31.7.09

DDA em ação – senta que lá vem história.

Quando eu digo que minha vida dá um filme, tem gente que não acredita. E é verdade, talvez não seja um filme, talvez seja mesmo novela mexicana. Já fui acusada de “usar o DDA” como desculpa como se esse distúrbio não fosse mesmo a razão de muitos dos meus males.

Em muitas vezes eu rio de mim mesma, em outras disfarço e tento ignorar, mas tem uma série que se chama “só chorando”. E não sei por que, essa semana que passou e termina hoje, grazadeus – sábado já é o início da semana nova, pra mim – foi de amargar.

Cena 1 – Interna, noite.

Começou que fiz um monte de fotos na semana passada, terça, quarta e quinta. Saquei que a bateria precisava ser recarregada. Lembro que tirei da câmera, e achei que tinha colocado pra carregar. No sábado,  quando ia fotografar a peça de Márcia no Teatro, fui arrumar meus apetrechos e… cadê a bateria? Não estava no carregador nem dentro da câmera. Operação pente-fino na casa toda, nas bolsas, nos bolsos, acionando Namorado e Dona Maria… Droga! A bicha tinha sumido mesmo.

Fiz de tudo pra reconstruir os acontecimentos e localizar a Fulana, mas nada. Levei a Canonzinha ao teatro, as fotos não ficaram completamente ruins, mas nem chegaram perto do que seria com Sua Majestade, Nikon II.

Namorado se esforçou para me animar, alegrar, distrair… porque fiquei passada, mesmo. E eu só me perguntava, com cara de choro e o coração chorando por dentro: “Por que eu tenho que ser assim? Isso só acontece comigo!” Ele foi logo usando o lado prático: Compra outra. Foi o que eu fiz. Comprei outra no ML, em 12 x de 6,50 (hahahaha) e pensei: se achar, fico com duas, o que não é nada mal. Se não achar, o prejú não foi tão grande. Vamos lá!

Aí, enquanto espero a Fulana Nova chegar via PAC, (no momento está passeando em Feira de Santana), eis que enfio a mão no buraco negro da minha bolsa, onde habitam as cartelas de Dorflex, Eutyrox e Sertralina. E de lá sai… a Fulana! Grrrrrrrrrrr!!!! Eu não enfio a mão nesse lugar TODO SANTO DIA??? Como assim ela ficou lá uma semana inteira???  E Namorado me olha com aquele olhar condescendente que só quem ama, tem… e aí me dá mais vontade ainda de chorar.

Bateria 002

Cena 2, interna, dia.

De 29 a 31, matrícula do Mestrado. Eu com procuração de quatro coleguinhas que não moram aqui, e quiseram aproveitar o último final de semana cada um em sua casa, com justa razão.

Sabendo quem eu sou, e com  a fama que eu mesmo me dou de perder documentos, coloquei todas as procurações num envelope branco, escrevi na frente “Procurações” e pensei: Não posso esquecê-las em casa no dia da matrícula, então vou deixar logo na minha mesa de trabalho, já que na minha sala-cubículo ninguém entra, e ela é minhaedemaisninguém.

Na quarta, dia 29, vim trabalhar toda alegrinha, pensando em fazer as matrículas logo cedo. Abro as gavetas e… Cadê o envelope??? A essa altura, o coração já estava fora da boca, porque o prejú não seria somente meu, mas de quem havia confiado em mim. [Viu, gente, eu não sou de confiança, ninguém me dê nada sério pra fazer, nem documento pra guardar!]

Bom, poderia ter levado pra casa, mesmo eu lembrando que pensei em deixar no trabalho. Procurei em casa, revirei tudo… nada. Corri na casa de Namorado… nada também. Como a secretária do Mestrado sabia que eu tinha ficado com as procurações, achei que poderia tentar o famoso jeitinho brasileiro. Mas quando cheguei no trabalho no dia seguinte e fui pegar minha folha de frequência para assinar… adivinha o que estava bem ali, embaixo dela? Bingo! O envelope com as procurações.

Cena 3, interna, noite.

Na hora de dormir, depois de acertar o despertador na TV (e arriscar acordar com Chico cantando, como ontem), colocar o óleo de Bergamota no aquecedor, fazer todo o ritual de higiene/preparativos, deito e pergunto a Deus: “Pai, não vai melhorar, não? Vou continuar sempre assim, desorientada, perdendo coisas, prazos e papéis? Não tem uma chancezinha pra mim, não?

A resposta ainda não veio… mas eu acho que Ele tá é com pena de me dizer que “só piora”…

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