14.9.09

Pra não falar sozinha

Melhor escrever, né não? Pois então, Cheguei. Estou de volta pro meu aconchego. Acho que já falei 1488 vezes, pra todo mundo que encontrei (e perguntou) que a exposição foi muito massa, que fiquei satisfeitíssima com o resultado, que adorei a experiência… e que tô cansada. Aliás, tô cansaaaaaada. O termo certo seria EXAUSTA. Esvaída. Acabada. O pó da rabiola. Mas tô aqui, sentadinha em minha mesa, no meu cubículo insalubre, com uma dor de cabeça daquelas, e com um resto de enjôo da viagem de volta.

Aliás, as viagens de ida e de volta foram maravilhosas. Muita risada, DVD à nossa disposição (rolou DVD de  Chico, Gonzaguinha, Ney Matogrosso, e mais CDs variados), travesseirinhos e cobertores mais do que poderíamos precisar… tudo bem tranquilo. E um alto astral daqueles que indica que essa turma que se juntou pra trabalhar foi escolhida a dedo. Além das Curadoras (Kadija perguntou se a exposição tava doente, pra precisar ser curada…), Dinah ficou comigo full time, foi simplesmente demais. Tá certo que ela também tá que nem eu, arrebentada, mas tenho certeza que não está arrependida.

Como hoje o dia é de falar, e falar e falar e não ter a vergonha de ser prolixa, vou contar uma coisa. Nos últimos tempos tenho me descoberto CAPAZ de muita coisa que era completamente impossível pra mim. Começou na mudança. Instalei o varal de teto (com a ajuda de Marido) e a máquina de lavar (sozinha). Pode parecer simples, mas pra mim, que fui condicionada a pensar que era incapaz nesse tipo de função… foi muita coisa. No trabalho estou “sendo” secretária, coisa que sempre achei que não combinava com minha desorganização e desatenção frutos do DDA. Mas o ápice foi em Salvador. Depois de dar pitacos sobre a decoração da galeria, brigar com a designer pela diagramação do folder, eu DIRIGI no trânsito caótico da cidade!!!

Morei 6 anos em Recife, e sei andar por lá. Mas NUNCA dirigi. E olha que dirijo desde os 12 anos, ensinada por papi, numa C-10 imensa, onde somente as pontas dos pés tocavam os pedais. Não sei até onde vai e onde começa a culpa de quem. Se me disseram que eu não conseguiria e eu acreditei, ou se eu tive medo e esse medo foi alimentado. O fato é que sempre fui dependente de um motorista em Recife, mesmo quando estava lá com o meu carro. E repetia: “não dirijo em cidade grande”. Agora, pensem: Se em Recife que eu SEI andar, não dirigia, como fazer isso em Salvador, onde eu NÃO ME SITUO?

O fato é que Dinah ficou impossibilitada de dirigir e nós estávamos no Salvador Shopping, precisando ir pra Itapuã, às 6 da tarde. Peguei o carro, e misturando medo e coragem, me joguei. Vou contar: foi fantástico, maravilhoso, delicioso e todos os outros adjetivos que descrevam o prazer de quebrar um tabu interno. Me senti a poderosa, a vencedora, a melhor de todas… no topo do mundo!

E quando essa experiência se repetiu, pensei que fosse virar lugar-comum. Mas, que nada! Foi a mesma sensação de vitória! E agora, meu povo, só preciso de um navegador, porque piloto eu já sei que sou!!!

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