18.2.09

Nem sei se devia...

...responder aqui um comentário feito pela Geo no post anterior. achei que podia fazer isso via e-mail a ela, mas, como saber se o comentário não plantou uma sementinha de questionamento em quem mais leu? Então, vai por aqui mesmo.

Às vezes a gente (no sentido genérico) escreve coisas que podem ser interpretadas de maneira profundamente diferente, como quando li o segundo livro de Dinah, A longa viagem ao ponto de partida, e achei que ela estava deprê, pensando em morrer, completamente dark, não era nem down. Qual não foi minha surpresa ao encontrá-la ainda mais leve, feliz e up, e me explicou que o tom de despedida do livro tinha sido pensando em alguém que precisava lê-lo antes de partir pro andar de cima.

Pensando dessa forma, entendo que a Geo, amiga das horas tristes e alegres, tenha interpretado meu momento desinspirativo e sem graça como algo mais sério, o que na verdade não está acontecendo. É como a Jady me falou ontem: A falta de palavras é sinal de que a vida vai bem, porque a gente escreve muito melhor quando está triste. O mesmo pensamento de Tom, quando cantou "assim como o poeta só é grande se sofrer..."

Mas voltando ao comentário dela, ela diz: "vc tb deixou de fazer as outras coisas que faziam sua vida brilhar. Ir ao cinema, festas, praias, ler mais os blogs e comentar neles."

Bem, ir ao cinema realmente está sendo um problemaço, pois o Santa Clara agora com uma sala só, escolheu descaradamente só exibir filmes "comerciais" do tipo Jogos Mortais IV, High School 3 e afins, o que me expulsou completamente do circuito. Passei meses esperando algo "decente", e só consegui ir a Madagascar 2, que realmente valeu a pena. Até que alguns filmes bons estão sendo exibidos em Itabocas, mas até conseguir ir lá... complica em matéria de tempo e finanças.

Já com as festas e praias, estou completamente em dia. Karol, Felipe e Stela, além de Namorado, que o digam. E basta olhar as fotos do Pão Meu, que está perfeitamente visível, assim como nos álbuns do Orkut. E tem os passeios extras, como o Circo da semana passada (ainda escrevo sobre ele!) e o Carnaval Fotográfico, projeto a curto prazo, que vai rolar a partir do próximo sábado.

Quanto a ler os blogs e comentar neles, meu reader conta com 149 inscrições de blogs de TODOS os gêneros. E eu só comento quando o assunto me interessa muito ou tenho de verdade algo a dizer. Não gosto de comentar por comentar... Da mesma maneira que tenho em média 200 visitas por dia por aqui, e os comentários raramente passam de 10, num post. Por isso vou achar que não foi lido?

Outro detalhe do comentário foi "vc quase nunca trabalhou na vida". Isso está loooonnnge de ser verdade. Posso dizer que sou uma mulher de fases, e a fase do blog foi a fase da virada na vida, um novo curso superior e durante esse curso, fiquei realmente sem trabalhar. Mas desde os 13 anos de idade que trabalho, dando banca (reforço escolar) para quem estava apenas uma série atrás de mim. Durante o curso de música dei aulas de musicalização infantil, e depois de formada, além de assumir o ministério de música da Igreja Batista Memorial, que além das noites da semana, me consumia especialmente o fim de semana. E nessa mesma época eu tinha o Centro de Musicalização de Ilhéus, onde dava aulas de piano das 8 às 20h, de terça a sexta, guardando a segunda-feira para repor aulas de quem faltou. Minha vida nunca foi moleza, nãso, mas sempre trabalhei em coisas que eu gostava, ou que pelo menos, estava perfeitamente apta a fazer, como as aulas de informática (para todos) e inglês (para o Fundamental I) no Vitória, onde dava aulas de 7:30h às 18:50h com intervalo entre 12:00h e 13:30h. Sim, eu sei muito bem o que é trabalhar. Mas trabalhar sempre com GENTE, e lidando com arte, educação, criatividade e produção ativa. Aí é que está a grande diferença.

E acordar cedo, realmente me incomoda. Quero ver como vai ser depois do casamento, já que Namorado acorda antes das 5h... Ai ai.

E, finalizando, quero reiterar que um post decente não é falta de assunto (tem vários rascunhos começados), mas é exatamente a tal da Dona Inspiração, amante dos artistas, que de vez em quando resolve se amigar com outro e me deixar a ver navios. Fora que, no trabalho, interrompida 1488 vezes, fica difícil render algo que preste. Este, por exemplo, foi começado antes das 8 da manhã, e agora, às 11h, ainda não está terminado.

É claro que todos os motivos de insatisfação e preocupação citados no post anterior existem, e são reais, mas não me tiram a alegria de viver, de amar, de cantar e de ser feliz de verdade. Acordo antes do que eu queria, mas encaro o dia como um presente de Deus, e aproveito ao máximo esse presente, na medida do possível. Sem ser Pollyanna e sem ser a hiena Hardy, que só vê o lado ruim da coisa.



"Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la."



- Oh dia! Oh azar!
- Lippy, isso não vai dar certo...

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