13.10.09

Um dia daqueles!

Não é o título do livro, é o título do capítulo da novela [mexicana] da minha vida.

Vou contar a saga em partes, não necessariamente na ordem dos acontecimentos, e começando do mais simples. Senta, que lá vem história. Se não quiser ler, o xis vermelho tá bem ali em cima, à direita.

Mel (a meliante doméstica) Primavera 07-10-09 005

hoje conseguiu me tirar do sério logo de manhã cedo, quando arrastou o botijão de gás (vazio, mas arrastou), derrubou o balde de lixo que estava em cima do botijão, e fez a maior lambança na área de serviço. Dei duas chineladas (dei, sim, e ela sabe o motivo), e coloquei de castigo na varanda (enquanto limpava a área de serviço). Só que… precisei sair o dia inteiro (vide outras partes do capítulo da novela) e quando Marido chegou ela estava chorando na varanda. Mal ele abriu a porta, ela correu pra sala e… é claro, fez xixi bem no meio. E foi exatamente isso que encontrei quando cheguei da rua: uma poça enorme de xixi na sala que D. Maria tinha acabado de limpar. Mas isso foi a parte mais light do dia.

Há alguns dias Papi pediu que eu fosse até à casa dele para pegar uns documentos que deveriam ser entregues à contabilidade até hoje. Só que a chave da casa não estava comigo, e sim com o vizinho que é “meio filho” deles. E desde a semana passada que eu tento falar com ele, mas o celular nem completava a ligação. Hoje pela manhã saí disposta a entrar em casa, nem que fosse chamando um chaveiro para abrir a porta. Cheguei lá e vi que tinha gente na casa do vizinho. Arrisquei ver se a chave estava em casa, mas a filhinha dele disse que estava com o pai. Por milagre, consegui falar com ele no celular, e ele estava em uma outra cidade, a 300km daqui. “Mas eu chego às 13h, não se preocupe.” Tá, fui para outra parte do capítulo. Às 13h consegui falar com ele novamente,  ele tinha atrasado, só iria chegar às 14:30h, e me ligaria assim que chegasse. Aproveitei pra ir atrás do meu remedinho anti-deprê, que tinha acabado, e precisava de receita pra comprar, e enquanto esperava a ligação fui com o filhote (bendita a hora em que o chamei pra sair comigo!) na casa de Dinah, bater papo e combinar os detalhes para o lançamento do segundo livro dela (falo sobre isso no próximo post).

Nem preciso dizer, acho que vocês já adivinharam: Ele não ligou. Aliás, não ligou até agora, 22h. E, pra não perder o prazo com a contadora, fui ao centro, peguei um chaveiro [= homem que faz chaves] para abrir a porta. Gasto não planejado, estresse a mais… mas consegui pegar os documentos. DEZ MINUTOS antes do escritório de contabilidade fechar. E a saga continuou: Agonia de estacionar o carro no centro, correr um tanto, pra descobrir ao bater com a cara na porta, que O ESCRITÓRIO TINHA MUDADO DE LUGAR. Achar outro estacionamento, e chegar lá esbaforida, mas entregar direitinho os papéis. Quando voltei ao carro… começa a terceira parte do capítulo de novela: O bendito simplesmente não ligava.

Insisti, insisti e insisti até… Ooooooohhhh! Descobrir que a temperatura estava altíssima, o coitado estava fervendo (de novo). Entrei em pânico, afinal,  da última vez que isso aconteceu, precisei do guincho para levar o carro pra casa, e era noite, na estrada, lembram? O filhote sugeriu: “Liga pra algum homem”. Sim, mas QUE homem? Marido não tem carro, e não faz idéia de um mecânico confiável. Felipe, amigo-irmão, acabou de comprar o primeiro carro (zero) e também não tem esse tipo de conhecimento específico. Fui zapeando a agenda do celular e encontrei um anjo que além de indicar um mecânico, estava disponível e veio nos socorrer. Só que… mal ele chegou e olhou o motor do carro… mandou que eu ligasse, e o danado funcionou! (Já havia esfriado). Tá, fiquei com cara de tacho, mas feliz por não ter que $ofrer na mão de mecânico. Bem… no caminho pra casa, ferveu de novo, e um engarrafamento monstro (exagero desesperado) que me fez parar… bem defronte de uma oficina. Não pensei duas vezes, joguei o carro pra dentro e pedi socorro. Era o cebolão que não fazia disparar o ventilador que refrigera o motor. Eles deram um jeito para ficar ligado direto e eu poder voltar pra casa, e amanhã levar de volta, pra consertarem direitinho. A essa altura a cabeça já estava fervendo mais do que o motor do carro. E, só pra lembrar, cheguei em casa e encontrei a poça de xixi no meio da sala. (Eita, meu roteiro ficou bem ao estilo do paradigma de Sid Field!)

Só pra não terminar o capítulo só chorando, tem uma coisa boa: Amanhã a exposição Rio do Engenho: Festas, Saberes e Sabores estará no foyer do Auditório Paulo Souto, na UESC. Quem não pôde ir a Salvador, vai lá…

convite UESC Clica, que aumenta!

Sei que estou devendo a galeria virtual, mas nem posso prometer que será pra já… a vida está corridíssima, como vocês podem ver.

Ah, tem também o II Seminário de Ciências Sociais da UESC (Tô na Comissão Organizadora, tá, galera?) que acontece segunda e terça (19 e 20) no Auditório Jorge Amado.

Cartaz Seminário CiSo

Agora eu fui. Que, pra variar, a cabeça continua fervendo.

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