13.4.09

Narradores de Javé

narradores-de-jave01Hoje assistimos na sala o filme Narradores de Javé. É incrível como um tema como a memória coletiva pode gerar um filme ao mesmo tempo tão leve e tão cheio de significado.

Depois de ler quatro textos sobre o assunto, assistí-lo foi uma coroação da essência do que foi lido (Bosi, Pollak,  Le Goffe e Nora) e buscando um link para a sinopse do filme, encontrei o artigo de Maria Aparecida Bergamashi, que vale a pena ser lido.

Além de toda a densidade científica que pudemos encontrar no filme, tem também a parte do humor. O personagem de José Dumont, Antônio Biá, tem um vocabulário delicioso, essencialmente nordestino, e que flui de uma maneira tão natural que chega ser difícil acreditar  que um roteirista (no caso, dois, Luiz Alberto de Abreu e Eliane Caffé) parou pra pensar tudo aquilo.

Bom demais, vale o prazer de assistir. E serviu para compensar o bléh que foi Vicky Cristina Barcelona, que assisti ontem pela manhã. Plenamente dispensável. E podem me matar, mas eu cada vez mais abomino Woody Allen. (Opa! Não sou só eu!) Ah, pra não dizer que sou xiita, gostei de Match Point. E muito.

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