10.3.09

Eu sei o preço da passagem!

Voltei a andar de ônibus, desde que meu horário mudou, pois pra ir à tarde não tem ônibus para servidores da UESC.

Minha primeira atitude foi ir correndo no SIT revalidar a carteirinha de estudante. Qual não foi a surpresa, ao saber que uma Lei Municipal não encara estudantes de pós-graduação como "estudantes com direito a meia-passagem"! Não adiantava discutir com a funcionária do SIT, o jeito é agir em conjunto, buscando os nossos direitos.

Mas enquanto isso não acontece, bora pagar a passagem inteira, meu povo! R$ 1,90. Para voltar a andar no 27, no 28 e agora uma nova opção, o 26, que em vez de ter como destino o Salobrinho, tem como ponto final a UESC e é semi-expresso.

No primeiro dia, semana passada, peguei o 26 super-hiper-mega lotado, que nem passou por dentro da rodoviária, porque não tinha como entrar mais ninguém e é claro que vim em pé. Só sentei no Banco da Vitória, quando saltaram algumas pessoas. No dia seguinte, por bondade de Deus, antes de aparecer um dos três, passou o Olivença-Itabuna. Perguntei quanto era até à UESC, e o cobrador me respondeu: R$ 2,10. Perfeito! Se não vou pagar meia, por R$0,20 a mais vou no ônibus mais confortável e sentada (mas sem ar condicionado. Com ar é R$2,30).

(Foto meramente ilustrativa, esse aí faz a linha Ilhéus-Conquista, mas é igual)


Durante toda a semana peguei o mesmo ônibus, com o mesmo cobrador. Ontem, no entanto, veio um cobrador diferente, que me disse que a passagem para o Salobrinho era R$2,50. "Não, eu paguei R$2,10!" retruquei imediatamente. Ele pegou uma tabelinha amassada com os preços das passagens, de acordo com os trechos, e disse meio sem graça: "é que tem dois preços aqui".

Tudo bem, paguei os R$2,10 e observei o bilhete: Tinha marcado lá "sem seguro". Ainda bem que eu reparei nisso, pois hoje, quando tomei o ônibus, era uma cobradora. Entreguei os R$2,10 trocadinhos, e ela me devolveu os R$0,10, dizendo: "esta moeda é de dez centavos". Seguiu-se o seguinte diálogo:

- Sim, a passagem não é R$2,10?
- Não, é R$2,50.
- Não, querida, é R$2,10, eu pago todo dia esse preço.
- Mas não é pra UESC? O pessoal da UESC já sabe, e todo mundo me dá R$2,50 direto.
-Sim, mas é porque é com seguro (dedução rápida e lógica). Eu quero SEM seguro.
- (Cara de quem foi pêga fazendo coisa errada) Mas o preço é R$2,50, todo mundo sabe.
- (Ficando irritada com a pseudo-burrice dela e explicando de novo) É R$2,50 COM seguro, ee R$2,10 SEM seguro, olhe na sua tabela, ou pergunte ao motorista.
- (Preenchendo a passagem) Vai sair do meu bolso esses TRINTA centavos! (Não sabe nem fazer conta... ai ai ai)
- (Estendendo a moeda de R$0,10) Não vai nada, é só vc colocar aí que é SEM seguro.
- ...

Paguei R$ 2,10 como deveria, e faço questão de frisar aqui, para quem é da terra:

No ônibus da empresa ROTA que faz a linha Olivença-Itabuna, o preço da passagem Ilhéus-Salobrinho é DOIS REAIS E DEZ CENTAVOS.

Se você quiser pagar os R$0,40 referentes ao seguro, tudo bem. Só que R$0,40 por dia, no final do mês pesa, pra quem não ganha salário de marajá. E mais do que tudo, é uma opção, ela precisa ser respeitada. Acho que os cobradores devem ser instruídos quanto a isso, pois nem todo mundo tem peito de discutir pelo direito de pagar a passagem sem seguro e se os mestrandos já sofrem por não ter direito à meia passagem, não dá pra perder mais nada, não é?

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