29.11.09

É FESTA!!!

Hoje é dia de festa por aqui! No dia 29 de novembro de 2005, bem despretensiosamente comecei com este blog. Já falei dos motivos emocionais de começar a escrever, mas na verdade, comecei meio que sem planejar mesmo, pois fui comentar no blog de um amigo, recém-criado, e ele não sabia mexer na configuração dos comentários, e para comentar tinha que ter conta no blogger. Aí… criei o meu, assim, do nada. E fiz um outro amigo criar o dele, pela mesma razão, para comentar no meu.

Mas, enfim, apesar do começo “por acaso”, a comemoração dos quatro anos foi planejada. O Concurso de Contos e Microcontos foi um sucesso, recebi 16 contos e 12 microcontos, isso pra mim é um sucesso estupendo.

Como programado, dois livros foram sorteados nas duas categorias. Vejam aí os participantes com seus números:

concurso deixoler - contos Clica que aumenta

concurso deixoler - microcontos

E o resultado, no Print da tela no www.random.org :

Dos contos:

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E dos Microcontos:

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Então… Silmara Franco e Carlos Mascarenhas, enviem pro mesmo e-mail que enviaram os contos, o endereço para receber o livro. Errr… bem, esse era o discurso oficial, mas não sei se todo mundo sabe que “Carlos Mascarenhas” é Marido. Então… ele não precisa mandar o endereço, esse livro eu entrego em mãos!!! Bem, gente, quando eu disse a ele que ele tinha ganho o sorteio, Mr. Honestidade disse logo: “Faça outro sorteio, senão vão pensar que foi trambique!” Mas exatamente pra não ser trambique, ele ganhou, ele leva!

Agora, a parte mais difícil: A escolha do melhor conto e melhor microconto. Foi dureza, digo a vocês.

O microconto vencedor é da Patrícia Daltro. Simples e profundo. E ainda deixou sobrando 52 caracteres! Arrasou!!! Parabéns, Patty!

Captura de tela inteira 28112009 215945.bmp Clica, que aumenta!

Quanto aos contos, a comissão julgadora (formada por mim, eu, eu mesma e Irene) estava dando empate entre dois. Enquanto elas resolviam o impasse, fui lá e fz o sorteio. Ai… não é que um dos contos empatados ganhou o sorteio??? E E-XA-TA-MEN-TE o conto “Nesta data querida”, da Silmara, que enviou quatro contos. O outro, então, automaticamente, foi o vencedor. And the Oscar goes to…

A OUTRA”, de Dilermano Martins.

Um conto inteligente, e, apesar de não ter happy end, tem, lá no fundo, um doce sabor de vingança.

Ele trouxe uma menina nova para morar aqui.” Disse Julia, em tom choroso, enquanto acabava de trocar-lhe as fraldas e saía rumo à porta..

- Agora você é a dona da casa. Respondeu com cinismo.

Finalmente teria sua vingança, Julia tomaria seu lugar, não seria mais a mulher só dos lençóis, teria que levantar cedo, cuidar da casa, criar o cardápio, lavar roupas, fazer faxina, administrar os parcos recursos que o marido liberava para as despesas, fazer milagres e ainda ouvir reclamações.

Tinha vivido resignada com seu destino, criara três filhos, seus dois, mais o de Julia, nunca passou por sua cabeça a idéia de dar um basta, abandonar o marido, a vida que levava, tudo! Não… Isso não era para ela, viera da casa do pai para a do marido, quase como um utensílio, fazia parte daquela casa tanto quanto o fogão, a mesa ou o sofá da sala

Os três moravam na mesma casa havia já mais de quinze anos. Por sugestão do marido acolhera Julia, que tinha sido expulsa da casa dos pais, por estar grávida. Inocente, gostou da idéia, afinal teria companhia e alguém para ajudá-la no serviço da casa.

O tempo mostrou-lhe o engano: Era do marido o filho que a Julia esperava! Descoberta a verdade ela jamais voltou a pronunciar-lhe o nome; passou a chamá-la simplesmente “Outra”, esse foi seu único protesto, restando-lhe as noites de insônia, sempre que o marido esgueirava-se para o quarto da Outra.

Mais de quinze anos de humilhações e sofrimentos, estavam finalmente acabando, Ela estava para morrer; “os médicos deram alta, pra morrer em casa…Não tem volta…” Escutara o marido falar baixinho com a Outra.

Fora, sem dúvidas, uma vida miserável, mas era doce a vingança, agora tinha a Outra como governanta, cozinheira, copeira, arrumadeira, faxineira, e ainda enfermeira, limpando sua urina e suas fezes, até esquecia as dores e a morte próxima.

Antes que Júlia passasse pela porta, gritou:

- Outra! Vazei de novo!

Então, Patrícia Daltro e Dilermano Martins, endereço via e-mail, please!

Os outros três contos selecionados foram: Nesta data querida, de Silmara Franco; A Estátua, de Patrícia Daltro; Prosa e poesia, de Elaine Gasparetto, e serão publicados aqui, durante a semana. Os microcontos selecionados seriam dez, segundo o regulamento, mas como foram apenas 12 inscritos, todos serão publicados. A todos os participantes, que acreditaram na proposta e enviaram seus escritos, meu agradecimento, de coração.

Às blogueiras que divulgaram o concurso em seus blogs (Patrícia Daltro, no A Vida sem manual, Marial Luiza Heine, no Ilhéus com amor, Vanessa no Fio de Ariadne e Cíntia no Palavras abraçadas): vocês receberão a surpresa via correio, também. E vocês outros só saberão o que é depois que elas receberem, ok?

Espero que vocês tenham gostado da festinha. Eu adorei, estou feliz demais com os quatro anos do blog! Teria mais um monte de coisas a dizer, mas Marido está aqui, me arrastando para a cama… e vocês sabem, essas coisas não se dispensa. (Vou programar a publicação para a zero hora de 29 de novembro!)

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