30.11.09

Bastardos inglórios e o sabor da vingança


No conto do Dilermano, que foi o vencedor do Concurso do 4º aniversário do Deixoler, eu comentei sobre o "doce sabor da vingança". Falando sério e sendo bem honesta com vocês e comigo, eu não sou vingativa. Quero dizer, eu não me vingo. O que não quer dizer que eu seja imune ao desejo de vingança.

Li a reportagem da época sobre o filme do Tarantino com Brad Pitt, e achei que seria um filme daqueles que se assiste e se passa um tempo refletindo sobre o assunto.

Pois não foi bem assim, não. Assisti e me assustei comigo mesma. Me peguei desejando sangue, desejando vingança. E em vários momentos eu me repreendia ou tentava me justificar, dizendo que para aqueles nazistas doentes só mesmo a morte. No minuto seguinte, já pensava que não poderia ser qualquer morte. Tinha que ser aquela morte, cruel e dolorosa, e ainda com retirando os escalpos - e eu ainda queria que os escalpos fossem retirados com os nazistas vivos. (é, me peguei cruel...)

Mas voltando ao filme, achei perfeito! Fazia tempo que nãossistia um filme assim. Roteiro inteligente e bem costurado, edição leve, com efeitos que quebram o peso do assunto tratado, trilha sonora sem defeito, usando rock pesado que normalmente não se usa em filmes sobre a II Guerra. E a fotografia... ah, a fotografia! As cenas de Shoshanna (Melanie Laurent) são daquelas que dá vontade de ter tido a idéia antes, sabe? Ela de vermelho, diante da janela redonda do projetor do cinema... é, sozinha, uma obra de arte.

E quanto ao final... não é happy end, mas é good end. Ou very, very good end. E confesso que eu gostaria muito que a guerra tivesse acabado daquele jeito. (Alguém aí vai ter peninha de Hitler???)

Amanhã escrevo sobre a dor e a delícia(?) de ser mestranda. Por agora, Boa noite... e Boa sorte!




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