29.1.09

Ví por aí... # 3

Parece piada, mas nem é... Vi no Blog do Dito: Papel higiênico com texto para se ler antes de usar. Lá tem as informações "levadas a sério", com preço e tudo. Mas aqui é meu comentário:
Vê se eu vou usar um papel higiênico que já foi desenrolado, enfiado numa impressora ("seguindo uma técnica artesanal e sigilosa") e reenrolado???? Ah, nem...

Mas falando sério, teve a Campus Party. E eu nem fui, como todo mundo já sabe. Blé. Mas o que me espantou foi ver COMO AS PESSOAS SÃO DIFERENTES. Diferentes nos interesses, diferentes na maneira de ver as coisas e diferentes na maneira de transmitir o que viram.

Júlio Daio Borges - do Digestivo Cultural. Aqui e aqui e André Machado, do Globo Tecnologia me deixaram com água na boca (com hífen? Aff...) e jurando de pés juntos que em 2010 não perco. Já outras pessoas (não vou linkar porque senão a criatura vem aqui me dar bronca só porque não concordei com o mau humor tepeêmico diário dela. Mas quem quiser, me pede que eu mando por e-mail hehehehe) só conseguiram ver o lado negativo do evento. Até eu que não sou de xingar, tenho vontade de soltar um sonoro PQP... É preciso ser muuuuuuuuuito de mal com a vida pra só conseguir ver coisa ruim em tudo. Olha que eu nem sou Pollyanna... mas ver tudo pintado de preto? Vai-te pra longe, urubu!

A pessoa reclamou da alimentação, da localização, do calor (culpa de quem, hein?), da conexão, do barulho, do desconforto (acampamento confortável eu tô pra ver...), das músicas no Sarau - até do próprio fato de ter havido sarau, coisa que foi dada como "faltou!" na CP 2008. E reclamou de mais um tanto de coisas que não dá pra continuar listando. É, deve ter sido muito ruim mesmo (pra ela).

Mas tem coisa melhor pra se ver e comentar nessa blogosfera de meodeos.

Ainda no Blog do Dito, uma dica para os aficcionados em MSN (eu me curei deste vício! Bastou Namorado não usar pra eu nem me interessar mais de conectar!): Os emoticons dinâmicos! Pois é, você pode criar os seus próprios emoticons. Entenda seus próprios como SEUS PRÓPRIOS, isto é, com a SUA CARA. As explicações detalhadas estão aqui.

A minha amiga Alene fez uma viagem cult: Foi a Lima, no peru e a Cuba. Registrou suas impressões e seu olhar estrangeiro no blog Diário de Caminhos e Destinos, com imagens que valem ser vistas.

E no Caderno de Saramago, uma referência à entrega do Prêmio Ortega e Gasset de fotografia ao espanhol Gervásio Sanchéz.
Quando vi a foto fiquei estarrecida. E fui procurar mais sobre Sánchez. Encontrei esta entrevista, que disponibilizo no meu blog Deixo Ler Textos Alheios, junto com outros textos interessantes que comentei por aqui mas são tão interessantes que merecem estar acessíveis por inteiro.

Na entrevista, Gervásio Sánchez fala sobre ele mesmo, sobre fotografia e sobre sua percepção da guerra. E dá a conhecer também seu projeto "Vidas Minadas".
“Vidas Minadas” é um projeto de sensibilização social que Gervasio realiza desde 1995 contra a utilização das minas em todo o mundo. Segundo ele, o impacto humanitário desta arma é mais profundo e devastador que os efeitos de qualquer outra arma: não só amputam membros e matam, também impedem o livre acesso dos camponeses as suas terras, das mulheres ao poço de água ou das crianças ao colégio.

Como nasceu o projeto “Vidas Minadas”?

Nasceu casualmente, mas com duas razões de fundo. A primeira, uma revista espanhola dedicada a futilidades ―não uma revista ou um jornal sério― me encarregou de fazer um trabalho sobre mutilados pelas minas explosivas, em 1995. Isto me proporcionou a possibilidade de viajar a Angola. Lá havia minas em todos os lugares. Constatei a dramática situação em que vivem estas pessoas. A segunda razão é que isto coincidiu com o fato de que eu estava cansado de ir de guerra em guerra e ir embora quando era assinado o acordo de Paz. Na realidade, a paz é o reinicio de um pós-guerra, que é tão duro como a guerra em si. Inclusive as minas começam a aparecer é quando chega à paz, porque durante a guerra elas são colocadas para proteger posições militares. Quando os militares deixam o terreno, eles as deixam abandonadas. No entanto, com a chegada da paz produz-se a liberdade de movimentos da população civil. E as minas estão ali, esperando as pessoas."
Depois disso... acabam-se as palavras.

Nenhum comentário: