na minha página inicial as abas do www.cancercemama.com.br e do http://www.thebreastcancersite.com/ onde um clique gera uma mamografia gratuita tanto aqui quanto no outro hemisfério.

Mas quanto ao negro… (alusão ao dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra)juro pra vocês que fico baianamente retada com essas campanhas que não levam a nada, além de pura segregação. Cotas nas universidades públicas, exigências de palavras politicamente corretas e afins não se mostram, a meu ver, políticas eficientes para promover a igualdade entre os SERES HUMANOS.

Ao destacar os negros com as cotas, só se está afirmando uma incapacidade de entrar na universidade por conta do seu conhecimento. Ao exigir que se diga "afro-descendente" (ainda tem hífen?) e ao se entender um "nega" dito carinhosamente como ofensa, só se está promovendo a diferença, em vez de acentuar a igualdade.

Temos um passado, uma história, que fez dos negros – muitos deles reis e príncipes – escravos, subjgados sem direito nem a pensar, quanto mais a agir por conta própria. Tá, isso existiu e não pode ser negado. Mas agora é hora de buscar a unidade, a igualdade, e não impor a negritude como diferença querendo provar que se pode dar o troco.

Se vou ser entendida ou não, se vou gerar poêmica e revolta, sinto muito. Não pedi pra nascer branca, não tenho culpa de meu cabelo ser liso e não me acho superior por possuir essas características. Falando nisso, meu cabelo é lisinho e oleoso, herança indígena, quem conheceu minha avó materna lembra seu fenótipo. Na mistura com a pele alva e os olhos azuis de meu pai, puxei mais o lado dele (exceto os olhos). E daí? Sou menos bahiana por causa disso?

Só quero também ser respeitada na minha brancura, e poder abraçar meus amigos tenham eles a cor da pele e a origem étnica que tiverem. Basta que seu coração seja do bem, e seus olhos enxerguem a realidade do "eu, criação de Deus".

"(…)onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos. Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição" Carta de S. Paulo aos Colossenses 3.9-14.

Acho que isso resume o que eu penso.

E quero um novembro azul da cor do mar!!!

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