5.4.09

Noite de gala e eu respirei

Seguindo os conselhos de Namorado, joguei tudo pra cima (textos e afins) e fui cuidar da minha alma.

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Ontem foi a “Noite de Gala de reabertura do Teatro Municipal de Ilhéus, com o Balé do Teatro Castro Alves”. TMI 03-04-09 026

Na última hora conseguimos os convites – e nem sei como, pois quem estava lá era o high society ilheense em legítimo traje de gala, longos, brilhos, botox, cabelos pra cima e tudo o mais. Eu? De pretinho basiquíssimo, maquiagem só pra dizer que tinha, e nem aí pros luxos e trejeitos. Vocês não fazem idéia do espetáculo antropológico.

Antes das portas do Teatro serem abertas, a Filarmônica Capitania dos Ilhéus se apresentou na praça, com um repertório variado, e só pecou porque demorou muito. Especialmente porque o público não esperava este início em pé…

É claro que um evento como este tinha que ser explorado politicamente. Então estavam presentes todas as autoridades possíveis e imagináveis. E na primeira parte, os apresentadores fizeram uma breve retrospectiva da história do TMI. Vou falar, fiquei DOENTE de raiva quando a determinado ponto, depois de rasgar toda seda com o atual diretor da FUNDACI e do atual prefeito, simplesmente IGNORARAM a doação do imóvel pela família de Antônio Olímpio e o trabalho de reconstrução do teatro pelo então prefeito, Jabes Ribeiro. Foi uma grosseria sem tamanho. E além de não citarem, não os convidaram… eram pessoas que NÃO PODIAM estar fora desta celebração. Mas, enfim…

O primeiro momento de arte de fato foi com poesias (Sosígenes Costa e José Delmo) e música (Délio Santiago e Selma Aguiar) locais. Foi gostoso ver a variedade de possibilidades artísticas regionais. Mas como foi bem lembrado pelo Secretário de Cultura Márcio Meireles, faltaram também outros artistas contemporâneos, como Romualdo Lisboa… por que?

TMI 03-04-09 077O Balé do TCA fez a apresentação do espetáculo “Engenho”. Bem arte contemporânea mesmo, nada parecido com o que se espera de um Ballet Clássico. Eu poderia falar mil coisas aqui, mas nada marcou tanto a noite como o espetáculo dado pela calcinha vermelha de uma das bailarinas. Estavam quase todos de branco, ou de algodão cru, e a criatura de saia curta, com uma calcinha vermeeeeelha, que ficava à mostra a cada movimento dela.

No final os bailarinos desceram do palco e começaram a conversar com o público, no estilo da Cia Bahiana de Patifaria, que faz “A Bofetada”, e depois chamaram pessoas do público ao palco, foi bem legal.

O Teatro foi totalmente reformado, do carpete (vermelho) às poltronas (de couro), e segundo informaram, toda instalação elétrica, iluminação de palco, sistema de refrigeração, e tudo o mais. Ainda estava aontecendo uma exposição na galeria, mas a gente optou por ir ver depois, naquela hora estava muito cheio de gente e a barriga da gente vazia, pedindo pra ser enchida, motivo mais do que suficiente.

Acho que se eu tivesse conseguido escrever logo que voltei, a emoção seria outra e o texto bem melhor. Vão desculpando.

TMI 03-04-09 2009-04-03

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